Aracaju, 30 de julho de 2021

Na manhã desta sexta-feira, 20, Marília Gabriela participou de uma coletiva de imprensa em São Paulo para falar das novidades do “TV Mulher”

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Na manhã desta sexta-feira, 20, Marília Gabriela participou de uma coletiva de imprensa em São Paulo para falar das novidades do “TV Mulher”, que volta ao ar a partir do dia 31 deste mês em dez episódios especiais no canal a cabo Viva. O programa feminino foi exibido pela Globo entre 1980 e 1986.

Neste novo momento da atração, Marília terá a companhia do filho Theodoro Cochrane em dois momentos. Ele vai comandar o quadro “Elas na TV”, que vai homenagear personagens femininas importantes, além de ser responsável pelo figurino da mãe na atração.

“Fico feliz e não passou por mim o convite. Ele foi chamado inicialmente para cuidar do meu look. Mas ele é tão bom, é formado em design e tem tanta noção estética que ele colaborou durante as gravações, olhava o enquadramento, ajudava a todos nós. Ele é preparado, formado na Escola de artes dramáticas da USP. Durante uma reunião a Leticia (Muhana, diretora geral do Viva) o convidou para fazer esse encontro com atrizes e autores que fizeram personagens influentes de novelas históricas”, contou Marília. Theodoro não pode participar do evento pois estava gravando.

A jornalista lembrou ainda a reação inicial do filho. “No começo, ele falou ‘vai ficar parecendo nepotismo’. E eu disse ‘eu não tenho nada a ver com isso’. Leticia perguntou se isso causaria algum problema, eu disse que não. Fiquei muito contente, pois ele achou mais um lugar pra desenvolver a criatividade toda que ele tem. Eu acho bom, sou múltipla, ele também”, elogiou a apresentadora, que ainda fez um desabafo sobre as críticas que seus filhos sofrem quando estão na TV.

“Fiquei contente, pois ele está na TV e não foi por mim. Sei que meus filhos sempre tiveram esse problema. Lembro do Cristiano que trabalhava na reportagem do ‘Faustão’ e de vez em quando ele pegava alguém dizendo que tava lá por ser filho da Marília Gabriela. Tem essa sina por ter nascido de mim, mas não é por minha causa que ele está aqui, foi uma decisão da direção”, defendeu ela.

Sobre os figurinos escolhidos pelo filho, Gabi disse que confia no gosto do rapaz e que não opina muito. “Ele é meio ditador (risos). Como ele tem bom gosto, conhece o meu gosto e tem o senso estético apurado, tinha coisa que ele falava pra que eu colocasse e eu dizia ‘Deus me livre’, mas aí todos elogiavam e eu entendia. Mas eu confio muito no gosto dele. Ele é do filme, do museu, das artes plásticas, da moda, ele sabe o que faz quando ajuda alguém a se vestir”, diz ela.

“Não” ao convite para integrar o Governo
Durante a coletiva, Gabi confirmou que foi convidada para assumir a Secretaria de Cultura do presidente interino Michel Temer, mas disse que sequer cogitou aceitar.

“Primeiro uma amiga me ligou e eu achei que era trote. Depois a Marta Suplicy me ligou também com a mesma proposta. Eu não aceitei pois, apesar da minha vida profissional ser ligada à cultura, eu estaria, ao meu ver, sendo convidada por ser uma figura midiática, espaçosa. Eu seria apenas uma estampa em um governo que não prestigiou a mulher. Mas era só pra ser mesmo uma estampa, eu não seria nada além disso. E não sou uma gestora, não teria cabimento de aceitar esse convite. E tenho consciência que não seria nada além de uma estampa para melhor a imagem do governo junto às mulheres”, explicou ela.

Tem essa sina por ter nascido de mim, mas não é por minha causa que ele (Theodoro) está aqui, foi uma decisão da direção.”
Marília Gabriela

Faltam mulheres em posição de destaque
Ao longo do papo sobre o programa feminino, a falta de mulheres em posições de destaque – incluindo na equipe de ministros do presidente interino – também foi abordada pela equipe da atração.

“Me causa estranhamento a falta de mulheres e negros nos cargos do governo que está no poder, principalmente em uma época em que mundialmente a diversidade está sendo celebrada”, reclamou Flávia Oliveira, jornalista que integra o time de colunistas da atração e abordará o dia a dia da mulher sob o ponto de vista econômico e social.

“Está na hora das pessoas, homens e mulheres, perderem a vergonha de dizerem que são feministas. É impossível alguém conhecer a história da mulher e não ser feminista. O que precisa é uma aliança de homens e mulheres para romper com a sociedade patriarcal que oprime os dois sexos”, opinou a psicanalista Regina Navarro Linsm, que falará sobre sexo no programa.

“O programa inclusive ajuda a refletir sobre o assunto. A presença pura e simples dessas mulheres inteligentes é um manifesto contra o machismo de uma boa parte do poder”, disse Ivan Martins, que vai revelar o olhar masculino diante de questões femininas.

Fon: globo.com

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