O Centro de Excelência Dom Luciano José Cabral Duarte, em Aracaju, comemorou os dez anos de existência do Vitrine Literária com o espetáculo ‘A literatura que canta, dança e denúncia’. Com uma apresentação pública na Praça Fausto Cardoso, os alunos realizaram releituras de obras literárias, com apresentações de música, dança e arte.
Nesta décima edição, o espetáculo trouxe 36 apresentações realizadas por 180 alunos dos três anos do ensino médio. Uma das novidades deste ano é que os alunos realizaram gravações em estúdio trazendo releituras de obras que caíram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Outra novidade desta edição é levar a família para dentro do espetáculo. Os pais dos alunos também estavam presentes não só na plateia, mas também na construção dos cenários das apresentações. “Os alunos surpreenderam, porque escreveram roteiros, refizeram versões pedagógicas de O Quinze, de Capitães de Areia, de Um Mulato, Quarto de Despejo etc. Então, a produção envolveu a leitura dessas obras e depois a releitura por meio de música, pintura, dança e muito teatro”, relata o professor Fabiano Oliveira, idealizador do Vitrine Literária.
A Vitrine Literária proporciona aos estudantes um momento de desenvolver novas habilidades, aprendendo a trabalhar em equipe, como conta Murilo Cardoso, aluno da instituição. “O evento foi uma grande jornada de aprendizado para mim, tanto no campo profissional quanto no acadêmico. Enfrentamos nossas dificuldades e superamos desafios pessoais. O nosso professor nos ajudou a descobrir novas habilidades e nos colocou para cima. Por exemplo, eu descobri um talento para o canto, além de já praticar dança há algum tempo. Também desenvolvi habilidades em liderança de grupo, edição de vídeo e áudio”, revela.
As peças teatrais foram desenvolvidas a partir de obras literárias de Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Carolina Maria de Jesus e outros artistas literários. “A ideia é fazer com que eles pudessem ler as obras por meio da pintura, da música, da dança e da própria literatura. Então, foi um momento incrível no qual as páginas de Jorge Amado, Raquel de Queirós e Aluísio Azevedo ganharam vida e concretude”, finaliza o professor Fabiano Oliveira.
Foto: Divulgação Unidade Escolar