Aracaju, 28 de novembro de 2021

Funesa avalia impactos do curso Caminhos do Cuidado (Foto assessoria)

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Por Ítalo Duarte

Após realizar o curso Caminhos do Cuidado, ofertado pelo Ministério da Saúde para qualificação em atenção e cuidados aos usuários de álcool e outras drogas, a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola Técnica do SUS em Sergipe (ETSUS-SE), iniciou na última semana a avaliação institucional dos impactos da iniciativa no território sergipano.

O Caminhos do Cuidado é uma iniciativa voltada para a qualificação de profissionais que atuam na Atenção Básica. Possui enfoque na área de Saúde Mental com ênfase nos problemas relacionados ao uso de crack, álcool e outras drogas, buscando ampliar as possibilidades das práticas de cuidado, acolhimento e escuta desses profissionais nos seus territórios de atuação.

O curso foi promovido entre 2014 e 2015 tendo como público alvo Agentes de Comunitários de Saúde (ACS) e Auxiliares e Técnicos em Enfermagem da rede da Atenção da Básica. Foram qualificados 3.617 trabalhadores em todos os 75 municípios de Sergipe.

De acordo com Alessandro Reis, coordenador da ETSUS-SE e articulador Estadual do processo avaliativo, o curso abrangeu as dimensões de acolhimento, cuidado em rede, atenção no território e outras formas relacionadas de intervenção.

“Esta etapa da avaliação divide-se em dois momentos: um que será realizado pela equipe de gestão nacional com o questionário a ser respondido pelos participantes através de e-mail e as rodas de conversa nos territórios, sob coordenação e facilitação do articulador local, de igual forma para todas as regiões do país”, explicou.

Ainda segundo Alessandro, “esse é um momento muito potente para as nossas ações educativas, que se fortalecerão nessa proposta de avaliação dos impactos gerados nos territórios, junto aos trabalhadores, as equipes de saúde da família e a comunidade assistida”.

Associado à proposta de avaliação, o Ministério da Saúde oferta o Curso de Formação de Avaliadores para os técnicos da Funesa, vindo a potencializar ainda mais a Fundação. Em Sergipe, foram realizadas duas rodas de conversa: uma no município de Riachuelo, no último dia 26, com 11 trabalhadores e a presença das coordenações da Atenção Básica e de Epidemiologia, e outra no município de Maruim, último dia 27, com 16 trabalhadores.

No momento da atividade, o objetivo é que os trabalhadores possam fazer suas análises dos impactos do curso para seu dia a dia, como trabalhador e como cidadão inserido naquela comunidade.

“Uma estratégia muito importante é a utilização de Metodologias Ativas. A própria roda em tom informal, a associação livre, já permite um movimento de imersão, de horizontalidade, de transversalidade, aliado a dinâmicas de grupo com foco na atividade permite um aprofundamento, o desvelar, um posicionamento crítico, político e propositivo no cumprimento da tarefa”, disse.

Segundo ele, mesmo tendo um roteiro a ser seguido, a própria dinâmica do grupo permite que os questionamentos sejam elucidados, “nesse caso a tarefa do facilitador se resume a facilitar”.

Os resultados das rodas de conversa serão transcritos e enviados para a equipe nacional, que gerará um relatório para posterior divulgação. Por enquanto cabe o sigilo das informações enquanto atribuição do articulador estadual.

 

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