17/11/16 - 06:46:36

Furtos e depredações a equipamentos causam prejuízos ao Estado (Foto Jorge Reis)

Locais como o viaduto do Detran, as pontes Joel Silveira, Aracaju/Barra dos Coqueiros, Gilberto Amado, Aracaju/Nossa Senhora do Socorro e a Orla da Atalaia são os mais prejudicados

A ocorrência de furtos, depredações e outros atos de vandalismo em intervenções e equipamentos na capital, e em alguns municípios do interior, ultrapassa o limite de gastos mensais destinados a manutenção que é feita regularmente. Ações como furtos de cabeamento, fiação, transformador e placa de grama, bem como depredação de bancos, placas de sinalização, lixeiras e quadras esportivas, pichação em diversos tipos de edificações e destruição de projeto paisagístico, são atos que, além de poluir o visual dos locais públicos, oneram ainda mais as finanças do Estado.

Locais como o viaduto do Detran, as pontes Joel Silveira, Aracaju/Barra dos Coqueiros, Gilberto Amado, Aracaju/Nossa Senhora do Socorro (Lamarão/Conjunto João Alves) e a Orla da Atalaia são os mais prejudicados com a depredação generalizada dos bens públicos nos últimos dois anos.

Algumas rodovias também têm sido alvo frequente desse tipo de ação. A rodovia que liga Aracaju a Pirambu (SE-100) e a das Indústrias, em Nossa Senhora do Socorro (SE-90), ficam sem iluminação por conta dos furtos constantes, tanto do cabeamento e fiação, quanto das próprias lâmpadas.

De acordo com o secretário de Estado da Infraestrutura, Valmor Barbosa, os danos causados ao patrimônio ocorrem de maneira desenfreada. “As intervenções urbanas têm sofrido uma destruição gradativa sem precedentes. No viaduto do Detran, por exemplo, já foram furtados cabeamento e iluminação das duas alças, da ciclovia e da passarela, sem contar na pichação de todos, e que resultaram em prejuízos de aproximadamente R$ 35 mil. Na rodovia SE 90, de agosto de 2015 até o último mês de setembro foram gastos R$ 140.336,62 em reposição de material furtado. Já na SE 100, de março de 2015 a setembro deste ano já gastamos R$ 219.103,79, valores que não estavam previstos em orçamento, mas que obrigatoriamente tiveram de ser disponibilizados”, revela.

Ele acrescenta que situações similares aconteceram em outras obras do mesmo porte. “As pontes Joel Silveira (Aracaju/Itaporanga), Gilberto Amado (Estância/Indiaroba), Construtor João Alves (Aracaju/Barra dos Coqueiros) e  Lamarão-Conjunto João Alves (Aracaju/Nossa Senhora do Socorro) são alvos frequentes de furto de fiação, cabeamento e até de lâmpadas. Nestas, a reposição dos materiais ultrapassaram R$ 60 mil somente nos últimos 18 meses, soma bem maior do que os gastos realizados com as contas de energia e a manutenção de todas elas”, ressalta.

Outro local público em que as ações de vandalismo estão frequentes é a Orla de Atalaia. Pichações em construções e equipamentos, depredação em bancos, lixeiras, alambrados das quadras, brinquedos do parque infantil e coqueiros são alvos de depredação.

Segundo Valmor Barbosa, as despesas só aumentam nos últimos meses. “Mantemos uma equipe com 45 funcionários que, diariamente, realizam a manutenção nos 6 km da Orla de Atalaia, cujos gastos somam R$ 150 mil. No entanto, com a contínua destruição do patrimônio, essas despesas têm ultrapassado a casa dos R$ 200 mil mensais. Para citarmos um exemplo, a orla possui 345 bancos de assento, a reforma de cada um deles custa aproximadamente R$ 500. Recentemente fizemos a manutenção completa em 20 deles e, em dois dias, a maioria já se encontrava pichada. Há dois meses recuperamos um terço do guarda-corpo da passarela de madeira em frente aos arcos e que fora desprendida com violência por quatro jovens. São situações que fogem ao nosso controle, mas que infelizmente prejudicam a todos os cidadãos, pois o recolhimento dos impostos que poderiam ser investidos em novas aquisições e até na própria manutenção, são utilizados para a recuperação do que é danificado”, explica.

O secretário diz ainda que até as obras mais recentes têm sido alvo de vandalismo. “Inaugurada e entregue à população no dia 26 de outubro, a nova entrada de Aracaju (rodovia Lauro Porto), que interliga a BR 235 à avenida Santa Gleide, já sofreu depredação. Uma semana antes da sua inauguração, um transformador foi retirado de um poste, e, nos últimos dias, arrancaram placas de grama verde-esmeralda aplicadas nos canteiros e tentaram furtar cabeamento e fiação”, destaca.

Valmor Barbosa alerta que a população também pode contribuir para que ocorrências dessa natureza tenham ações preventivas e não fiquem impunes. “Estamos sempre solicitando o apoio das autoridades de segurança para tentar coibir estas infrações, e, no caso específico da rodovia Lauro Porto, informamos ao Comando da Polícia Militar para que as rondas no local sejam intensificadas, uma vez que as margens de quase toda ela ainda não são muito povoadas. Sabemos que esse tipo de comportamento criminoso é praticado por uma pequena parcela de habitantes. Assim, compete ao restante da população, se somar e nos ajudar, tanto conscientizando as demais pessoas de que tais atitudes só trazem prejuízo para elas e para a cidade, como também ao presenciá-las, ligar para o número 190 e denunciar os infratores, a fim de que eles sejam responsabilizados pelos prejuízos causados ao patrimônio”, enfatiza.

ASN