Aracaju, 22 de setembro de 2021

Governador segue fazendo política e esquecendo do Estado!

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Os sergipanos foram dormir nessa quinta-feira (1º) assustados com a onda de violência que começa a se propagar em todo Estado. Setores da imprensa propagaram áudios de detentos em presídios anunciando uma espécie de “toque de recolher” e ameaçando “tocar o terror” no Estado caso suas reivindicações não fossem atendidas. E pensar que Sergipe já foi uma das unidades mais seguras do País! A Secretaria de Segurança Pública, ao longo do dia de ontem, se reuniu e colocou o policiamento nas ruas, para tentar acalmar a sociedade, mas o “estrago” já estava feito! A sensação de insegurança hoje em Sergipe é absurda nos dias atuais.

Enquanto isso, o governador Jackson Barreto (PMDB), a maior autoridade política do Estado, não se manifesta, não apresenta resultados. Não dá uma resposta à sociedade para garantir a tranquilidade. É evidente que o Estado atravessa uma grave crise financeira, todos temos conhecimento dos pleitos – justos, diga-se de passagem – das polícias, mas que se tente dialogar, conversar e chegar a uma denominador comum. Essas relações se constituem com gestos. Infelizmente o governo não demonstra fazer muito esforço para atender as categorias e simplesmente diz que não tem dinheiro.

Como principal autoridade política, JB tinha que ir para a linha de frente, impor seu ritmo de trabalho, cobrar resultados dos auxiliares e buscar ao extremo uma solução para a nossa Segurança Pública. A partir do momento em que ele demonstrasse esse interesse em atender aos pleitos dos servidores, as categorias se somariam com o governo e fariam um esforço extra. Mas o governo demonstra não ter planejamento, não tem projeções, não ter alternativas para enfrentar a crise. O governador segue “empurrando com o bucho” os problemas de Sergipe e a crise só aumenta.

Estamos falando de um governo que não tem um deputado sequer que seja capaz, na atualidade, de subir à tribuna da Assembleia Legislativa para defende-lo com “unhas e dentes” como nos acostumamos a ver nos governos de João Alves Filho (DEM) e de Marcelo Déda (in memoriam). Carrega uma rejeição absurda e ninguém está disposto a assumir esta “herança”. O vice, Belivaldo Chagas (PMDB), assim como fez com Déda, tem sido mais fiel e discreto possível. Tenta ajudar do seu jeito, sem aparecer, sem chamar atenção. O governo de Sergipe deixa subtendido que está afundando, lentamente, e ninguém está disposto a lhe esticar a mão para retirá-lo desta situação.

O noticiário informa que o governo agora está disposto a ter acesso a dados de um processo movido contra o senador Eduardo Amorim (PSC), então secretário de Estado da Saúde, que corre em segredo de Justiça. Tudo politicagem! Certo ou errado, Amorim faz a parte dele enquanto parlamentar de oposição. Fiscaliza, cobra, incomoda! Mas ao invés de buscar uma solução para a Segurança Pública, o governador está preocupado em afrontá-lo, em superá-lo nas eleições municipais. Para quem já anunciou que vai “pendurar as chuteiras” em 2018, JB demonstra que não para de pensar em política, e muitas vezes, acaba esquecendo do Estado. Para o sofrimento de todos nós, sergipanos…

Veja essa!

O atentado contra a sede do Comitê do candidato a prefeito de Aracaju, Valadares Filho (PSB), representou mais um duro e verdadeiro golpe contra a democracia. O prédio foi pinchado na madrugada, com expressões “golpistas” e muita tinta. Tudo em alusão ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

E essa!

Não se tem informações sobre os responsáveis ou se a coligação do candidato vai requerer alguma apuração, mas estes gestos raivosos são inaceitáveis nos dias atuais e nada mais são do que vandalismo. O impeachment é um processo legal, constitucional e não pode servir de argumento para a violência.

Falando nisso

Tão inaceitável quanto à pichação ao Comitê do PSB foram as agressões promovidas por um grupo de manifestantes no Aeroporto de Aracaju, durante o desembarque dos parlamentares que vinham de Brasília (DF). O senador Eduardo Amorim (PSC) e o deputado federal Jony Marcos (PRB) chegaram a ser agredidos.

Sem violência

O protesto contra o voto dos parlamentares é válido e faz parte da democracia, mas não da forma como se procedeu. O processo eleitoral deve ser marcado pelo civismo, pelo respeito ao contraditório, jamais pela violência. Uma atitude de uma minoria que pode se propagar nas eleições municipais deste ano. Já temos violência demais nas nossas ruas…

Polícia Federal

Eduardo Amorim não hesitou em ir até a delegacia prestar queixa do ocorrido. “O manto da democracia não deve cobrir agressões praticadas por covardes. Estou com a minha consciência tranquila. Votei sim, pelos meus princípios, valores, e pela situação que o povo brasileiro está vivendo. Nada me intimidará e muito menos diminuirá o meu trabalho”, ressaltou o parlamentar, que disse aguardar os resultados das imagens do circuito interno do aeroporto. “De prontidão, a Polícia Federal solicitou a Infraero as imagens referentes. Esperamos que sejam todos identificados”, concluiu.

Debate

Este colunista acompanhou o debate entre os candidatos à Prefeitura de Aracaju promovido pela Via Midia TV e rádio Jovem Pan Aracaju. Apenas o prefeito João Alves Filho, com compromissos administrativos em Recife (PE), não participou. Foi uma oportunidade para os candidatos sem muito tempo no horário eleitoral, no rádio e tv, expuserem suas propostas e enumerarem críticas a João, Edvaldo e Valadares Filho.

Não empolgou

Apesar de ser uma ferramenta democrática, o debate não empolgou! Há muita decepção por parte do eleitorado com a classe política, que atravessa profundo desgaste. Diferente de outros debates, desta vez não se viu mobilização por parte da sociedade e pouca interação nas redes sociais. O candidato João Tarantella (PMN) findou sendo bem avaliado, mas, talvez, o grande vencedor, estrategicamente falando, tenha sido João Alves, que não participou.

Ibope

Diante do comentário proferido por este colunista fazendo um comparativo entre as pesquisas Ibope e Dataform, o IBOPE INTELIGÊNCIA entrou em contrato para trazer algumas explicações. “Com relação à comparação das pesquisas feitas em Aracaju, o IBOPE Inteligência esclarece que a margem de erro de 4 pontos indicada na pesquisa quer dizer que o primeiro colocado, por exemplo, que aparece com 28% das intenções de voto, tem, na realidade, entre 24 e 32%. A mesma regra se aplica a todos os concorrentes”.

Mesma oscilação

O IBOPE INTELIGÊNCIA pontua ainda que “a margem de erro dos outros institutos é semelhante, o que também permite a mesma oscilação. Com isso, fica claro que as três pesquisas feitas na cidade trazem resultados praticamente idênticos, mesmo que em alguns casos um candidato apareça em colocação diferente nos estudos”.

Momento político 

“Também é preciso deixar claro que a pesquisa é uma radiografia do momento em que foi feita e que os números podem se modificar ao longo da campanha eleitoral. Sobre os índices de rejeição, o IBOPE Inteligência permite respostas múltiplas, ou seja, o entrevistado pode citar vários candidatos. Por isso a soma do índice é superior a 100%”, concluiu o IBOPE INTELIGÊNCIA.

Explicação

Este colunista não disse que o IBOPE e o DATAFORM acertaram ou erraram. Apenas relatou que existiram divergências nos dados, nos levantamentos feitos em Aracaju e que só teremos certeza sobre o que está sendo levantado no dia 2 de outubro, após a contagem dos votos nas urnas eletrônicas. E reforço, ainda, o respeito pelos dois institutos de pesquisa.

Rogério Carvalho

Atendendo aos pedidos constantes da Ação Civil Pública ajuizada pela Promotoria de Justiça dos Direitos à Saúde, o Poder Judiciário Sergipano condenou o ex-secretário de Saúde Rogério Carvalho, por ato de improbidade administrativa.

Irregularidades

O MP acostou aos autos, provas de diversas irregularidades encontradas nos procedimentos licitatórios e afins realizados pela Secretaria da Saúde do Estado à época sob a gestão do então secretário de saúde, Rogério Carvalho.
Direitos políticos

Na Sentença proferida pelo Juiz de Direito João Hora Neto, o ex-deputado federal teve seus direitos políticos suspensos por 08 anos e, pelo prazo de 05 anos, fica proibido de contratar com o Poder Público e de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.

Multa
Além disso, Rogério Carvalho deverá pagar multa civil no valor de R$ 200 mil e teve seus bens imóveis declarados indisponíveis.

Defensoria

A Defensoria Pública do Estado de Sergipe, por meio do Núcleo do Consumidor, está realizando um Mutirão de Atendimento para orientação jurídica e encaminhamento sobre juros abusivos de cartões de crédito e empréstimos bancários, cobranças indevidas, Lei dos 15 minutos, tarifas de estacionamentos, compra e troca de mercadorias, procedimentos solicitados pelos médicos e negados pelos planos de saúde, entre outros relacionados ao Direito do Consumidor.

Mais detalhes

Três defensores públicos, servidores e estagiários estarão prestando atendimento durante todo o dia. O mutirão está sendo realizado no cruzamento dos Calçadões da Rua São Cristóvão e João Pessoa, centro de Aracaju, até as 17 horas dessa sexta-feira (2).

Adepol

A Associação dos Delegados de Polícia Civil de Sergipe (Adepol) emitiu uma nota pública para repudiar atos de terror e intimidação ocorridos na noite de 31 de agosto, quando um grupo de criminosos, supostamente atendendo ao comando de indivíduos custodiados no sistema prisional do Estado, atearam fogo em um ônibus de transporte coletivo da linha Terminal Rodoviário/Lourival Batista, em represália à suspensão de visitas íntimas em uma unidade prisional.

Medidas necessárias

“A Adepol esclarece que, mesmo favorável à estrita observância da Lei de Execuções Penais e demais direitos dos presos, em todos os estabelecimentos prisionais, não se furtará a adotar toda e qualquer medida necessária à manutenção da ordem pública e à preservação da incolumidade das pessoas e do patrimônio, seja público ou privado”, diz a nota.

União de forças

A associação dos delegados prega ainda que “a gravidade do momento impõe a união de todas as forças e segmentos integrantes do sistema de justiça criminal e segurança pública, sob a coordenação de um gabinete de gestão de crise criado pelo governador do estado, a fim de evitar que o caos e a desordem observados em outros estados da federação se instalem em Sergipe”.

Contribuição

Os delegados encerram a nota dizendo que “assim, tendo em vista a segurança da população e o interesse da coletividade, os delegados de polícia civil de Sergipe se prontificam a dar a sua parcela de contribuição para o pronto restabelecimento da lei e da ordem, malgrado a impontualidade do governo no cumprimento de suas obrigações e os reiterados atrasos e parcelamentos dos salários de toda a categoria”.

Ônibus queimados

Nessa quinta-feira (1º) a noite foram registrados três atentados contra ônibus, sendo um que não passou de uma tentativa em Aracaju, e outros dois foram incinerados, em Lagarto e em Itabaiana. A polícia estava toda mobilizada nas ruas para conter e agir diante das ameaças que partidários dos detentos nos presídios de Sergipe.

Aúdio

Na tarde dessa quinta, vazou nas redes sociais um áudio gravado pelo agente da Polícia Civil, André Agrelli, lotado no GERB, alertando os amigos e seus familiares sobre a possibilidade de novos atentados dos marginais em Aracaju e sugerindo que todos ficassem em suas residências a noite.

Afastado

Assim que tomou conhecimento, o delegado Geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira, não apenas desmentiu o áudio, como determinou o imediato afastamento de André Agrelli e a devida instauração de procedimento junto à Corregedoria da Polícia Civil.

Perguntas

Como não ofende nunca perguntar, este colunista quer saber do delegado Alessandro Vieira: qual a providência do Governo do Estado sobre os áudios vazados e de autoria dos detentos nos presídios “de segurança máxima” ameaçando o radialista Gilmar Carvalho e mandando recado para o governador Jackson Barreto? O policial civil mentiu? Por que punir o policial? A quem interessa “abafar” a realidade? Pelo visto, só alguém tem “direitos preservados” nesta história: os bandidos!

CRÍTICAS E SUGESTÕES

habacuquevillacorte@gmail.com e habacuquevillacorte@hotmail.com

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