O Festival Junino da Educação (Fejune) 2026 movimentou os municípios de Japaratuba e Propriá, nesta segunda-feira, 8, reunindo estudantes, professores, gestores e a comunidade escolar em uma grande celebração das tradições culturais sergipanas. Promovido pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), por meio das Diretorias Regionais de Educação 4 (Japaratuba) e 6 (Propriá), o evento transformou o espaço em um verdadeiro palco de manifestações artísticas, fortalecendo a identidade cultural e o protagonismo estudantil.
Em Japaratuba, sede da regional de educação que abriga 16 unidades escolares em nove municípios, a programação se estendeu com apresentações de quadrilhas juninas, danças típicas e diversas expressões da cultura popular, a exemplo de um teatro mostrando a obra do sanfoneiro Gilson de Souza, o Ravengar.
“O Fejune reafirma a importância da escola como espaço de aprendizagem, valorização das tradições e integração com a comunidade. A iniciativa estimula a participação dos estudantes em atividades que unem conhecimento, criatividade e pertencimento cultural”, afirmou a secretária de Estado da Educação, Maria Gilvania Guimarães.
Abrindo as apresentações culturais das escolas, os estudantes do Centro de Excelência Senador Gonçalo Rollemberg, do Colégio Estadual José de Matos Teles e do Centro de Excelência Maria Berenice Barreto Alves encantaram o público com apresentações de quadrilha junina marcadas pela criatividade, beleza cênica e valorização das tradições nordestinas. As apresentações evidenciaram o talento dos estudantes e o papel da escola na preservação da cultura popular sergipana.
A aluna Alice Gabriel, do Centro de Excelência Professora Maria Berenice Barreto Alves, destaca a importância da participação dos alunos. “Participar do Fejune é uma experiência incrível, porque o festival valoriza a cultura nordestina e nos permite conhecer ainda mais as nossas tradições. Além disso, é uma oportunidade de mostrar nosso talento e vivenciar costumes que fazem parte do nosso dia a dia como nordestinos”, disse.
Roda de Sanfona
Um dos momentos mais marcantes da programação foi a homenagem ao sanfoneiro Gilson de Souza Barros, de 61 anos, conhecido popularmente como Ravengar. Reconhecido por sua contribuição à cultura popular e à música nordestina, o artista foi homenageado com uma roda de sanfona, teatro, um vídeo e a entrega de uma placa, pelo seu legado e pela dedicação em manter viva a tradição do forró e da sanfona na região.
“O Fejune é muito mais do que uma festa junina. É um projeto que valoriza a cultura popular, fortalece a identidade dos nossos estudantes e aproxima a escola da comunidade. Nossa missão é manter a tradição viva, presevando o legado cultural e garantindo que as futuras gerações continuem valorizando nossa identidade”, pontuou a diretora da DRE 4, Handresha Rocha.
Para a diretora, na DRE 4 o Fejune representa mais do que um festival cultural. O evento fortalece os laços entre as unidades escolares e demonstra como a educação pode ser uma ferramenta de preservação da memória, da cultura e das tradições que fazem parte da identidade do povo sergipano.
A animação dos estudantes e o envolvimento da comunidade mostraram que a educação vai além da sala de aula. Por meio de iniciativas como o Fejune, a rede estadual de ensino segue promovendo conhecimento, cidadania e valorização cultural, contribuindo para a formação de jovens mais conscientes de suas raízes e preparados para os desafios do futuro.
“É muito gratificante para nós, estudantes, ver jovens de diferentes municípios reunidos para compartilhar experiências e participar desse grande momento de celebração da educação e da cultura”, afirmou o aluno Arthur Nobre, do Centro de Excelência Senador Gonçalo Rollemberg.
Baixo São Francisco
Em Propriá, o legado de Luiz Gonzaga ecoou na quadra de esportes do Centro de Excelência Dom José Fernandes de Britto, com apresentações culturais que marcaram o Fejune. Mais de 2 mil alunos das seis escolas estaduais e do polo do Pré-Universitário de Propriá circularam e participaram da programação do evento no baixo São Francisco.
O Trio Pé de Serra Fala Sério embalou o arraial com muito xaxado, xote e baião, enquanto alunos, professores e gestores dançavam em uma celebração da mais autêntica arte nordestina.
Diretores e gestores escolares das 34 unidades de ensino dos 14 municípios circunscritos à DRE 6 transformaram a quadra em um verdadeiro arraial multicultural. De acordo com o diretor da DRE 6, Max Cardoso, o Fejune é um momento de celebração das tradições nordestinas, com apresentações culturais, estandes de comidas típicas e muita animação. “É um momento de celebrarmos o orgulho de sermos nordestinos e sergipanos, valorizando toda a nossa cultura. As escolas montam seus estandes, e convidamos todas as 34 unidades estaduais a participarem da festa”, destacou o diretor da DRE 6, Max Cardoso.
Foto: Ascom Seed
