Aracaju, 31 de julho de 2021

— Espero que o público entenda o sentimento de André. O desejo dele não é uma escolha. O fato de viver numa sociedade intolerante torna sua vida

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Sim, ele é… Um personagem como outro qualquer. Caio Blat não supervaloriza o fato de André, seu papel em “Liberdade, liberdade”, ser gay. Na trama das 11, o rapaz sofre por ter que reprimir sua orientação sexual numa sociedade machista e preconceituosa. Ator experiente, ele encara com seriedade o seu trabalho e sabe que, por trás do entretenimento da novela, existe uma mensagem.

— Espero que o público entenda o sentimento de André. O desejo dele não é uma escolha. O fato de viver numa sociedade intolerante torna sua vida um inferno. Seria bom as pessoas verem e refletirem que esse tipo de repressão faz as outras sofrerem em qualquer época — diz o paulista, de 35 anos, casado com a atriz Maria Ribeiro e pai de dois meninos.

Na história, a atração de André por Tolentino (Ricardo Pereira) é visível. Numa cena que foi ao ar na segunda-feira, os dois se deitaram e o coronel aproximou sua mão do rosto e corpo do fidalgo, que fingiu dormir. O ditado “os opostos se atraem” pode se aplicado à dupla: o capitão todo machão vai se envolver com o delicado filho de Raposo (Dalton Vigh).

— É uma atração muito forte. Será uma relação bem violenta, brutal e masculina — sinaliza Caio, que brinca: — Ricardo está lindo na novela. Acho que me dei muito bem (gargalhadas).
Mesmo com uma corrente crítica à constante presença de personagens gays nas novelas, o amor homoafetivo ganha novamente visibilidade. Sobre o assunto, o ator não foge da raia e se posiciona:
— E o amor heterossexual, quantas vezes já foi explorado na televisão? Há muitas histórias para serem contadas. Em “Liberdade”, mostramos como era difícil a vida desse personagem em 1808. Naquela época, as pessoas iam para a fogueira por causa dos seus sentimentos.
André e Tolentino: atração
André e Tolentino: atração Foto: Felipe Monteiro / GSHOW / REDE GLOBO
Tranquilo quanto ao assunto, Caio afirma que lidaria bem se um de seus filhos contasse ser homossexual:
— É claro que aceitaria. Respeito acima de tudo. “Liberdade, liberdade”, como diz o nome da novela.
Com a mulher, a atriz Maria Ribeiro
Com a mulher, a atriz Maria Ribeiro Foto: Reprodução/Instagram
Na trama, o ator tem como colega Mateus Solano, que, em “Amor à vida” (2013), deu o primeiro beijo gay masculino em novelas na pele de Félix. Os dois brincam e trocam figurinhas sobre os personagens.
— Conversamos bastante. A gente compara o Félix com o André, falamos para onde vai o meu papel. Mateus é um grande parceiro.
Andreia Horta: irmã também fora de cena!
Quem é atento e fã de novela deve ter percebido que Caio vive pela segunda vez o irmão de Andreia Horta, a Joaquina da novela das 11. A parceria vem depois do sucesso de “Império” (2014), e a convivência nos Estúdios Globo vai além de um coleguismo de trabalho.
— Somos amigos demais. A gente se chama de irmão na vida real — admite o ator, que conta um pouco mais sobre a relação com a “irmã”: — Nos fins de semana, nós estamos um na casa do outro. Andreia deu um cachorro para os meus filhos (risos). Ela é uma pessoa que surgiu na minha vida pelo trabalho e ficou de vez.
Andreia acredita que a sintonia dos dois na vida real se reflete em cena.
— Caio é um dos grandes amigos da minha vida. Temos conexão. A gente traz isso para a cena, no olho da gente. Somos confidentes — afirma a atriz.

Fonte: globo.com

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