Aracaju, 28 de julho de 2021

Hospital do Câncer não sai do papel e nem da terraplanagem!

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Quem na família não possui um parente que luta com todas as forças contra um câncer ou que tenha uma história linda de muita superação após vencê-lo? Qual família, hoje em dia, não tem ao menos uma vítima desta doença tão agressiva? E algum amigo ou vizinho? É um conjunto de doenças que requer um tratamento adequado e todo cuidado possível. Em alguns casos, só com a mais alta tecnologia que uma pessoa não se torna vítima de um câncer. O problema é que nem todas as pessoas têm acesso a este tipo de equipamento. No Brasil, quem não possui recursos em busca do melhor tratamento possível, tem que recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS). É uma realidade em todo o País, inclusive em Sergipe.

Aqui no Estado, nunca se falou tanto sobre o assunto quanto na eleição de 2014. Naquela oportunidade, o então candidato a governador, Eduardo Amorim (PSC), trazia como “carro-chefe” de sua campanha política a construção de um moderno e exclusivo Hospital do Câncer em Sergipe. Com Jackson Barreto (PMDB) já a frente do governo, em definitivo, após o fatídico falecimento de Marcelo Déda (mais uma vítima do câncer), logo em Janeiro daquele ano o Estado assinou a ordem de serviço para as obras de terraplanagem, num investimento inicial da ordem e R$ 12 milhões, recursos provenientes ainda do Proinveste. Ao todo, segundo o próprio governo, o orçamento da obra geral era em torno de 75 milhões.

De um lado era Eduardo Amorim cobrando e do outro lado era o governador Jackson Barreto prometendo iniciar a terraplanagem e fazendo projeções para que a obra fosse concluída o mais breve possível. Chegaram a “batizar” o hospital de Governador Marcelo Déda sem que uma única pedra fosse erguida. Ainda em 2014, em fevereiro, quase três anos atrás, o governo chegou a anunciar que “o Hospital do Câncer já vai nascer acreditado porque vai obedecer aos requisitos necessários para o reconhecimento internacional. A unidade contará com um moderno Centro de Imagens com dois aceleradores lineares, dois tomógrafos, um aparelho de braquiterapia, dois aparelhos de raio X, um aparelho de eletrocardiograma, dois ultrassons, um aparelho de cintilografia, um de ressonância magnética, pet-scan, um mamógrafo digital, Gama Câmara”.

Mas não era só isso! O governador também garantiu que “o Hospital do Câncer terá 120 leitos para adultos, 30 leitos para pacientes infantis, 10 leitos de UTI adulto e 10 leitos de UTI infantil, exclusivos para pacientes com câncer. O Centro Cirúrgico terá seis salas. Além disso, contará, também, com um setor de fisioterapia, enfermaria de emergência, consultórios para emergência, laboratório exclusivo para pacientes com câncer, farmácia oncológica, agência transfusional, lavanderia, cozinha, Central de Material de Esterilização e almoxarifado próprios”. Quase três anos depois, basta fazer uma visita ao local onde esta estrutura já deveria estar em fase de conclusão para se perceber que, no mínimo, não houve compromisso e seriedade com o tratamento dos pacientes com câncer em Sergipe.

Enquanto a grande maioria sofre com tratamentos incompletos e inadequados nos Hospitais Cirurgia e João Alves Filho, graças as constantes quebras de aparelhos de radioterapia, o governo hoje limita-se e propagar que “até o final do ano, o Estado entregará a obra do bunker que abrigará o novo acelerador linear no Hospital João Alves”. Não deixa de ser uma boa notícia, mas muito aquém da promessa de um Hospital propriamente voltado para estes pacientes. Está claro que o governador ou não tinha o planejamento adequado e não conseguiu cumprir aquilo que prometeu ou brincou com a saúde das pessoas, fazendo apenas mais uma promessa eleitoral, com o objetivo de ser reeleito em 2014.

É importante frisar que, a partir do momento em que o governador Jackson Barreto assumiu o compromisso de construir um Hospital do Câncer, cada paciente em situação agravada, cada vítima perdida, ele tem sim responsabilidade. Quanto o Estado de Sergipe não está gastando para levar pacientes à Arapiraca (AL) ou para outros lugares fazer o tratamento adequado? Por que não priorizar a compra de novos equipamentos para os dois Hospitais se o governo não teria condições de construir um hospital? Em síntese, passamos mais de dois anos para fazer a terraplanagem do terreno e para o governo iniciar o processo licitatório. Por enquanto, a promessa de um hospital não passou disso, de um monte de areia e de muitos papéis…

Veja essa!

Pensando exclusivamente na eleição do próximo dia 30 para prefeito de Aracaju, o governador Jackson Barreto planeja alterar a data de comemoração do dia do servidor público, de 28 para 31 de outubro, da sexta para a segunda-feira após o pleito. Como na quarta (2) é feriado nacional, o governo daria ponto facultativo no dia 1º e estaria consolidado o “feriadão”.

E essa!

A informação é que setores do governo avaliam se é interessante ou não a mudança no sentido de desestimular o funcionalismo público da obrigação de ir à urna no dia 30 para votar. Diante do desgaste da administração estadual, a ideia seria estimular os servidores a perderem o interesse na eleição para aproveitarem melhor o feriado estendido.

Guerra virtual

Está mais do que claro para todo mundo: a guerra virtual entre assessores e aliados de Edvaldo Nogueira (PCdoB) e Valadares Filho (PSB) não ganha e nem tira mais votos. A disputa ficou enfadonha nas redes sociais. Ou se cria algo novo até a eleição ou será apenas o confronto para manter os votos já consolidados.

Porta em porta

Enquanto os candidatos a prefeitos e seus assessores se digladiam nas redes sociais, este colunista chama a atenção para uma prática antiga nas eleições em Sergipe, sobretudo em Aracaju: a famosa campanha, de “porta em porta”, sempre quando a eleição se aproxima e sempre nas residências identificadas com o voto no adversário. As “visitas” já decidiram eleições na capital…

Bomba!

A informação é que a Polícia Federal anda de olhos bem abertos sobre a aplicação de recursos públicos em Sergipe. Não se tem detalhes com precisão, mas fala-se que até mandados de prisão já teriam sido expedidos e que alguns não teriam sido deferidos. É bom o gestor público pensar duas vezes antes de assinar um documento, para depois não chorar o leite derramado…

Exclusiva!

Outra informação é que o Ministério Público Estadual, por exemplo, já tem desconfianças sobre muita coisa em Sergipe, mas está em fase de investigações. Se os excessos de outras operações não se repetirem, 2017 será um ano de “muitas novidades” no combate à corrupção. É esperar para crer…

Carlos Lupi

Ao ser entrevistado no programa Liberdade sem Censura, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, alertou ao presidente estadual, prefeito de Socorro, Fábio Henrique, para os “lobos em pele de cordeiro”. A resposta foi ao fazer uma avaliação do partido no Sergipe. “Fábio é um grande homem, um gestor excelente e deu provas nos últimos oito anos em Socorro, é honesto e ficha limpa, só precisa ter cuidado com os lobos em pele de cordeiro”. Declarou Lupi. “Nós entendemos que Fábio tem respaldo para estar na chapa majoritária, governador, vice, ou senador”.

Ciro Gomes

O interessante é que o presidente nacional do PDT faz um “alerta” para o prefeito de Nossa Senhora do Socorro sobre os “lobos em pele de cordeiro”, mas ele silencia diante de uma possível candidatura de Ciro Gomes (PDT) à presidência da República, o “pai” do fadado e irresponsável projeto de transposição do rio São Francisco. Sem contar que se relaciona muito bem com muitos dos “investigados na Operação Lava Jato”. “Macaco não olha para o rabo”…

PEC 241

O deputado federal André Moura (PSC) explicou a PEC do Teto dos Gastos Públicos, aprovada na última segunda-feira (10), falando que ela é fundamental e essencial para o futuro do país. Entretanto, a oposição vem tentando passar para a opinião pública que ela limita investimentos na Saúde e Educação, o que não é verdade, já que estas pastas terão orçamento diferenciado a partir de 2017. “A PEC é fundamental para reequilibrar as contas públicas, sendo a primeira de um conjunto de matérias que serão propostas para a recuperação econômica do país”.

Estância

O deputado Gilson Andrade (PTC), eleito prefeito de Estância, está em Brasília (DF), onde cumpre agenda visitando deputados e senadores da Bancada Federal de Sergipe, com o objetivo de buscar recursos federais no Orçamento da União para o exercício de 2017 que possam trazer investimentos à cidade.

Turismo

Gilson Andrade também vai visitar o Ministério do Turismo, onde vai buscar recursos para que a praia do Saco e Abaís se tornem referência para o turismo sergipano e que o Estado tenha esse pólo turístico. “Não podemos ficar parados, precisamos retomar o crescimento de Estância buscando investimentos e parcerias com o Governo Federal”, salientou.

João Daniel

O deputado federal João Daniel (PT/SE) apresentou Projeto de Lei 6298/2016 na Câmara que tem como objetivo regularizar a realização de vaquejadas e corrida de jegue, reconhecendo-as como atividades culturais. Esses eventos já são tradição em vários estados brasileiros, especialmente na região Nordeste, inclusive aqui em Sergipe, onde são realizados e envolvem várias pessoas nessa atividade. Um grande debate tomou conta do país depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inconstitucional a realização das vaquejadas.

Vaquejadas

Ao apresentar a propositura para ser discutida e aprovada na Câmara, o deputado João Daniel tem como objetivo fazer com que a realização das vaquejadas e atividades semelhantes sejam realizadas e sua cultura seja mantida, mas que também sejam garantidos todos os cuidados aos animais que delas participam. “Defendemos que os animais devem ter todos os cuidados, mas defendemos que essa atividade faz parte da história e cultura e envolve todo país, especialmente a região Nordeste, por isso estamos na luta em defesa da vaquejada, em especial no Nordeste”, disse o deputado.

Georgeo Passos

O deputado estadual Georgeo Passos (PTC) pediu diálogo entre o Governo do Estado e a categoria dos policiais militares sobre os Projetos de Lei que tratam sobre o subsídio mensal e sobre a progressão automática na carreira da Polícia e Bombeiro Militar de Sergipe. Os projetos já foram enviados para a Alese, mas ainda não foram lidos em plenário. Apesar de serem propostas significativas, Georgeo lembrou que é preciso dialogar para que as mudanças agradem os militares.

No Coqueiral

Ao lado do futuro prefeito de Aracaju, Valadares Filho, o senador Eduardo Amorim conversou com moradores do bairro Coqueiral. Os relatos ouvidos da comunidade é que os problemas com a falta de infraestrutura básica como esgoto e pavimentação das ruas persistem há mais de seis anos. “Na gestão de Valadares Filho, problemas como esses serão resolvidos com prioridade”, disse o senador.

Edvaldo Nogueira

O candidato Edvaldo Nogueira foi recebido no Sindicato dos Guardas Municipais de Aracaju (Sigma). No encontro, Edvaldo recebeu as pautas da categoria e pôde apontar o que pensa da atuação dos profissionais na segurança pública do Município. “Os prefeitos têm sido muito omissos na segurança pública, deixam para o Estado resolver. Para mim isso tem que acabar, não dá mais para fugir da responsabilidade por esta área. O plano de segurança de Aracaju não pode ser feito apenas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil. A ação tem que ser integrada, ninguém subordinado a ninguém”, afirmou.

CRÍTICAS E SUGESTÕES

habacuquevillacorte@gmail.com e habacuquevillacorte@hotmail.com

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