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COM RELATORIA DO SENADOR  ALESSANDRO VIEIRA, SENADO APROVA PLANO DE ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Comissão Temporária Externa para acompanhar as atividades relativas ao enfrentamento da calamidade ocasionada pelas fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul (CTERS) realiza reunião para apresentação e apreciação do Plano de Trabalho. 

Bancada: 
senador Alessandro Vieira (MDB-SE) - em pronunciamento. 

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O Senado Federal aprovou na quarta-feira (15) o projeto de lei (PL 4.129/2021) que estabelece regras gerais para a formulação de planos nacional, estaduais e municipais de adaptação às mudanças climáticas.

A proposta teve relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB/SE), e estabelece que os planos de adaptação devem ser implementados prioritariamente nas áreas de segurança alimentar, hídrica e energética.

“A aprovação do projeto é importante porque traz as diretrizes para aquilo que o Brasil precisa nesse momento, que é a preparação dos planos para adaptação e mitigação da nossa realidade nas cidades, para esse cenário de eventos climáticos extremos, causados pela mudança global do clima. É preciso que as cidades sejam adaptadas, que tenham condições de suportar elevação de temperatura, eventuais alagamentos, cheias dos rios. Esse projeto traz diretrizes, aponta um fundo de financiamento, e é uma medida muito importante para esse momento em que vivemos”, evidencia Alessandro Vieira.

Pela proposta, as cidades devem planejar como lidar com enchentes, desmoronamentos e secas prolongadas diante do aumento das mudanças climáticas. O texto prevê a conciliação de desenvolvimento com sustentabilidade, para criar protocolos para lidar com desastres ambientais e tentar evitá-los.

De iniciativa da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), o projeto determina que as medidas de adaptação à mudança do clima serão elaboradas por órgão federal competente em articulação com as três esferas da Federação (União, estados e municípios) e os setores socioeconômicos, garantida a participação social dos mais vulneráveis aos efeitos adversos dessa mudança e dos representantes do setor privado.

O plano e suas ações e estratégias deverão ter como base “evidências científicas, análises modeladas e previsões de cenários, considerando os relatórios científicos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês)”.

A proposta prioriza as áreas de infraestrutura urbana e direito à cidade e de infraestrutura nacional. Nesses campos, estão inclusos a segurança alimentar e hídrica, a saúde, a educação e estruturas de comunicações, energia, transportes e águas. No setor agropecuário, o texto prevê estímulos à adaptação do setor ao Plano ABC, que integra a PNMC e é voltado à economia de baixa emissão de carbono na agricultura. Tais estímulos deverão envolver investimentos em pesquisa ou na implementação de práticas e tecnologias ambientalmente adequadas.

Planos estaduais e municipais

O projeto aprovado prevê que o plano nacional deverá indicar diretrizes para a elaboração de planos estaduais e municipais, assim como estabelecer ações e programas para auxiliar os entes federados na formulação dos seus próprios documentos. Essa implementação poderá ser financiada pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. A medida foi uma das sugestões incluídas pelo relator Alessandro Vieira na Comissão de Meio Ambiente (CMA).

Dessa forma, o senador Alessandro garantiu os recursos necessários para que a agência estadual de desenvolvimento elabore os planos de adaptação de todos os municípios sergipanos.

“Apesar da existência de um Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, o país carece de uma legislação que estabeleça diretrizes gerais a todos os entes da Federação para a elaboração e revisão de seus planos de adaptação, além de incentivá-los a elaborar e implementar tais planos”, apontou Alessandro ao recomendar a aprovação do texto.

Foto Roque de Sá Agência Senado

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