Aracaju, 18 de agosto de 2022

Transtornos alimentares: os tipos mais comuns e como tratá-los

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Com a ajuda de uma equipe médica, inclusive nutricionista, é possível tratar os distúrbios alimentares.

Uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que 4,7% dos brasileiros enfrentam algum distúrbio alimentar. Esse número é duas vezes maior do que a média mundial, que é de 2,6%. Tais transtornos são resultados de doenças psiquiátricas de origem hereditária, genética, social ou psicológica.

De acordo com o coordenador operacional do curso de Nutrição da Universidade Tiradentes (Unit), doutor Hugo Xavier, as alterações no comportamento alimentar são características dos transtornos alimentares, e a tendência é que provoquem emagrecimento excessivo ou obesidade, prejudicando a saúde do indivíduo.

“No caso do emagrecimento extremo, ele pode levar à caquexia por conta da inadequada redução da alimentação, e no caso da obesidade, devido à ingestão de grandes quantidades de comida. Transtorno Alimentar (TA) é uma psicopatologia que diversos estudos mencionam atingir diretamente o público adolescente, sendo apontado com prevalência entre os adolescentes do sexo feminino”, disse.

É comum os distúrbios alimentares acometerem mulheres jovens e adolescentes na idade de 14 a 18 anos. “O transtorno alimentar acomete muitos adolescentes por estar muito relacionado à figura da autoimagem corporal. É quando o indivíduo se encontra insatisfeito com sua própria aparência”, complementou o coordenador.

Os tipos de transtornos mais comuns são:

Anorexia: essa doença provoca alterações extremas no hábito alimentar. Ela está associada a comportamentos excessivos para a perda de peso, como dietas restritivas, devido a um distúrbio de imagem no qual o indivíduo se enxerga sempre acima do peso esperado. Por medo exagerado de engordar, muitas vezes a pessoa para de se alimentar ou reduz bruscamente a quantidade de comida ingerida. As mulheres são as maiores afetadas.

Bulimia: esse transtorno é caracterizado por compulsões alimentares periódicas, ou seja, a ingestão de grande quantidade de comida em curto espaço de tempo. Esses episódios são seguidos pela tentativa de compensação e, por isso, a pessoa provoca o vômito ou utiliza inadequadamente laxantes ou diuréticos, e/ou pratica exercícios físicos em excesso para evitar o ganho de peso.

Compulsão: diferente da bulimia, a pessoa que sofre de compulsão alimentar não faz uso de métodos purgativos, como os vômitos, para eliminar os alimentos ingeridos. Neste caso, ela perde o controle durante os frequentes ataques e come compulsivamente, só conseguindo parar de comer quando se sente desconfortável fisicamente, e não tem a preocupação irracional com o peso e a forma corporal. A maioria dos compulsivos é obesa.

Com ajuda, é possível evitar e tratar essas doenças. “O tratamento inicialmente necessita ser individualizado, buscando restaurar o comportamento alimentar adequado e restabelecer o peso considerado normal para a idade e a altura do indivíduo, como também identificar e solucionar as carências nutricionais. Salientamos a importância desse tratamento ser realizado por equipe multiprofissional, com psicólogo, nutricionista, médico endocrinologista e psiquiatra”, destacou o especialista.

Dessa forma, o nutricionista atuará na equipe médica, indicando o melhor regime de acordo com a necessidade do paciente. “A dieta alimentar para reverter as carências alimentares e nutricionais requer um planejamento individualizado, com acompanhamento, de preferência semanal. A utilização de suplementos, muitas das vezes proteicos e vitamínicos, são uma opção possível quando não se consegue introduzir alimentos sólidos no cardápio”, concluiu Hugo Xavier.

Assessoria de Imprensa

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