Treinamento e capacitação de agentes públicos para tratamento de pessoas autistas, criação de uma Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo, implantação do Programa Estadual de Conscientização sobre o Transtorno do Espectro do Autismo. Essas foram algumas propostas apresentadas pela candidata a deputada Federal (PSB/SE) Priscila Boaventura ao candidato ao governo do Estado pela sua coligação, Rogério Carvalho, por meio de Carta-Compromisso.
Priscila pretende lutar pela inclusão de pessoas atípicas e de suas famílias, recursos para instituições que trabalham tratamento e educação desse público, como Apae, capacitações de professores, entre outros. Ela explicou a importância de Rogério, candidato ao governo do Estado e senador, assinar a Carta-Compromisso.
“Mais de 70 mil sergipanos são autistas. Estamos falando de inclusão, de dignidade de famílias e não somente da pessoa autista. Essa Carta-Compromisso é um pedido de ajuda e de visibilidade. Temos direitos, nossos filhos têm direitos e precisamos que eles sejam respeitados. Sei que Rogério vai trazer visibilidade a essa causa e fará uma gestão inclusiva”, afirmou.
A advogada Priscila Boaventura é mãe de autista, servidora e ativista na defesa dos direitos das pessoas autistas e com deficiência. Na Câmara Federal, ela pretende contribuir para a elaboração de políticas públicas que favoreçam uma maior inserção na sociedade e melhor qualidade de vida para as pessoas autistas e com outro tipo de deficiência.
Ela afirmou que sua escolha é Rogério, no entanto, independente do governador eleito, apoiará as políticas públicas inclusivas.
“Quem quer que seja o governador, apoiarei os projetos que melhorem a vida dos autistas e de suas famílias e também serei fiscal”, declarou.
As demais solicitações da Carta-Compromisso são regulamentação, por meio de decreto, da Lei Estadual nº 8.522/2019, que estabelece a “super prioridade” de atendimento de pessoas autistas em órgãos públicos e estabelecimentos privados em todo estado de Sergipe; cumprimento do artigo 4º, da Lei Brasileira de Inclusão, principalmente no que tange às adaptações, entrega de tecnologias assistivas para exercício de direitos e garantias; elaboração e execução de protocolo de condutas e procedimentos que previnam e combatam todo e qualquer tipo de discriminação em razão do autismo; adequação e criação de centros de saúde especializados no atendimento de pessoas que estejam no espectro autista, com a colaboração de especialistas no transtorno; criação de uma Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo em Sergipe.
