Sergipe discute futuro da educação global em seminário internacional realizado no Rio de Janeiro
Secretário Zezinho Sobral e autoridades internacionais participam de evento
Secretários de Estado da Educação de todo o país estão reunidos no Rio de Janeiro, para discutir o papel transformador da educação para um futuro justo e sustentável, alinhado às prioridades do Brasil no G20, no Seminário Internacional ‘Catalisando Mudanças’. O evento é promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Education Above All e Network of Foundations Working for Development, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Representando Sergipe, o vice-governador e secretário de Estado da Educação e da Cultura Zezinho Sobral participa desse momento de integração mundial marcado pelo fortalecimento de articulações institucionais.
“É uma grande honra representar Sergipe neste seminário tão estratégico para refletir sobre como a educação pode ser o motor das transformações da sociedade. Investir em educação de qualidade é essencial na construção de um mundo mais justo e sustentável onde todos os cidadãos tenham acesso a oportunidades e recursos. Destacamos alguns pontos como a requalificação dos profissionais da educação, o papel das escolas como territórios de equidade, a ressocialização no pós-pandemia e a aceleração do processo digital”, destacou Zezinho Sobral.
Sob a Presidência do Brasil no G20, a cúpula deste ano foca no avanço da inclusão social, nas transições energéticas sustentáveis e na reforma da governança global. Esses esforços destacam o compromisso com a educação como um motor de progresso social. Nas atividades do Seminário estão painéis sobre financiamento inovador em educação, o papel das fundações no avanço do desenvolvimento sustentável e políticas educacionais para a redução de desigualdades.
Dentre as mensagens compartilhadas no seminário, foi focada, também, a importância da colaboração intersetorial para a integração da educação nas agendas de clima e saúde, aumentando a resiliência e promovendo a equidade.
“Reafirmamos nosso compromisso com uma educação de qualidade, que prepare nossos jovens para os desafios do século XXI. Vivemos em tempos de mudanças rápidas, e os educadores precisam estar sempre preparados para lidar com os desafios de uma sociedade que exige novas tecnologias. A requalificação deve ser feita com base em diretrizes pedagógicas sólidas, desenvolvidas pelos próprios educadores. As escolas precisam ser vistas como territórios de equidade e devem ser espaços de inclusão, sem desigualdades sociais, econômicas e culturais. A pandemia nos mostrou, de forma clara, como a falta de acesso e de infraestrutura aprofunda desigualdades. A ressocialização no pós-pandemia é um processo que exige atenção especial, sobretudo no acolhimento emocional aos estudantes e na reconstrução de vínculos fragilizados”, pontuou Zezinho Sobral.
Ainda segundo o vice-governador, a aceleração do processo digital é necessária e não pode ser feita sem cautela. “As tecnologias devem ser ferramentas para o aprendizado, não substitutos do processo pedagógico. Precisamos garantir que as inovações tecnológicas sejam implementadas de forma acessível e com foco no desenvolvimento integral dos estudantes. É essencial que a educação permaneça no centro das agendas globais para que possamos, juntos, construir um futuro no qual a educação seja o pilar de sociedades mais justas, sustentáveis e inclusivas”, complementou Zezinho Sobral.
Na ocasião, a vice-presidente do Conselho Nacional dos Secretários da Educação e secretária de Educação do Rio Grande do Sul, Raquel Teixeira, enfatizou a centralidade da educação na superação das desigualdades sociais e econômicas, destacando a responsabilidade das escolas públicas na inclusão e no combate à exclusão escolar. A secretária alertou para os desafios históricos enfrentados pelo Brasil em relação à educação básica e a necessidade de ações urgentes. “Avançamos muito nos últimos 30, 40 anos, mas não na velocidade necessária. A desigualdade educacional é a desigualdade mãe de todas as outras. Portanto, a verdadeira arma para combater a fome e as desigualdades é a educação”, ressaltou.
Além dos gestores estaduais, também estavam presentes a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo; o secretário de Promoção Comercial e Educação do Itamaraty, embaixador Laudemar Aguiar; a ministra de Estado para a Cooperação Internacional do Catar, S.E. Lolwah bint Rashid Al-Khater; o embaixador do Catar no Brasil, S.E. Ahmed Al Shaibani; o diretor-geral da Agência Francesa de Desenvolvimento, Rémy Rioux; e o ministro do Desenvolvimento Internacional do Canadá, Ahmed Hussen.
Ainda participaram o presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Rafael Brito; o presidente da Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal, senador Flávio Arns; o assessor da Presidência e gerente do Escritório de Parcerias do BID, Matias Bendersky; o diretor da OEI Brasil, Rodrigo Rossi; o presidente da Undime, Alessio Costa Lima; o vice-presidente da Undime, Silvio Aparecido Fidelis; e a presidente do Consec, Maria Sílvia Bacila.
ASN – Com informações da FGV e Consed- Foto: Ascom/ Seduc