Aracaju, 22 de setembro de 2021

Relação imprensa/polícia precisa ser harmoniosa em SE!

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É fato que o governo do Estado perdeu o controle da criminalidade em Sergipe. Esta é uma informação decorrente e os problemas se agravam desde 2010. Estamos, proporcionalmente, no “TOP 5” da insegurança no País e isso certamente se deve a uma série de fatores, sobretudo, ao enfraquecimento das forças policiais no combate ao crime. Este colunista por vezes já defendeu mais investimentos na Segurança Pública, mas não adianta apenas “queimar” recursos públicos. É preciso planejamento! Mas também não adianta ficar apenas discursando, repetindo as mesmas coisas. É preciso uma reação do Congresso Nacional. Temos leis muitos brandas e que só estimulam a reincidência da prática dos crimes.

Essa “onda de violência” se espalhou por todo Estado, sobretudo no interior. Os assaltos a propriedades cresceram, o roubo de gado voltou com tudo e as drogas invadiram as cidades, fazendo, diariamente, muitas e muitas vítimas. Desde 2010 este colunista já falava que Sergipe sofria de uma deficiência no seu efetivo policial. Era necessário um concurso público emergencial. O governo fez “ouvido de mercador” e foi protelando. Quando os efeitos da insegurança aumentaram, cerca de três anos depois, os governantes decidiram promover um concurso, até para repor o quadro de efetivo. Uma quantidade grande de militares estaria indo para a reserva.

Ali ainda se demorou mais de um ano, para a realização do concurso, convocação dos aprovados e mais um ano de preparação no curso de formação. Nisso a criminalidade foi “ganhando corpo” e até se profissionalizando. Quando os bandidos perceberam a fragilidade no policiamento, decidiram invadir a capital e Grande Aracaju. Aumentaram os registros de assaltos, sequestros relâmpagos, furtos, arrastões a restaurantes e outros empreendimentos comerciais e, sobretudo, de homicídios. Hoje a realidade do efetivo policial continua deficiente e os marginais decidiram “ir para o ataque” e perderam o receio e o “respeito” que ainda mantinham pela autoridade policial.

Os assaltos ocorrem a qualquer hora do dia e em qualquer lugar. Tem sido comum o noticiário revelar que lojas nas principais avenidas da cidade e até supermercados estão sendo alvos escolhidos pelos bandidos. Além da consciência de que a resposta policial talvez não seja tão efetiva, pesa ainda outro problema: como colocado no início deste comentário, temos leis muitos brandas e um sistema penitenciário precário e bastante deficiente, que não consegue ressocializar quase ninguém. O bandido no Brasil comete um crime, é preso e ainda concede entrevista rindo para a televisão. É a certeza da impunidade, de que logo estará solto, fazendo novas vítimas ou que conseguirá fugir do sistema prisional, que também é muito precário.

Mas este colunista, em meio a todo este caos com que nos deparamos, faz outro alerta importante: no início da noite do sábado, uma emissora de rádio FM da capital foi invadida por bandidos e a locutora chegou a pedir ajuda “ao vivo”. Os pertences dos funcionários foram levados e parte do patrimônio depredado. O assalto, somado ao vazamento de alguns áudios da locutora pedindo ajuda, vazaram nas redes sociais, o que causou revolta por parte, sobretudo, de nós, comunicadores, setores da imprensa. Mas o que já estava ruim, ficou ainda pior com uma mensagem de um policial militar que, através de suas redes sociais, ironizou o ataque sofrido pela emissora de rádio.

Um posicionamento de uma minoria da Polícia Militar, mas que conquistou alguns apoios de outros colegas de farda, mas que, de sobremaneira, irritou ainda mais os comunicadores sergipanos. Desde as primeiras horas deste domingo, jornalistas e radialistas começaram a criticar as polícias, Militar e Civil, através das redes sociais, inclusive as manifestações de protesto, como a “Polícia Legal”, onde os servidores da SSP, simplesmente estão exercendo aquilo que a lei prescreve. Houve um equívoco forte do policial e de alguns colegas de profissão, mas isto não pode servir de estopim para uma “guerra” entre a polícia e a imprensa. Isso não acrescenta e apenas transfere as atenções de quem realmente precisa da energia policial: os bandidos. A relação entre os dois setores precisa continuar harmoniosa, até para que o combate ao crime seja mais efetivo e preciso. Agora é preciso sim, cobrar de quem está no comando, seja da Segurança Pública e, principalmente, do Governo do Estado.

Veja essa!

A direção do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Sergipe (Sindijus/SE) entregou um requerimento à Secretaria de Finanças e Orçamento do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE), solicitando informações sobre pagamento de indenizações pagas a juízes sob a rubrica de Parcela Autônoma de Equivalência (PAE), nome dado a uma espécie de “auxílio moradia” pago a título de isonomia com os deputados federais.

E essa!

A necessidade de solicitar esses dados se tornou imprescindível no final de agosto quando, ao mesmo tempo que os servidores estaduais, inclusive do Judiciário, enfrentavam atrasos de salários, a gestão do TJSE disponibilizava parte das finanças para pagar indenizações aos juízes, como foi confirmado pela própria gestão. Esse fato gerou uma série de dúvidas e especulações a respeito da existência da crise e das prioridades de pagamento no órgão.

Informações

Entre os questionamentos a respeito do PAE, a direção do Sindijus solicita esclarecimentos sobre quando a indenização começou a ser paga; a quantidade de credores; o montante financeiro já pago; critério de definição do valor de cada parcela e qual o passivo restante. A respeito do retroativo do auxílio alimentação, as perguntas são semelhantes.

Com Dilma?

O governador Jackson Barreto (PMDB) parece não ter certeza de que lado político ele vai se situar. Simplesmente ignorou o processo que culminou no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Talvez já buscando uma reaproximação com o presidente Michel Temer (PMDB). Mas, ontem, em uma entrevista para a televisão, JB mantém o quadro com a foto da petista em seu gabinete. Como ele disse no início do processo de impeachment, deve ter sido “uma ação golpista” mesmo…

Em Capela

O vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado (PSDB) tem feito uma verdadeira peregrinação pelo interior do Estado, visitando diversos amigos e lideranças. Está visivelmente se preparando para 2018. Nesse sábado (10), participou de uma grande passeata em Capela, apoiando a candidata a prefeita Silvany Sukita e sua vice.

Japaratuba

O governador Jackson Barreto movimenta-se para tentar, mais uma vez, unir os candidatos a prefeito de Japaratuba Hélio Sobral e Manoel Sukita contra a candidata do PSC, Lara Moura. O governador reconhece ser plenamente possível reverter a decisão do Juízo Eleitoral do município de indeferir a candidatura da esposa de André Moura, hoje favorita no pleito.

Acordo

Ontem – e novamente hoje –, Jackson conversou com Sukita e Hélio, a quem ofereceu cargo no governo a partir de janeiro de 2017, para forçá-lo a desistir do pleito e apoiar o ex-prefeito de Capela, que ele avalia com melhores chances de concorrer. O acordo também envolveria o apoiamento de Sukita à candidatura de Hélio Sobral a deputado estadual em 2018, tanto em Japaratuba quanto em Capela, deixando de fora o PT de Conceição Vieira, cuja principal base eleitoral atualmente, aliás, é Japaratuba.

Não aceita

Contudo, o grupo do atual prefeito, especialmente o ex-prefeito Pedro Moura, cuja esposa Lurdinha é candidata a vice de Hélio, não aceita a renúncia. Na sua opinião, seria uma vergonha para Hélio – e para ele próprio – entregar o patrimônio político construído ao longo dos últimos 30 anos a alguém que chegou há seis meses em Japaratuba, apenas para tentar eleger-se prefeito, e “sequer dormiu uma única noite na cidade”. Isso equivaleria a colocar Sukita como principal força de oposição, apagando os demais grupos locais, em caso de vitória de Lara.

Jurídico

Por outro lado, enquanto a situação jurídica de Lara lhe é favorável, o mesmo não se pode dizer de Sukita, que mesmo tendo deferida sua candidatura pelo Juízo Eleitoral de Japaratuba, pode vê-la rejeitada pelo TRE/SE, posto que tem condenações em processos envolvendo verbas federais. Ou seja, caso Hélio desista e Sukita seja afastado pela Justiça, o jogo poderá se inverter e Lara estaria na disputa como a única candidata ao pleito.

Violência

A emissora 103 FM foi invadida na noite desse sábado (10) por marginais que levaram pertences de funcionários, como celulares e dinheiro, além de quebrar aparelhos da emissora. Os bandidos renderam o vigilante, tomaram-lhe o revólver e entraram na emissora, causando pânico aos poucos funcionários que estavam no plantão. A radialista que apresentava seu programa no horário era Lucena Santos.

CRÍTICAS E SUGESTÕES

habacuquevillacorte@gmail.com e habacuquevillacorte@hotmail.com

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