Aracaju, 25 de julho de 2026

Aracaju, 30 de maio de 2026

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CARTA PÚBLICA DO PSOL PARA A POPULAÇÃO DA CIDADE DE ARACAJU

Fortalecer as lutas e construir uma alternativa de esquerda para Aracaju

As implicações do cenário nacional

  1. Vivemos um momento de grave crise econômica e política. A política de ajuste fiscal conduzido pelo governo Dilma/Temer e seguido à risca nos estados e municípios, aprofunda os impactos da crise nas costas da classe trabalhadora e da juventude. Demissões, desemprego, inflação, tarifaços, cortes no orçamento dos direitos sociais, criminalização, etc. são alguns dos problemas que temos enfrentado no cotidiano. Essa política tem como pano de fundo manter o país numa lógica de subserviência ao grande capital, principalmente aos bancos, por meio do pagamento dos juros e amortizações da dívida pública.
  2. Apesar da plena sintonia entre o governo e as determinações do capital, as classes dominantes já não concordam com a permanência de Dilma Roussef. Entendem que o ajuste precisa ser aplicado de forma mais ágil e intensa. Para os grandes capitalistas que sustentam as campanhas eleitorais, o governo do PT já não consegue mais controlar o movimento de massas como antes. Em um momento de crise mundial a política de conciliação entre as classes operada pelo PT não encontra mais espaço. Por estas razões, foi articulado o processo de impeachment que, mesmo sem a garantia de base jurídica, foi levado à frente pelos setores mais reacionários e corruptos do congresso nacional.
  3. Enquanto a crise política segue o seu curso entre a câmara e o senado, projetos de lei estão sendo encaminhados à votação para aprofundar a retirada dos direitos dos trabalhadores e aumentar a criminalização. Dentre esses projetos o PLP 257/2016, se aprovado, propõe uma negociata das dívidas dos estados e municípios ao governo federal, em troca da privatização dos serviços públicos, legalização das demissões dos servidores concursados e entrega da previdência pública às empresas privadas em todos os entes federados.
  4. Diante desse cenário, a esquerda precisa apresentar uma alternativa programática que enfrente o ajuste fiscal e o conservadorismo nas ruas, a partir de muita mobilização social. O PSOL tem sido firme na luta contra o governo do PT, mas também contra a farsa do impeachment. Compreendemos que a classe trabalhadora não pode pagar pela crise! Defendemos a unidade de todos e todas que lutam para construir uma alternativa de esquerda para o Brasil!

Aracaju: chega de vender nossa cidade!

  1. A cidade de Aracaju está um caos. Completamente atrelada aos interesses empresariais, a prefeitura de João Alves em acordo com a câmara de vereadores tem governado para uma minoria privilegiada. Empresas da construção civil, coleta de lixo, transporte coletivo, e terceirizadas de serviços, continuam ditando o ritmo e o modelo de crescimento desordenado da cidade. Precisamos desprivatizar Aracaju. O lucro não pode estar acima da vida das pessoas.
  2. Essa política se reflete de diversas formas, seja na perseguição aos taxistas alternativos; não aprovação do plano diretor; ao não atendimento às demandas por moradia; falta de uma política ambiental economica e socialmente justa; aumento nas tarifas de IPTU e transporte coletivo; política cultural centrada em megaeventos; na ausência de saneamento básico e de uma política pública de saúde que atenda as demandas da população; na repressão às comunidades e aos movimentos sociais que se mobilizam, no recrudescimento da Guarda Municipal, dentre outros. A cidade está suja, mal iluminada, violenta, exatamente o oposto do que foi prometido há quatro anos atrás. Até mesmo o BRT, proposta central de campanha, virou uma grande piada de mal gosto.
  3. Ademais, é uma cidade cada vez mais endividada, pois foram tomados vultuosos empréstimos, e que não valoriza os servidores e professores. Atrasos no pagamento e ausência de diálogo são as marcas da prefeitura de João Alves. Para completar a maior parte dos vereadores aliados de João estão envolvidos em escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro. É preciso apresentar uma alternativa nas lutas e nas eleições!

O papel do PSOL nas lutas e nas eleições

  1. O PSOL não acredita que as eleições vão resolver os nossos problemas. Por isso, o partido tem atuado em diversas lutas na cidade. O nosso projeto de construção de uma outra sociedade, livre de todas as opressões, não se resume ao voto. Defendemos a unidade com os demais grupos que estão em movimento na cidade, os partidos de esquerda, intelectuais, artistas, trabalhadoras/es informais, mulheres, negras/os, LGBT’s, movimentos sociais para formar uma grande Frente de Esquerda que tenha força social para mudar a realidade. Nesse sentido, apostamos que o “Bloco de Lutas” – que ganhou às ruas no dia da classe trabalhadora – é uma experiência importante a ser encampada pela militância.
  2. Mas, é fundamental que o PSOL se apresente também no terreno eleitoral. Apesar de reconhecer os limites da institucionalidade, ainda mais com as novas regras da reforma política, é preciso aproveitar esse momento para ampliar o diálogo com a classe trabalhadora e a juventude e, contar com ela para apresentar um projeto de governo municipal construído pelas organizações populares os bairros e por locais de trabalho. Por isso, pela primeira vez, o PSOL vai apresentar uma candidatura à prefeitura de Aracaju. Uma candidatura militante, que defenda um programa de esquerda, construído coletivamente em seminários abertos, sem financiamento empresarial, e dialogando as questões mais imediatas com a perspectiva estratégica de uma superação radical da sociedade capitalista. Dessa forma convocamos toda a população e a imprensa para apresentar as pré-candidaturas do PSOL no dia 17 de maio, às 8hrs, no SINDIPETRO.

09 de maio, 3º Congresso do PSOL Aracaju

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