Aracaju, 28 de setembro de 2021

Defensoria Pública tira adolescente do mundo do crime (Foto assessoria)

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

Por: Débora Matos

Eu quero e vou mudar minha vida! Foi esse pensamento que motivou uma adolescente de 17 anos a deixar a criminalidade e as drogas. Amanda Messias Santos foi inserida no programa de Egressos e hoje estuda e trabalha como menor aprendiz na unidade da Defensoria Pública do Estado de Sergipe, localizada no Fórum Gumersindo Bessa.

O programa de Egressos, que conta com a parceria da Fundação Renascer, Defensoria Pública e Senac é a etapa mais importante do processo de ressocialização. O adolescente, após cumprir uma medida socioeducativa, sobretudo de internação ou semiliberdade, é inserido no mercado de trabalho na condição de jovem aprendiz, passando a exercer uma profissão digna.

“É de conhecimento geral que as medidas socioeducativas aplicadas no Estado de Sergipe não atendem às diretrizes estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e Lei de Execução de Medidas Socioeducativas. O Programa de Egressos é, atualmente, o único instrumento que garante a inclusão social de adolescentes que responderam pela prática de ato infracional, sendo uma efetiva oportunidade dada ao adolescente de alcançar seus objetivos mediante esforço próprio, evitando ainda a reincidência na prática de atos infracionais”, disse o defensor público e coordenador do Núcleo da Criança, José Fabrício Sabino.

Amanda Messias relatou que entrou para o mundo do crime após a morte de seu pai. “Quando ele morreu fiquei revoltada e comecei a participar de torcidas organizadas, onde conheci pessoas erradas que me incentivaram a praticar crimes. Usei drogas e todo dia roubava. Não sei por que eu roubava, talvez por ver os colegas fazendo e achava normal. Comecei a mudar depois que conheci meu marido. Ele nunca usou drogas e não era do meio, mas me incentivou deixar o crime. Outro motivo foi poder voltar a estudar e trabalhar através de uma oportunidade que a Defensoria Pública me deu. Sou muito grata a Dr. Fabrício e aos funcionários que me acolheram bem”, agradece.

Para Amanda, ocupar a mente com estudos e trabalho fez com que enxergasse a vida mais colorida.  “Não tenho tempo de fazer nada de errado, pois minha mente hoje está ocupada com coisas boas. Não esqueço o que fiz no passado, mas hoje tenho outra vida. Antes brigava todo dia com minha mãe, feria fisicamente meu irmão e graças a Deus ajudo financeiramente minha mãe e meu irmão, passo mais tempo com eles e a paz reina em nossa família”, conta.

Com relação ao futuro, Amanda garante que vai terminar os estudos para ter um futuro promissor. “Vou terminar meu curso profissionalizante e quero sair da Defensoria Pública empregada. Antes era uma pessoa triste e quando não estava presa só pensava em brigar e cometer delitos. Hoje sou uma Amanda alegre, feliz e que pensa em ser policial ou quem sabe delegada”, planeja.

Com relação à experiência ruim que teve na vida, Amanda prefere não relembrar, mas manda um recado para as pessoas que estão no crime. “Quero dizer a todos que escolheram o crime que tudo que fiz não passou de ilusão, que na época eu pensava como eles pensam hoje, mas a vida é muito boa e ser presa é horrível, pois a liberdade é tudo que nós temos. Repense a vida, pois o futuro para quem está no crime é a morte e a prova disso foi meu ex-namorado, que morreu nos meus braços. Graças a Deus tive sorte em encontrar pessoas boas no caminho e ter sido acolhida pela Defensoria Pública”, aconselha.

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Leia também

Samuel decidirá adiar casamento com Zayla em ‘Nos Tempos do Imperador’
Juliette recebe Pabllo Vittar no ‘TVZ’: ‘Fico hipnotizada quando olho pra ela!’
Larissa Manoela sai do mar de maiô cavado e ganha curtida de affair
Aos prantos, Luisa Mell relembra violência médica: “Não quero viver assim”