Aracaju, 27 de setembro de 2021

ASSEMBLEIA POPULAR NO 1º DE MAIO CONSTRÓI AGENDA DE LUTA

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Por: Iracema Corso

“Tirem suas bíblias de nossa política”, “Advogados contra o golpe e pela democracia”, “Adelson Barreto, exterminador de direitos”, “1º de maio: reflexão, luta e reivindicações coletivas”, “Nem golpe nem ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores”. Estas foram frases escritas em alguns dos cartazes e faixas que ilustraram o ato do 1º de maio, na tarde deste domingo, em Aracaju, na Praça da Juventude.

Com o mote ‘Não vai ter Golpe. Vai ter Arte e Luta!’, o ato realizado pela Frente Sergipana Brasil Popular começou com uma Assembleia Popular para construir a agenda de luta com a data dos próximos atos e mobilizações. Durante toda tarde, os artistas plásticos Antônio Cruz, Ilma Santos, Celda Fontes, Maíra Magno e Lena Di Zé confeccionaram cartazes e pinturas de protesto contra todo retrocesso social que o Golpe à democracia implica.

Presidente da CUT/SE, o professor Rubens Marques apontou que a resistência contra o golpe à democracia tem que crescer nas ruas, dando visibilidade ao papel de setores do Judiciário na implantação deste golpe contra a democracia brasileira. “Valadares Filho (PSB) traiu a classe trabalhadora, mas ele só vai voltar ao Poder se o povo quiser, pois o Executivo e o Legislativo sofrem interferência do controle popular. Mas o juiz do Supremo e o desembargador têm mandatos vitalícios. Por isso o Judiciário é o pior dos três poderes quando o assunto é perseguição ao movimento social e sindical. O Ministério Público Federal diz que vai abrir auditoria contra as centrais sindicais, como se o dinheiro das centrais sindicais fosse público, não fosse contribuição voluntária. Ameaçam o MST que tem sido um alvo histórico, não é a primeira vez que o Judiciário aponta os canhões contra a reforma agrária. Então não podemos aceitar o discurso desta mídia golpista de que o golpe já foi sacramentado. Depende de nós, e de muita gente na rua”.

Membro do Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH), Paulo Vitor também apostou em mais mobilização para os próximos dias. “Numa guerra, cada um utiliza as armas que tem. E estamos em guerra, uma guerra ideológica, uma guerra de projeto de País, o lado poderoso, com mai armas costuma utilizar o argumento de que não há guerra, é uma forma de fragilizar o adversário. A mídia, a todo momento, diz que a classe trabalhadora já perdeu esta batalha pela democracia. Todas as capa da grande mídia colocam Michel Temer como presidente, jornalistas publicam matérias sobre como será o ministério dele. Mas a verdade é que esta luta tem muitas batalhas no Senado e nas ruas. Por isso, entre hoje e dia 11 temos que nos mobilizar nesta agenda”.

Integrante do Levante Popular da Juventude, Durval Siqueira enfatizou que a luta contra o Golpe não vai cessar. “Esta é a convicção das juventudes, das trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade: vamos lutar até o fim. No dia 5 vamos dizer num grande ato ‘Rede Globo, a radiodifusão é patrimônio do povo brasileiro, é uma concessão pública e não aceitamos que ela seja usada para desconstruir o movimento social e sindical. Vocês têm que mostrar como o povo brasileiro é’”.

Presidente do SINDIJOR, Paulo Sousa avaliou que a condução deste processo é o próprio atentado contra a democracia por ter a frente políticos que respondem no STF, entre eles o próprio Eduardo Cunha. “Estamos aqui para defender o Estado Democrático de Direito, pois sabemos que sem uma democracia fortalecida nunca teremos liberdade de imprensa ou liberdade de expressão. Alertamos que o jornalista não deve ser confundido com a empresa de comunicação. Sabemos plenamente que a maioria das empresas de comunicação conduzem uma linha editorial que não respeita o movimento social, não respeita o contraditório, a opinião divergente e agem de forma anticonstitucional e irresponsável. Não podemos permitir que a linha editorial de emissoras de rádio e TV atentem contra a democracia”.

Dirigente do SINDIJUS e vice-presidente da CUT/SE, Plínio Pugliesi observou que há mais de 130 anos o 1º de maio é data de reflexão para todos os trabalhadores. “A gente sabe que a crise política na qual o nosso país esta mergulhado é uma crise fabricada pela mídia e pelo Judiciário, através da Justiça do Paraná. É um Judiciário caolho que só acusa para um lado e acusa mesmo sem provas. No nosso Estado, de 2014 para cá, o trabalhador só acumula perda salarial. O governador diz que não há recurso, mas não corta as regalias, de mesma forma acontece com o Ministério Público, Tribunal de Contas e Judiciário, para o trabalhador a resposta é a crise, mas essa crise não atinge suas regalias. São CCs de R$ 17mil, auxílio moradia de R$ 4.370… O SINDICONTAS, SINDSEMP e o SINDIJUS, aqui presentes, não vamos deixar de fazer esta denuncia e mostrar à sociedade os excessos destes entes públicos ‘intocáveis’”.

Dirigente do SINDICONTAS, Antônio Luiz manifestou que o Golpe é impulsionado por ódio de classe já que nenhuma acusação concreta pesa sob a presidenta Dilma. “Nós apoiamos a democracia, os trabalhadores, sobretudo os que perderam seus empregos, decorrente desta crise fortalecida pelo presidente do legislativo que advoga em seu favor e pelo interesse de seus pares. Querem acabar com o Bolsa Família, Fies, o Ciência sem Fronteiras e destruir o tesouro da Nação, querem deixar o filho dos trabalhadores fora da universidade… Então vamos à luta. principalmente todas as pessoas que tiveram ascensão social e financeira, nenhum Governo anterior facilitou a vida do trabalhador para que ele tivesse acesso à casa própria. Estamos juntos, minha gente, contra o golpe”.

Na sequência das falas, o 2º Festival Arte Abraça a Democracia contou com o show  de Gonzalo, Thiago Rocha, Marcelo Gomes, Poetas pela Democracia, Diane Veloso, Missionários do Reggae, Crav’Rosa, Anne Carol, Fabrício Mangaio, Preto Fosco, Nação Hip Hop Brasil, SDA, Patrícia Pollayne, Afonso Augusto,Alyssoul, Lau e Eu, Bia Ferreira, João Victor Fernandes, Passo Preto, La Femina e Renata Carvalho, Nino Karvan, Joaquim (Casaca de Couro), Werden e Júlio Dodges.

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