Aracaju, 1 de dezembro de 2021

Alienação parental: Uma violência contra as crianças (Foto assessoria)

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É tema de obras ficcionais de filmes e novelas como o ódio entre os pais podem refletir na forma em que as crianças e jovens vão se relacionar com o pai ou a mãe. A Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardnerem, em 1985, para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança sugere e a manipula para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro.

Os casos mais freqüentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde um dos cônjuges tenta romper o elo de afetividade dos filhos com o outro cônjuge, ou ainda, avós, tios e outros parentes que se acham no direito de denegrira imagem de um dos pais, para isso, se utilizam de contar histórias, verdadeiras ou não, com a finalidade de manchar a imagem ou construir uma imagem a partir de mágoas e raiva.

Muitas vezes um dos maiores fatores que motivam a alienação parental é a forma com que os pais rompem a vida conjugal, gerando em um dos genitores sentimentos de raiva e vingança. Nesse processo, o filho passa a ser o instrumento da vingança. Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida, explica sobre os principais prejuízos causados pela Síndrome.

“O prejuízo que a alienação causa é enorme e vai depender também do grau de alienação. O mais comum é a ansiedade nesses jovens, o que dificulta no aprendizado e na socialização. Além disso, é importante para a criança a convivência em harmonia com os pais. Em casos de separação, os pais se afastam, mas devem lembrar que nunca deixam de ser os pais das crianças”, alerta.

Quando é detectado o problema e as partes envolvidas demonstram interesse em resolvê-lo pelo bem estar da criança ou do jovem, a busca por ajuda psicológica pode favorecer no controle do problema. “A psicologia pode funcionar como um mediador do conflito existente, trazendo a tona a necessidade desse convívio pacífico mostrando aos pais e familiares qual o melhor caminho para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes”, esclarece a especialista.

É fundamental que a família como um todo se envolva positivamente e que não contribua para a alienação parental. Sarah Lopes coloca que os parentes podem vir a intervir para ajudar a resolver o problema.

“Da mesma forma que outros parentes podem atrapalhar, também podem ajudar. Atualmente, vimos casos de alienação parental sendo praticada pelos avós  das crianças, o que também não deve. Porém, quando são pessoas sensatas, podem também servir de mediadores desse conflito. Quem está de fora,  possui uma visão imparcial do problema, podendo ajudar tanto aos pais que estão em conflito, quanto às crianças, trazendo uma nova visão daquele que está sendo vítima da alienação”,  pondera a psicóloga.

D Comunicação Estratégica

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