19/12/17 - 05:44:50

Saúde intensifica ações para o controle do Aedes aegypti em Aracaju

Logo após a Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) ter divulgado o Plano de Intensificação do Controle do Aedes aegypti 2017/2018, no início deste mês, as ações de prevenção começaram a ser realizadas. Como parte delas, equipes de campo começaram a visitar os bairros de maior incidência do mosquito, a fim de controlar as doenças que ele transmite (dengue, febre chikungunya e zika vírus), bem como evitar a ocorrência de complicações e óbitos.

Para a diretora da DVS, Taise Cavalcante, os principais objetivos deste plano são a redução da infestação pelo vetor nas localidades classificadas como de risco muito alto; o reforço das ações de articulação intersetorial em todas as esferas de gestão; a organização das ações de intensificação de prevenção e controle do Aedes aegypti; a promoção da assistência adequada ao paciente, garantindo acesso, diagnóstico e manejo clínico adequado pelos profissionais de saúde habilitados; e a detecção precoce dos surtos e epidemias em cada bairro.

“A orientação do Ministério da Saúde é fazer três Levantamentos Rápidos de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) por ano, mas aqui, em Aracaju, nós fazemos seis, um a cada bimestre, para que possamos monitorar melhor estes índices. Assim que o resultado do último LIRAa saiu, demos início ao nosso Plano, e vamos visitar todos os imóveis de cada bairro que estão com risco muito alto e alto. Além das visitas normais durante a semana, nossos agente de endemias atuarão em dois sábados por mês na intensificação das ações de campo. Neste mês de dezembro já trabalhamos nos sábados, nos dias 2 (Farolândia) e 16 (Suissa)”, informou Taise.

De acordo com informações do último Levantamento, os bairros de Aracaju que estão com o risco muito alto são Coroa do Meio; Luzia; Santa Maria; Pereira Lobo; Salgado Filho; São Conrado; São José; Cirurgia; Farolândia; Japãozinho; Suissa e Treze de Julho. Já os bairros com risco alto são América; Bugio; Inácio Barbosa; Industrial; Novo Paraíso; Porto Dantas; Centro; Cidade Nova; Dezoito do Forte; Jardins; José Conrado de Araújo; Grageru; Ponto Novo e Santo Antônio.

Mais ações

Taise ainda deu outros exemplos de ações que fazem parte do plano, como inspecionar casas fechadas para aluguel ou venda; borrifar inseticidas em pontos estratégicos como ferros-velhos e borracharias; coletar pneus em todos os bairros; realizar bloqueio de casos com fumacê costal até 300 metros do caso suspeito; fazer mutirões de limpeza urbana através do programa Cata treco; reforçar da coleta de lixo através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb); aplicar larvicidas e inseticidas; investigar casos de óbitos; cadastrar todos os casos no Sistema Nacional de Notificação em até sete dias após a identificação; consolidar dados e elaborar boletins mensais, disponibilizando informações para as unidades e o público em geral; comunicar imediatamente a vigilância entomológica para providências de controle vetorial.

Com relação ao atendimento dos paciente ainda há mais ações específicas, como a distribuição do fluxograma de atendimento a todos os profissionais do município; a coleta de exames de sangue, nos casos suspeitos, para sorologia em todas as Unidades de Saúde da Família (USF); a intensificação da educação em saúde nas áreas de risco muito alto e alto, em parceria com a Rede de Atenção Primária (Reap) e Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), e a mobilização da comunidade para participação em mutirões de limpeza.

Mutirão

No último sábado, 16, houve o segundo mutirão de intensificação do controle do Aedes aegypti no bairro Suissa, que teve como ponto de apoio a USF Amélia Leite. A supervisora geral de Campo da 5ª Região, Ademilde Figueiredo Santos, explicou que os agentes vão de casa em casa para tentar mostrar aos moradores a necessidade de sempre estar vigilante em suas próprias residência. “Além disso, essas mobilizações ajudam os bairros que têm poucos agentes, ou seja, reunimos nossos servidores para reforçar ainda mais o trabalho que já é feito diariamente em toda a capital”, frisou.

Ao final do dia, os agentes de endemias visitaram 1088 imóveis do bairro, sendo 581 visitados, 507 fechados, e cinco imóveis com focos identificados. A casa do aposentado Cícero Querino, 69, foi uma das visitadas. “Essa é uma ação muito boa, porque ajuda a evitar mais o mosquito e ainda fiscaliza as casas que deixam água empoçada, principalmente aqui, na região, que tem muito terreno baldio e casas vazias”, relatou.

Para o estudante, João Pedro Araújo Leite de Silva, 15, a mobilização é essencial. “Porque tem gente que não tem responsabilidade suficiente pra limpar a própria residência e agir contra o tipo de mosquito que prolifera uma doença tão perigosa como a zika, que pode gerar deformação em uma criança. Graças a Deus e graças a essa força tarefa dos profissionais da saúde, os casos têm diminuído muito. Eu acho essas visitas imprescindíveis e eficientes”, opinou.