Aracaju, 21 de setembro de 2021

Discordar dos governos é legítimo, tentar derrubá-los porque discorda é golpe (Acrisio Siqueira)

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O Vereador Iran Barbosa (PT), apresentou, na Tribuna da Câmara, nesta quarta-feira, 13, uma análise distinguindo o que ele entende por ações legítimas em uma sociedade democrática e o que pode se configurar como Golpe nas ações políticas.

Para Iran, é legítimo fazer oposição a governos. “Toda vez que um grupo é eleitoralmente derrotado nas urnas, numa Democracia, o que ocorre, na maioria das vezes, é que esse grupo assume o papel de fazer oposição ao governo que implementa o projeto político que foi vitorioso. Isso faz parte do jogo democrático”, afirmou o parlamentar.

Na Tribuna, Iran afirmou que é legítimo aos opositores dos governos e aos insatisfeitos disputarem a opinião pública, discordarem da política implementada pelos governos e protestarem em relação a ações com as quais se tem discordância.

“Aqui em Aracaju, por exemplo, há pessoas, grupos e partidos que fazem oposição à Administração municipal e que não votaram no Prefeito João Alves Filho. Há, também, pessoas que votaram no Prefeito e se arrependeram, pelas mais diversas razões. Isso é legítimo! Da mesma forma, é legítimo que o mesmo fenômeno ocorra em relação ao governo federal”, esclareceu, afirmando que faz parte da política enfrentar protestos, divergências e oposição.

Contudo, o Vereador afirmou que há uma diferença entre manifestar livremente sua discordância e articular, sem base de sustentação, o impedimento dos governos legitimados pelas urnas, tentando derrubá-los. “Isso é golpe!”, afirmou Iran.

O vereador afirmou que o Golpe fica mais evidenciado quando se identifica que boa parte dos principais articuladores do impeachment no Congresso Nacional está “atolada até o pescoço” em processos nas páginas policiais e judicias.

“Se formos atentos e pesquisarmos nas diversas varas e instâncias judiciais, poderemos ver que a presidente Dilma, que não responde a processos, está sendo julgada por um grupo de políticos, onde a maioria dos que defendem o fim do seu governo em nome da moralidade, figura em diversos processos, respondendo por crimes de corrupção e equivalentes. Não reconheço qualquer legitimidade neste movimento de Impeachment. Quem está atolado em processos por corrupção, não tem legitimidade para pedir o Impeachment em nome do Brasil e da família”, enfatizou o petista.

Iran manifestou respeito aos brasileiros e brasileiras que, de forma autônoma e cidadã fazem manifestações e disputam nas ruas e nas urnas as políticas e projetos nos quais acreditam, no entanto, repudiou o posicionamento daqueles que tentam enganar a opinião pública, falando em nome de uma moralidade que eles próprios se recusam a praticar.

Da assessoria

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