Aracaju, 22 de setembro de 2021

Impeachment: demorou uma “gestação” mas chegou o dia!

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

Na próxima sexta-feira (2) vamos completar exatos nove meses do início da tramitação do processo de impeachment movido contra a presidente da República afastada, Dilma Rousseff (PT). Uma “gestação” que se arrastou por muito tempo, mas respeitando toda a tramitação constitucional, sem haver um questionamento sequer. Nesta quarta-feira (31), o plenário do Senado Federal julgará o afastamento em definitivo da petista ou o seu retorno ao comando do Executivo Nacional. Pelos levantamentos feitos pela imprensa nacional a tendência é que o dia entre para a história política do Brasil com o impeachment de mais um chefe de Estado, no caso, uma presidente.

Muita gente questionou a lentidão em todo o trâmite do processo. Defensores do impeachment cobravam mais celeridade no processo. Por sua vez, aliados da presidente do Partido dos Trabalhadores tentaram a todo custo postergar os trabalhos. A própria defesa de Dilma Rousseff articulou-se para respeitar os prazos à risca, ou seja, deixavam para prestar informações, para entregar documentos, para recorrer de alguns posicionamentos sempre no “apagar das luzes”, com a nítida ação para “esticar a corda” e deixar o processo render. A oposição tentava dar celeridade para garantir já o afastamento imediato da petista. A situação tentava adiar enquanto ia à caça do apoio de mais parlamentares e enquanto buscava sensibilizar a população a ficar contra o impeachment.

O problema é que o tempo ia passando e as pesquisas mostravam que a maioria dos brasileiros consultados não tinham mais confiança nem em Dilma Rousseff e muito menos no Partido dos Trabalhadores. Não existia “sintonia com as ruas”. Para complicar, do outro lado, dois grandes articuladores tinham posição favorável ao processo: o então presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), que foi o responsável pelo acolhimento do pedido de impeachment contra a presidente; e o vice-presidente Michel Temer (PMDB), que em todo o processo provou extrema capacidade de articulação e, sobretudo, frieza e ponderação, um estrategista meticuloso, capaz de recuar quando necessário e de se posicionar com precisão.

Desde seu afastamento na Câmara dos Deputados que se pressentia que Dilma Rousseff não tinha mais poder político para continuar administrando o País. Perdeu espaço demais e viu a oposição se alinhar de uma forma inesperada. Seu afastamento pelo Senado Federal era algo previsto, apenas uma questão de tempo. Faltou humildade ao PT e ao governo, no primeiro momento, quando resolveram bater de frente com a oposição. Havia pressão das ruas, havia pressão do mercado. Após repetidos discursos, enfadonhas discussões, a petista perdeu e deixou Michel Temer na interinidade. O relacionamento com o Congresso melhorou sensivelmente. O destrato de antes era visto como prestígio na nova fase. O que é muito diferente da “barganha” que, erradamente, mais uma vez o PT tentou propagar.

Agora, às vésperas de cair em definitivo, Dilma buscou o reforço do ex-presidente Lula para tentar ajuda-la. Ele ainda é uma figura política muito popular, tem muito carisma, mas atravessa um momento muito complicado também, cercado de denúncias e indícios de corrupção e sem o prestígio que chegou a adquirir com a população e com a classe política. Lula já não “apita” como antes e a petista começou a se despedir do cargo. Desde o início do trâmite do impeachment, semana passada, que os governistas lutam, gritam reivindicam e até ofendem. É o “filme” de uma causa praticamente perdida.

Em síntese, nós chegamos ao momento derradeiro do processo. Nesta quarta-feira possivelmente nós teremos a consolidação do impeachment. Diferente do que se esperava há nove meses, agora sem muito clamor popular. A sociedade está incrédula com o PT e com a política de uma forma geral. As reações são daqueles, em sua maioria, que sempre foram beneficiados pelos governos petistas. Sob a “regência” do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), nós teremos uma apresentação exclusiva, única, um momento histórico. Será um “parto” em pleno Congresso Nacional. Vai “nascer” o filho da impunidade, das “pedaladas”, do “petrolão”, do “crime de responsabilidade”…vem aí o impeachment e, possivelmente, um novo governo. Os “bisturis” já estão com os senadores…que vença a democracia!

Madrugando

As discussões em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff foram encerradas às 2h27 dessa quarta-feira, quando o ministro Ricardo Lewandowski, que preside o processo, deu por encerrada a sessão. Os trabalhos serão retomados, logo mais, às 11 horas, quando ocorrerá a votação histórica e decisiva.

Senadores

Dos 66 senadores inscritos, 63 se manifestaram da tribuna. Pelo levantamento feito, 42 são favoráveis ao impeachment, 18 são contrários e outros três não anteciparam o voto. Ao todo são 81 votantes e são necessários 54 votos, no mínimo, para afastar a petista em definitivo.

Veja essa!

O senador Valadares (PSB) discursou logo cedo e confirmou o voto favorável ao impeachment. “A decisão final que o Senado adotar será irrecorrível. Cabe a essa Casa analisar os fatos, interpretá-los à luz da Constituição e definir se estamos ou não em caso de crime de responsabilidade”.

E essa!

Valadares ainda afirmou que o julgamento de Dilma é um ato jurídico-político, “isto é, nem só jurídico, nem só político”. Sobre as acusações contra a presidente afastada, afirmou que “não são meros atos de gestão”, mas que são também “o tamanho da dívida pública, a capacidade do governo de realizar investimentos”.

Eduardo Amorim I

Outro senador que se posicionou a favor do impeachment foi Eduardo Amorim (PSC). “A tese da defesa, de que houve golpe, não se sustenta. A defesa foi atendida em todos os seus pleitos, tanto na fase prévia de admissibilidade do processo aberto na Câmara dos Deputados, quanto na fase de instrução realizada pela Comissão Especial”.

Eduardo Amorim II

“Não há golpe, golpe será permitir que o estado de coisas que levou o país a esse caos se perpetue! A nossa constituição reconhece o instituto do impeachment como um remédio constitucional, portanto, o processo que estamos apreciando está perfeitamente alinhado ao Estado Democrático de Direito em que vivemos nos tempos atuais”, completou Amorim.

Maria do Carmo

Apesar de ter reassumido o mandato no lugar do suplente Ricardo Franco (DEM), a senadora Maria do Carmo (DEM) não estava inscrita para fazer pronunciamento na sessão histórica.Falando nela

Chega a informação através da Coordenação da campanha à reeleição do prefeito João Alves Filho (DEM) que, acompanhado de Maria do Carmo, ele inicia nesta quinta-feira (1º) uma peregrinação por todos os bairros de Aracaju através de minicarreatas que tendem a ser diárias.

Pesquisa

Essa semana um Instituto divulgou uma pesquisa para prefeito de Aracaju, que assim como as demais, foi amplamente propagada. Desconhecendo o Instituto, este colunista passou a “pesquisar” a pesquisa. Na internet logo conseguiu acessar o site do Instituto que, tem sede em Brasília (DF), mas não traz informações sobre trabalhos realizados.

Sem Registro

Não satisfeito apenas com um contato telefônico de BSB e outro de Sergipe, este colunista teve o cuidado ainda de buscar a razão social da empresa. Por mais que este Instituto já tenha feito outras pesquisas em Sergipe, a coluna não conseguiu ter acesso a nenhum levantamento produzido.

Detalhe

Fazendo uma busca ainda mais detalhada, agora nas redes sociais, combinando dados, coincidências a parte, um dos supostos representantes pela pelo Instituto aparentemente também demonstra ter residência em Aracaju e tem atuação política supostamente de militância e posições bem definidas.

Avaliação

Por mais que o Instituto tenha credibilidade no mercado sergipano, se seu responsável é militante partidário, fica difícil não deixar de se levantar alguns questionamentos e algumas dúvidas. Mas se alguém tem que questionar isso não é este colunista, mas as coordenações das campanhas pesquisadas…

CPI da TORRE

O vereador Bertulino Menezes (PSB) já conta com 10 assinaturas e deve conseguir instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Torre, para investigar a denúncia feita pela Prefeitura de Aracaju de que a empresa teria sido beneficiada, em suposto superfaturamento em contrato referente à coleta do lixo e à limpeza urbana, a partir de 2010.

Relembre

A Emsurb denuncia superfaturamento de 112% na coleta do lixo e de 70% na limpeza urbana, em 2010, durante a gestão de Lucimara Passos, no governo municipal de Edvaldo Nogueira. Bertulino ameaça recorrer ao Poder Judiciário para que a CPI seja instalada na CMA.

Ribeirópolis

A coluna foi informada que o comitê oficial dos candidatos Antônio Passos (DEM) e Pedrinho da Topic (PTC), a prefeito e vice de Ribeirópolis, respectivamente, será inaugurado com grande festa nesta sexta-feira (2), a partir das 19 horas.

Funasa

Após a divulgação nas redes sociais de que o Grupo Amorim havia indicado a esposa do ex-deputado Zeca da Silva, Kelly Cristine, para a Superintendência da Funasa, e a consequente exoneração de Walter Lima, que havia sido uma indicação do deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), o “clima esquentou” nas redes sociais.

Mitidieri

O deputado federal explicou que já havia entregue o cargo quando decidiu se posicionar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele alegou que Walter Lima foi mantido por decisão de Valadares Filho. “Só lamento o fato do mesmo ter sido exonerado sem ao menos um aviso. Mas não se pode esperar consideração deste tipo de gente”.

Polêmica

A declaração foi um estopim para se criar uma celeuma entre assessores e pessoas ligadas ao PSB que não gostaram do “tom” de Fábio Mitidieri que retrucou por várias vezes e em vários grupos. Em uma postagem, o deputado federal chegou a dizer que “se eu tivesse ouvido os amigos mais próximos, teria sido diferente”.

Valadares

Em seguida, o senador Valadares decidiu se posicionar em um dos grupos e citou “o oportunismo, a demagogia, a prepotência e a falsidade de alguns que preferem agradar aos eventuais donos do poder deveriam entender que Valadares Filho não pode ser prisioneiro da vontade de uns poucos”.

Bate

Mais adiante, o senador do PSB disse ainda que “queriam isolar Valadares Filho. Queriam colocar uma camisa de força nele para que a incompetência de um só grupo continuasse mandando no Estado e na Prefeitura”.

Rebate

Mitidieri encerrou a discussão mandando um recado duro para o senador. “Valadares Filho é escravo apenas das suas decisões. Ele e o senhor são responsáveis por seus atos e suas escolhas. O julgamento é feito na única esfera que respeito: a urna. Lá não cabe falsidade, oportunismo, prepotência, demagogia e nem falsa humildade. Lá só cabe a vontade popular”.

Servidores 1

O candidato a prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB), e sua vice, Eliane Aquino (PT), se reuniram entre segunda-feira (29) e terça-feira (30), com várias categorias de servidores municipais. Eles participaram de encontros com procuradores, professores e médicos, quando asseguraram que o salário dos trabalhadores da prefeitura voltará a ser pago no último dia útil de cada mês. Edvaldo e Eliane também se comprometeram com as pautas apresentadas pelos profissionais.

Servidores 2

Com os procuradores, Edvaldo assinou ainda um documento de reivindicações da categoria, sobretudo no que diz respeito à melhoria das condições de trabalho. Na reunião com os professores, que ocorreu na sede do sindicato da categoria, Edvaldo e Eliane assinaram uma pauta comum de ações apresentadas pelos profissionais da Educação, o que incluiu o retorno da Gestão Democrática nas escolas e o pagamento integral do piso salarial (ambas as solicitações já estavam inseridas no Programa de Governo registrado no Tribunal Regional Eleitoral).

Servidores 3

No encontro com os médicos, no Sindimed, Edvaldo se comprometeu em acabar com a terceirização em setores essenciais da gestão, além de afirmar que fará um estudo aprofundado das contas municipais para viabilizar a realização de concurso público. O candidato pediu a colaboração da categoria para formular um projeto que permita a permanência dos médicos na rede municipal.

Emerson Ferreira

Nesta quarta-feira o candidato fez pela manhã panfletagem no semáforo da avenida Hildete Falcão Batista com avenida pref. Heráclito Guimarães Rollemberg, no Bairro Aeroporto; à tarde concede entrevista para um portal, terá reunião da Comissão Estadual de Mobilidade em frente ao Pio X Infantil, na Rua Maruim, e depois fará caminhada e panfletagem no bairro Palestina. A noite estará panfletando na feira do Conjunto Santa Lúcia.

Sônia Meire

Pela manhã a candidata foi entrevistada na Ilha FM, a partir das 7 horas; em seguida ela fez gravação para o programa eleitoral. Depois foi entrevistada em uma emissora de rádio e no meio da tarde fará panfletagem na Feira do Augusto Franco.

CRÍTICAS E SUGESTÕES

habacuquevillacorte@gmail.com e habacuquevillacorte@hotmail.com

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Leia também

CONIVALES celebra quatro anos de fundação levando serviços de saúde a 43 municípios sergipanos
Adepol emite nota após tentativa de homicídio contra delegado
Polícia Civil divulga imagens de suspeito de feminicídio em Maruim
Polícia prende mulher com aproximadamente 5,5kg de cocaína em Aracaju