Aracaju, 6 de dezembro de 2021

Aracaju recebe o Simpósio de Recursos Hídricos do NE (Foto Anderson Barbosa)

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Evento está na décima terceira edição e reunirá os maiores estudiosos do tema. Serão realizadas palestras, mesas redondas, atividades ambientais e visitas técnicas.

De 8 a 11 de novembro Aracaju vai ser a capital regional das águas durante a realização do XIII Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste. Técnicos e pesquisadores de órgãos estaduais e nacionais, como a Agência Nacional das Águas (ANA) e o Ministério da Integração Nacional (MIN), vão discutir o tema “Governança da Água – Desafios para a Integração do Nordeste no Presente e Futuro”.

Durante a sessão solene de abertura no Hotel Hadisson, marcada para às 18h, vai ocorrer à conferência magna “Nordeste – Desenvolvimento Recente e Desafios para o Futuro”, proferida pelo representante da Universidade Federal de Sergipe (UFS), professor Ricardo Oliveira Lacerda.

“Iremos envolver toda a questão temática da água, especialmente no momento em que a região vive uma escassez de água severa, desde 2012. Os estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará talvez sejam os mais afetados. Continuar esta discussão permite que todos aprendam esse processo e melhore a gestão”, explica o presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), Vladmir Caramori.

Segundo ele, Aracaju foi escolhida por nunca ter sediado e por vir trabalhando a questão hídrica há muito tempo.  ?Em 2011 foi realizado em Sergipe o Simpósio Brasileiro e foi um dos mais marcantes da história da ABRH, pela riqueza cultural e pelo ambiente caloroso de recepção e afetividade das pessoas?, justifica.

Caramori lembra que o evento ocorre a cada dois anos e ao levar a discussão para um estado ele também ganha em conhecimento e soluções para a problemática local. “Vamos discutir a questão da água dentro do cenário regional, mas os assuntos que são importantes para Sergipe estarão em evidência. É uma oportunidade para que a comunidade se aproprie dessas informações”, afirma Caramori.

Para o presidente da comissão organizadora local e superintendente de recursos hídricos de Sergipe, Ailton Rocha, o grande desafio do evento é fazer gestão dos recursos hídricos com pouca água. “Teremos mesas redondas sobre as experiências em estados como Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará para debater essa questão da escassez. Também falaremos sobre a situação caótica do Rio São Francisco, que vem se submetendo cada vez mais a reduções da vazão para garantir a água estocada por um período mais longo e evitar um colapso. Além disso, também contaremos com palestrante internacional”, conta.

O simpósio atraiu o interesse do estudante de Engenharia de Energias da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Wellington Martins, que virá do município de Redenção (CE), buscando somar conhecimento para a formação profissional.

“O evento tratará de assuntos relacionados diretamente às questões que afetam a sociedade brasileira. É importante para um futuro Engenheiro de Energias levantar discussões e criar estratégias sobre como o Brasil vem se preparando para enfrentar a vulnerabilidade climática. O país pode ser atingindo por uma intensa crise hídrica e energética. A crise hídrica no Brasil tem consequências sobre o setor energético, economia nacional e sobre o fornecimento de água para populações”, disse Martins.

Discussões e Visitas Técnicas

O Simpósio, que é realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), tem o apoio da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Embrapa Tabuleiros Costeiros e outras instituições públicas e privadas, abordará também temas diversificados, como os usos múltiplos das águas do rio São Francisco; uso e manejo do solo em bacias hidrográficas; gestão participativa (Comitês de Bacias/Conselhos); saneamento básico: eficiência, reuso e reciclagem; águas urbanas e desenvolvimento; segurança hídrica (disponibilidade); erosão e transporte de sedimentos; revitalização, recuperação e conservação hidroambiental.

Serão abordadas experiências bem sucedidas no Brasil e no mundo, a exemplo do caso de Israel –  tema da palestra do engenheiro civil Diego Berger, que tem mestrado e doutorado em Engenharia do Ambiente e Gestão da Água recursos no Technion, o Instituto de Tecnologia de Israel.

Também serão ministradas quatro oficinas:   “Marcos Regulatórios em Sistemas Hídricos do Semiárido Brasileiro”, “Progestão -Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas – SAS/ANA”, “Desafios do Modelo de Gestão de Recursos Hídricos – Banco Mundial” e “A Governança e a Construção do Monitoramento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos”.

Os organizadores também vão percorrer os principais pontos de captação de água no estado com visitas técnicas passando pela Barragem do Rio Poxim (DESO) em São Cristóvão, Adutora do São Francisco (DESO) em Propriá, Adutora do Alto Sertão e Semiárido (DESO) em Porto da Folha e Nossa Senhora da Glória e visita a UHE Xingó (CHESF) em Canindé do São Francisco.

Atividades Culturais

O Ocenário do Projeto TAMAR, na Orla da Atalaia, estará reservado para atividades de educação ambiental e exposição do Museu do Rio São Francisco. Já no Museu da Gente Sergipana, o espaço é dedicado a literatura científica com o lançamento de livros como “Cheias e Enchentes do Baixo São Francisco”, do jornalista e engenheiro agrônomo José Augusto José Augusto Gama da Silva.

Por Anderson Barbosa

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