Aracaju, 28 de novembro de 2021

Transtorno da Somatização: Saiba o que é e como tratar (Foto assessoria)

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Especialista ressalta que o transtorno se caracteriza por uma somatização de sintomas por longos períodos

O Transtorno de Somatização ou a Síndrome de Biquet é quando o indivíduo apresenta sintomas físicos que não são detectáveis através de nenhum exame clínico. Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida, explica que os sintomas físicos podem ser desencadeados por algum evento traumático, porém, perfis ansiosos podem desencadear esses sintomas.

“Os próprios sintomas da  ansiedade se apresentam de forma física, como sudorese, aceleração cardíaca,  falta de ar, dor no peito e outros. Esses são sintomas físicos que normalmente lotam os consultórios dos cardiologistas, porém, em alguns exames é possível perceber que são sintomas psicológicos, provocados pela ansiedade. Entretanto, para se caracterizar como um transtorno de somatização este deve persistir por longos períodos, algumas vezes de forma isolada não caracteriza a doença”, esclarece.

É importante ressaltar que os sintomas podem variar de indivíduo para indivíduo. “Os mais comuns são sintomas neurológicos como dores de cabeça, digestivos como dores de barriga, dores no estômago, sistema imunológico como resfriados, infecções em geral, sistema reprodutivo como alteração do fluxo menstrual e o sistema circulatório como pressão arterial aumentada, aceleração cardíaca”, acrescenta.

A especialista reforça que um acompanhamento psicológico é fundamental para auxiliar no tratamento. “É preciso fazer com que o indivíduo perceba que seus sintomas não existem organicamente e que seu cérebro emite essas sensações com base no seu estilo de vida. O nosso cérebro executa os comandos que eu quero, mesmo que eu não perceba a ordem que foi dada, meu cérebro percebe”, elucida.

A psicóloga destaca o papel da família no tratamento do indivíduo. “A família pode ajudar inicialmente percebendo que existe algo de errado com o sujeito que apresenta vários sintomas de alguma doença, mas, nunca está de fato doente. É comum aparecerem os sintomas após acompanhar alguém que esteve doente, ou receber alguma notícia ruim, mas estes sintomas não devem persistir, nesse caso, um profissional deverá ser consultado. A família deve sempre apoiar e tentar compreender que a dor que o indivíduo sente é real, não existe causa orgânica, mas de fato existe a sensação. Compreender e apoiar ainda são as melhores opções”, orienta Sarah Lopes.

D Comunicação Estratégica

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