Prestes a fazer um exame de Raio X, o paciente José Carlos Ferreira, 38, deu entrada no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) depois de sofrer um acidente motociclístico no povoado Genipapo, município de Lagarto. Ele recorda que o acidente foi na tentativa de desviar de um buraco na estrada de barro. “Foi tudo muito rápido! Eu vinha sem capacete e em uma velocidade ideal, mas fui desviar de um buraco na estrada terra, deslizei e acabei caindo. O susto foi grande, mas graças a Deus estou mais tranquilo e verificando a dor que estou sentindo nas costas”, explicou.
Casos dessa natureza chegam diariamente no Pronto Socorro do Huse e superlotam a Área Verde Trauma do hospital. Para se ter uma ideia, o ano passado (2017) foram registrados 5.840 vítimas de acidente motociclístico. Desse total, 26% deles permaneceram internados, cerca de 1.542 pacientes. Foram 73% de alta médica, realizadas 15 remoções e cinco óbitos.
De janeiro até esta terça-feira, 27 de março, já foram registrados 1.210 vítimas de acidente motociclístico. Desse total, 353 ficaram internados para novos exames e procedimentos. Além destes, foram dois óbitos e 854 altas realizadas. Isso quer dizer que os acidentes motociclísticos são as principais causas de ocorrências de trânsito. Com a expansão da frota de motos, o motociclista é a principal vítima.
O coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinícius Vilela, ressaltou quais são as principais causas dos acidentes. “São diversas causas, mas as principais ainda são alta velocidade, imprudência no trânsito, falta de uso dos equipamentos de segurança em especial o capacete, uso de bebida alcoólica e a falta de experiência com o veículo”, ressaltou o coordenador.
Com isso, muitos chegam ao Huse com fraturas graves, são pessoas com deficiência física estabelecidas em membros inferiores e superiores, fraturas de fêmur, tíbia e rádio. Alguns com sequelas definitivas como paraplegias, deformidades ósseas e amputações, outras com sequelas parciais e restrições de movimentos.
Cada paciente traumatizado durante um acidente motociclístico gera um custo social. Na maioria das vezes eles ficam afastados das suas atividades no trabalho e isso gera um custo social alto, recebendo seguros, além de custos para o SUS devido a mobilização de equipes, materiais, medicamentos, centro cirúrgico e até UTI.
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