O debate da democracia através da equidade nos parlamentos brasileiros está cada dia mais atual, uma vez que o Brasil é um dos países com menor número de mulheres e pessoas negras nos espaços de poder. Segundo a ONU Mulheres, está em 9º lugar no ranking de países com menos direitos políticos que promovam paridade de raça e gênero.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que apesar de 56% da população brasileira ser de pretos e pardos, apenas 3,2% de mulheres negras foram eleitas em 2016. O racismo associado a outras formas de opressão, como o machismo e a LGBTfobia são os principais fatores que contribuem para perpetuar a invisibilidade de mulheres negras nos espaços de poder.
Diante de um cenário de muitas desigualdades, é que o Comitê Estadual de Mulheres Negras na Política em Sergipe, em parceria com o Projeto Vote em Negra e Estamos Prontas, traz para a sociedade sergipana o debate com as candidaturas de mulheres negras de Sergipe. A conversa ocorrerá na Central única dos Trabalhadores (CUT), às 19h, nessa sexta-feira, 30.
Por Laila Oliveira
