Aracaju, 28 de novembro de 2021

1ª TURMA PROGRAMA MAIS MÉDICOS CONCLUI MISSÃO EM SERGIPE

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Após três anos de atuação, a primeira turma do Programa Mais Médicos (PMM) em Sergipe despediu-se do Estado nesta terça-feira, 01 de novembro. Os 20 profissionais  contribuíram com o fortalecimento das Estratégias de ‘Saúde da Família’ e ampliação do acesso dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) aos serviços da atenção básica. Os benefícios da atuação desses profissionais estão refletidos na melhoria dos processos de trabalho e humanização do atendimento.

“Tivemos como resultado dessa atuação a melhoria na qualidade das consultas com um atendimento mais humanizado para o usuário. Mas as contribuições vão além dos benefícios individuais, dizem respeito também ao coletivo através das práticas integrativas criadas em alguns municípios e através de grupos de idosos, grupos de gestantes, entre outras ações”, destacou a Coordenadora da Comissão Estadual do PMM, Monalisa Fonseca.

Ao todo, 50 municípios fazem parte do programa que conta com a atuação de 203 médicos, sendo que 116 deles são cubanos.  Esses profissionais passaram a compor 30% das equipes de ‘Saúde da Família’ atuantes em Sergipe. Por meio dessa assistência, cerca de 450 mil sergipanos são beneficiados.

O médico Rodolfo García, que compôs o grupo pioneiro do ‘Mais Médicos’ em Sergipe, é mestre em doença mental, doenças infecciosas e biossegurança, especialista em medicina familiar há 27 anos, além de professor. Para ele, os trabalhos desenvolvidos através do programa geraram avanços significativos.

“Foi uma passagem muito interessante, uma experiência inesquecível. Abrimos o programa aqui em Sergipe. Chegamos com uma expectativa muito grande. Foi uma luta dia a dia, juntamente com o Ministério da Saúde, com o Estado e com os Municípios para nos organizar e fazer funcionar a atenção básica de acordo com as prioridades do Ministério”, revelou Rodolfo García, que atuou no município de Nossa Senhora das Dores.

Já para o médico cubano Roberto Fresneda, que atuou no município de Gararu, apesar de alguns incidentes enfrentados no início do trabalho, em relação ao acolhimento, o que se percebe no final dessa trajetória é surpreendente. “ A população não queria que fôssemos embora. Já trabalhei em muitos outros países como a Guatemala, Venezuela, México, República Dominicana, mas a experiência aqui foi impressionante”, contou o médico.

“Esse é o cumprimento de uma etapa com a qual o Estado se comprometeu, juntamente com o Ministério da Saúde. Esses profissionais chegaram para atuar em municípios, povoados, sedes ou não, que não tinham um profissional médico nas equipes de Saúde da Família”, acrescenta o representante da Secretaria de Estado da Saúde, João Lima Júnior.

Os pioneiros do Programa em Sergipe atuaram nos municípios de Nossa Senhora do Socorro, Nossa Senhora das Dores, Gararu, Capela, Aquidabã, Arauá, Estância, Ilha das Flores, Monte Alegre, Nossa Senhora da Glória, Santa Luzia do Itanhy , Boquim, Santo Amaro das Brotas  e Lagarto.

De acordo com a coordenadora da Comissão Estadual do PMM, Monalisa Fonseca,  os médicos serão substituídos daqui a, mais ou menos, 45 dias. A expectativa é de continuidade das ações estratégicas.

“Haverá uma renovação por mais três anos. A perspectiva é de que as ações tenham continuidade e contribuam com a resolutividade da atenção básica”, revelou a coordenadora.

Parceiros

Marcou presença no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, para a despedida da turma pioneira do PMM, o tutor da Universidade Federal de Sergipe, João Cavalcante, que representou a instituição parceira.

“Desde o início, demos todo o apoio aos profissionais para o êxito do programa aqui no Estado. Os resultados desse trabalho podem ser comprovados através da melhoria dos indicadores de saúde em Sergipe”, avaliou João Cavalcante.

O presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde de Sergipe (Cosems), Enoque Luiz da Silva, também esteve presente e avaliou como positiva a atuação da equipe. “Antes tínhamos dificuldades de manter os médicos permanentemente nos municípios, havia uma rotatividade muito grande. Já com o PMM, os médicos permaneceram durante três anos, o que fez melhorar os indicadores de Saúde”, destacou Enoque Luiz Silva.

SES

 

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