Aracaju, 26 de setembro de 2021

Fisioterapeuta do HU/SE destaca as formas de prevenir LER/DORT (Foto: Assessoria)

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Dados do Ministério da Previdência Social apontam que as Lesões por Esforços Repetitivos / Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT) já são responsáveis por 60% a 70% dos episódios de afastamento e de invalidez. O maior número de casos acomete a faixa etária de 30 a 40 anos, idade em que normalmente o trabalhador está em pleno período de produtividade.

De acordo com o fisioterapeuta e chefe do Setor de Gestão de Pesquisa e Inovação Tecnológica do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), Walderi Monteiro, as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) têm sido vistos como um grande problema de saúde pública, especialmente em países industrializados.

“Qualquer profissional pode sofrer com a LER/DORT, que na realidade não é uma doença, é uma síndrome que afeta músculos, nervos e tendões, mas que pode ser prevenida, por exemplo, com modificações de postura e de comportamento durante o expediente de trabalho”, explica. Entre os sintomas mais comuns estão dores frequentes, dormência, formigamento, inchaços, irritabilidade e exaustão física.

O fisioterapeuta orienta que um ajuste na cadeira, de modo que as costas fiquem apoiadas no encosto, os pés toquem no chão e os braços fiquem sobre a mesa já podem fazer a diferença. “Deixar o monitor do computador na linha do horizonte ou levemente abaixo, posicionar o teclado próximo ao corpo e o mouse próximo do teclado e deixar os objetos mais utilizados ao alcance das mãos são atitudes que podem colaborar para a prevenção da LER/DORT. A ergonomia é fundamental para essa prevenção”, completa.

Pausa

Walderi destaca que o profissional não deve ficar por muito tempo realizando a mesma tarefa. “É necessário intercalar trabalhos para interromper a repetição de movimento. O ideal é realizar pausas curtas durante o horário de trabalho e alongar os membros mais utilizados na função”, recomenda.

Ainda de acordo com ele, o uso do smartphone é outro fator que vem contribuindo para os casos de LER/DORT. “Não vamos dizer às pessoas que parem de usar seus aparelhos, mas, sem dúvida, é preciso tomar alguns cuidados, pois o tempo prolongado de contração de músculos pequenos, com a cabeça projetada para a frente, pode levar à fadiga e inflamações nas articulações”, alerta.

Diagnóstico

O diagnóstico da LER/DORT é realizado normalmente com uma análise clínica, quando um especialista verifica o grau da síndrome e indica o tratamento mais adequado. Em casos mais simples, os anti-inflamatórios podem ser prescritos; nos moderados, o tratamento pode ser feito com fisioterapia combinada à ingestão ou aplicação de medicamentos na região afetada. Já nos casos mais severos, existe a indicação de cirurgia.

Andreza Azevedo

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