Aracaju, 7 de dezembro de 2021

O tabu da dependência química; Como conhecer para buscar o tratamento (Ascom)

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A dependência química é muito mais comum do que se imagina. Ela acontece quando o sujeito encontra-se em um estado em que o seu organismo físico ou psíquico não consegue reagir sem o uso de substâncias químicas. Segundo dados da ONU, 243 milhões de pessoas no mundo consomem algum tipo de drogas e elas podem causar dependência, caso sejam usadas de forma descontrolada.

A dependência pode estar relacionada ao abuso de drogas lícitas ou drogas ilícitas, nos dois casos, estas substâncias alteram a percepção e trazem sensações de falso bem estar, por isso, ao perceber a abstinência, o organismo acaba por tentar exaustivamente substituir os níveis antes alcançados com o uso das substância, visando a sensação de desconforto. Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida, explica como a droga age no organismo e como é possível buscar o tratamento adequado.

“Os níveis de dependência química são vários. A começar pelos que não conseguem ficar um final de semana sem a ingestão de bebida alcoólica, muitos não se reconhecem, mas, este pode ser alcoolismo em grau menor. Isto deve ser avaliado de acordo com a sensação do indivíduo quando em abstinência da droga. Algumas drogas possuem um efeito maior, nesses casos, o efeito da abstinência também é maior, mesmo que sejam usuários de final de semana, em um momento, o organismo vai começar a sentir falta, e vai pedir cada vez mais”, esclarece.

A especialista elucida quais os efeitos da ausência da droga em um indivíduo com abstinência ou no uso abusivo da substância química. “Os sintomas podem variar de acordo com o grau de uso, porém, em uso de substancias alcoólicas, por exemplo, os reflexos são alterados imediatamente, mesmo que o sujeito esteja em seu consumo habitual. Inicia com uma desinibição, em doses maiores começa a alterar o equilíbrio, fala pastosa, e em doses maiores, o indivíduo ficar em coma ou até mesmo pode morrer. Se associada a outras drogas, o efeito é potencializado. Mesmo quando não há associação, outras drogas possuem efeito alucinógenos, causando ilusões momentâneas e com o uso frequente estas alucinações são permanentes, incapacitando o sujeito ou até mesmo levando-o a morte em caso de overdose”, destaca.

Como buscar ajuda?

A psicóloga ressalta que é possível sair dessa condição, desde que haja força de vontade e apoio familiar e de grupos de ajuda. “A dependência química é algo grave e que, fisicamente, existem danos ao indivíduo, por este motivo a família deve estar sempre pronta para ajudar, procurando não julgar e auxiliar com o melhor tratamento. Deve-se entender que ajudar não é fornecer situações para recaídas, não é facilitar sua vida social em festas, é apoiar quando existe o desejo do paciente em realmente melhorar”, adverte.

Nesses casos, o acompanhamento psicológico é fundamental para manter o equilíbrio e recuperar a autoestima. “O acompanhamento psicológico contribui com a alteração da crença em si mesmo. Geralmente, dependentes químicos acreditam que são incapazes de conduzir sua vida, de ser útil, de promover algo bom. E é essa crença negativa que deve ser extinta através de algumas técnicas psicoterápicas”, complementa Sarah Lopes.

D Comunicação Estratégica

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