Aracaju, 27 de novembro de 2021

Bebês com sífilis congênita recebem acompanhamento na MNSL (Foto ascom)

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Para o tratamento da sífilis congênita, o ambulatório de Follow Up garante, além das consultas com especialistas na área de Pediatria, procedimentos nas áreas de Oftalmologia Pediátrica e Fisioterapia (para os pacientes que apresentam disfunção óssea)

Na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), os bebês nascidos com sífilis congênita recebem tratamento no ambulatório de retorno do recém-nascido de alto risco (Follow Up), setor ligado à unidade, respeitando as diretrizes assistenciais determinadas pelo Ministério da Saúde. No local, as crianças são acompanhadas por uma equipe multiprofissional composta por enfermeiros, pediatras, auxiliares de enfermagem, assistentes sociais e oftalmologistas.

De acordo com a médica especialista em Pediatria, Helga Santos, no momento, 128 bebês estão sendo assistidos no Follow Up para o tratamento da doença. “A detecção precoce dos casos de sífilis congênita garante o tratamento adequado para o bebê. Além disso, a adoção das medidas de controle, visando à eliminação da patologia, interrompe a cadeia de transmissão da sífilis adquirida”, alerta.

Segundo ela, o monitoramento e tratamento dos casos no ambulatório de Follow Up estão em operacionalização desde o ano de 2012. “Todo o recém-nascido que a mãe tenha sorologia positiva para sífilis deverá ter VDRL [sigla de Venereal Disease Research Laboratory – um teste para identificação de pacientes com sífilis] de sangue periférico. Nos primeiros dias de vida do bebê, o tratamento já é iniciado”, ressaltou a pediatra.

A médica explica que, até os seis primeiros meses de vida, esse acompanhamento acontece de forma mensal. Já a partir do sétimo mês, a criança passa a frequentar o ambulatório somente a cada dois meses. “Os bebês são acompanhados até os dois anos de vida ou até estarem curados da patologia, em casos que o recém-nascido não apresente neurosífilis (infecção do sistema nervoso) ou disfunção óssea”, complementa Helga.

D.T.A.S., de 24 anos, é uma das mães que tem o bebê tratado pelos profissionais do Follow Up. Ela confessa que não realizou corretamente o pré-natal e, por isso, somente descobriu que era portadora de sífilis durante o período de internação na MNSL.

Logo após a alta médica, a criança recebeu direcionamento para o tratamento no ambulatório. “Na própria maternidade recebi o encaminhamento com dia e hora marcada para a consulta e o início do tratamento. Isso me deixou mais segura, pois tive a certeza de que meu filho iria receber a assistência médica necessária”, conta.

Para o tratamento da sífilis congênita, o ambulatório de Follow Up garante, além das consultas com especialistas na área de Pediatria, procedimentos nas áreas de Oftalmologia Pediátrica e Fisioterapia (para os pacientes que apresentam disfunção óssea).

ASN

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