Aracaju, 5 de dezembro de 2021

Quando o consumo exagerado pode virar um problema de saúde? (Foto Ascom)

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Especialista orienta os cuidados com o consumo e como evitar a compulsão

Ultimamente o país tem vivido uma crise financeira, os empregos cada vez mais escassos e o poder de compra reduzido. No entanto, várias promoções e propagandas do comércio têm incentivado as pessoas a continuarem consumindo, mesmo aqueles bens que não são tão necessários. Segundo dados do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), o número de devedores no Brasil em 2016 já chega a 58,7 milhões de pessoas.

O consumo compulsivo e desenfreado é tema de livros de auto-ajuda, como o Finanças Femininas e o Mentes Consumistas de Ana Beatriz Barbosa. Os casos mais graves chegam à perda total dos bens e a dívidas incalculáveis. A psicóloga do Hapvida Sarah Lopes declara que o consumo exagerado pode ser uma das apresentações para um comportamento compulsivo.

“A compulsão é o ato de executar algo sem necessidade ou até mesmo de forma frequente. No caso do consumo, como em outras situações, existem consequências negativas que podem muitas vezes desencadear outros sintomas psíquicos, como os depressivos, por exemplo. O primeiro ponto é ver a necessidade de consumir determinado produto. O compulsivo é capaz de justificar de várias formas esta necessidade, porém, sabe que mesmo acreditando que é necessário a compra, o arrependimento pode vir logo em seguida. A justificativa mais comum é a promoção. É como se só isso bastasse para adquirir determinado produto.”, esclarece.

A especialista reflete que, diante do sistema econômico do país, o consumo acaba determinando a posição social dos indivíduos que recebem estímulos da publicidade e outros meios de comunicação. “Estamos na era do “você pra ser, tem que ter”. Como se as pessoas perdessem o valor simbólico para o valor social e financeiro. Porém, não se pode culpar apenas a publicidade por isso. Somos responsáveis por tudo aquilo que nos acontece. Estamos implicados diretamente na nossa necessidade de consumo.”, enfatiza.

A ideia de que bens materiais e dinheiro traz felicidade é antiga, no entanto, a especialista alerta que essa concepção é falsa. Essa ideia é propagada nos meios de comunicação como incentivo ao consumo. “É o que podemos chamar de inconsciente coletivo, assim, a grande massa, acredita na ideia de que consumir é o necessário para uma vida feliz e saudável.”, explica Sarah Lopes.

O consumismo pode interferir de forma negativa na vida das pessoas, já que nem todas conseguem de fato realizar seus desejos por limitações financeiras.

“O consumo interfere diretamente na vida financeira do indivíduo. Sabemos que nem todas as pessoas são capazes de arcar com as contas e com os desejos inconscientes e desenfreados especialmente nos momentos de compulsão, assim, a sensação de prazer é momentânea, sendo rapidamente substituída por remorso, arrependimento ou frustração por não ter conseguido o controle no momento da compra. Por este motivo é que a compulsão pode desencadear outros sintomas como irritabilidade, reclusão social, ansiedade, insônia, sendo muitos desses fatores ocasionados pela preocupação posterior no momento de arcar com as despesas.”, elucida.

D.Comunicação Estratégica

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