Aracaju, 17 de setembro de 2021

Mobilização social e luta contra o Golpe continuam (Foto: Assessoria)

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Por: Iracema Corso

Dia histórico na luta em defesa da frágil democracia brasileira, na tarde e noite do domingo, 17/04, sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) ocuparam os Arcos da Orla de Atalaia, em Aracaju, durante o Festival a Arte Abraça Democracia. Com vaias e aplausos, a multidão presente acompanhou pelo telão, no intervalo dos shows, a aprovação da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Roussef, democraticamente eleita e sob a qual não pesa qualquer prova que ateste crime de responsabilidade. A decisão da maioria dos parlamentares em favor do Golpe foi tomada na Câmara Federal, através do voto de 364 deputados favoráveis e 137 contrários.

No Estado de Sergipe, apenas os deputados Fábio Mitidieri (PSD) e João Daniel (PT) votaram contra o golpe. Os demais representantes eleitos pelo povo sergipano, Fábio Reis (PMDB), Pastor Jony (PRB), Adelson Barreto (PTB), André Moura (PSC) e Laércio Oliveira (SD) apoiaram o golpe contra a democracia.

Cientes dos riscos aos direitos e garantias individuais e coletivas consequentes ao golpe, artistas sergipanos subiram ao palco da orla de Atalaia para manifestar de que lado eles estão: do lado da democracia e pelo respeito ao resultado eleitoral. Além do show, os artistas da ALPV, DAS, Nação Hip Hop Brasil, Banda Reação, Jiló, Heitor Mendonça, Crav&Rosa, Nino Karvan, Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, Chico Queiroga e Antônio Rogério, Anabel Vieira e Beto Carvalho, Chiquinho do Além Mar, Samba do Arnesto, A Banda dos Corações Partidos, Bruna Brandão, Celda Fontes, Plástico Lunar, Azzuis Goes, Werden, Alex Sant’Anna, Poetas pela Democracia, Ilma Santos, Emanoel Silva, Eduardo Vieira e Lourdes Silva assinaram e leram no palco um manifesto contra o Golpe.

Confira o manifesto no link:

http://www.cut-se.org.br/ponto-de-vista/artigos/300/manifesto-a-arte-abraca-a-democracia

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), professor Rubens Marques, alertou para a gravidade do momento marcado pelo assassinato covarde de camponeses do MST, assim como a invasão e depredação de sedes da CUT em diferentes estados brasileiros, um cenário que tende a piorar com operadores da lei que descumprem a lei, instabilidade democrática e retirada de direitos. “A elaboração de uma agenda permanente de mobilização e luta contínua e unificada de todos os movimentos social e sindical se faz urgente. A população já mostrou que quer mais democracia. Resta saber se os políticos eleitos vão trair novamente seus eleitores. A votação do Senado dirá se o Brasil vai dar um passo rumo a mais democracia ou se dará um passo rumo ao retrocesso democrático e perda de direitos individuais e coletivos dos cidadãos brasileiros”.

Em nota, a CUT nacional manifestou que a luta continua com o segmento da ação para o Senado que vai decidir se o processo deve ou não ser instaurado. Antes disso, é montada uma comissão com 42 senadores, sendo 21 titulares e 21 suplentes, que terá dez dias para elaborar um parecer. A presidenta só será intimada e afastada caso o Plenário decida que o processo deve ser instaurado.

EM BRASÍLIA

Diante de milhares de manifestantes que se encontravam na Esplanada dos Ministérios, o presidente da CUT, Vagner Freitas, fez o primeiro discurso à militância logo após a votação.

“Se estão pensando que vão nos derrotar com o voto desse Congresso corrupto, estão muito enganados. Queremos dizer para esse presidente da Câmara que nós vamos persegui-lo até que seja preso”, disse o dirigente.

A marcha teve início às 13h do Ginásio Nilson Nelson e seguiu rumo à Esplanada dos Ministérios. Lideranças e militantes de entidades dos movimentos social, sindical, do campo e da cidade, partidos e parlamentares, participaram do ato em defesa da democracia.

Vagner, em sua fala a milhares de militantes que ainda estavam presentes no local após a votação, conclamou a todos para a mobilização do 1º de Maio, quando será realizada a assembleia nacional dos trabalhadores e trabalhadoras em defesa da democracia e dos direitos trabalhistas. “Vamos fazer o maior 1º de Maio da nossa história pela democracia e com o Cunha na cadeia”, ressaltou.

O presidente disse também que a CUT fará resistência no Senado a essa tentativa de golpe contra a presidenta Dilma. “Vamos fazer a resistência depois da maior unidade da esquerda. Somos o sal da terra desse Brasil e defensores da democracia. Não vamos aceitar o golpe”, reiterou.

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