Aracaju, 27 de setembro de 2021

Pesquisa usa tecnologia no monitoramento da esquistossomose (Foto: Assessoria)

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Sergipe ocupa o 3º lugar no ranking de casos da esquistossomose. Monitorar a doença através das tecnologias móveis para facilitar o controle e o diagnóstico dessa endemia, no município da Barra dos Coqueiros, é o principal objetivo do estudo desenvolvido pela doutora em Saúde Pública, Karina Conceição Gomes Machado de Araújo.

A esquistossomose é uma doença parasitaria grave e de evolução crônica causada pelo Schistosoma mansoni. Segundo o professor mestre do Departamento de Enfermagem da UFS, Allan Dantas dos Santos, esta enfermidade é um problema de saúde que está associado às precárias condições de saneamento básico e aos aspectos comportamentais e educacionais.

O Schistosomamansoni é transmitido pelo caramujo vetor, o hospedeiro intermediário, presente em águas contaminadas com fezes humanas. Allan dos Santos explica que o hospedeiro elimina os ovos na água e as larvas penetram o corpo humano infectando o homem.

Quanto à sintomatologia, a  coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Esquistossomose e Geoprocessamento em Saúde, (Nupegeos), Karina Araújo, afirma que muitos pacientes são assintomáticos. Quando os sintomas aparecem na fase aguda, o indivíduo infectado apresenta manifestações clínicas simples como dermatite cercariana que é uma vermelhidão na pele que causa coceira, assim como diarreias, febre e náuseas. O tratamento nesta fase é feito com o medicamento paziquantel, que atua eliminando o parasito. Se a doença não for descoberta e tratada na fase inicial, o paciente evolui para forma crônica, onde o ovo ou verme pode se instalar no fígado ou em qualquer órgão do sistema orgânico.

Estudo

A pesquisa está sendo feita nos domicílios com aplicação de questionários sociodemográficos virtuais,  coleta de fezes e nas coleções hídricas da região, colhendo caramujos, especificando os locais e tipos de criadouros. Para isso, a equipe de pesquisadores utiliza um instrumento com GPS profissional, um tablet ou smartphone com o aplicativo Ankos ou o Epi Info Mobile e a coleta é feita em tempo real.

Ankos é um aplicativo desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para ser usado em tablets e smartphones com sistema Android, a fim de facilitar a coleta e transferência de dados para serem analisados mais rapidamente e assim gerar mapas de riscos. De acordo com Karina de Araújo, o uso desse aplicativo é fruto da parceria com esse grupo da Fiocruz.

“Com o Ankos, nós podemos buscar as coordenadas geográficas, registrar as fotografias e já vincular ao banco de dados”, explica. Será usado também o Epi Info Mobile que possui a mesma função, porém é de domínio público e controlado pelo CDC Atlanta.

Segundo a coordenadora do projeto, um levantamento malacológico, que busca todas as informações sobre o caramujo, está sendo realizado. Identificando o tipo de criadouro, localidade, quantidade de animais coletados e quantos foram positivos. Até agora não houve positividade nos caramujos recolhidos.”Mas a presença do caramujo já é um indicador de risco para a doença. Então é preocupante também essa expansão desordenada da região que causa um grande problema no ecossistema de uma maneira geral, pontuou a pesquisdora.

A coordenadora Karina de Araújo e o pesquisador Allan do Santos esperam que o monitoramento com o uso de tecnologias móveis, possa ser válido para controlar a endemia e servir para subsidiar o próprio programa de controle da esquistossomose do município.

Assessoria de Comunicação Fapitec

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