13/02/19 - 00:01:13

CAUSAS PEQUENAS E FÚTEIS

DIÓGENES BRAYNERplenario@faxaju.com.br

O deputado federal Bosco Costa, que já exerceu mandato na Câmara, tem absoluta certeza que nada pode se colocar acima do País e de Sergipe. Mandato é representativo e se acaba ou se renova a cada quatro ano. A disputa pela coordenação da bancada não pode ser encarada como uma questão política. Lógico que não dá para perder posições, mas não se pode fazer de uma simples coordenação sangria desatada.

Bosco Costa e Fábio Reis disputaram a coordenação da bancada de Sergipe. Fábio ganhou por um voto a mais. O certo talvez fosse uma escolha por unanimidade, porque dentro de um segmento representativo do Estado não se pode constar divergências. O Bosco já disse que está em paz com todos, porque o importante é Sergipe. A disputa de uma coordenação é efêmera e sem glamour. Ninguém se destaca porque é coordenador de bancada, seja de qual for o Estado.

Seria milagre se acontecesse, mas uma atuação saudável entre parlamentares federais geraria benefícios para o eleitor que cada um representa, além de buscar caminhos para mudar um Brasil cambaleante, cheio de dúvidas e dívidas, sem credibilidade e que teima em se manter no lamaçal existente no fundo do abismo. As divergências que praticam nas cidades do interior, não podem chegar ao Congresso, porque está em jogo o Estado. O melhor exemplo seria que todos se reunissem para definir ações que beneficiasse Sergipe, independente de quem seja Governo ou oposição.

Mas, esse apelo é pura utopia. O exemplo é simples: Fabio Reis será sempre contra projeto de Gustinho Ribeiro que seja bom para Sergipe. A recíproca é absolutamente verdadeira. Os dois mantêm as divergências arcaicas de Saramandaia e Bole-Bole, mas o povo sergipano, prejudicado, não tem nada a ver com isso. É minúsculo para a grandeza do Estado e do País.

Fábio e Gustinho servem apenas de exemplo dos fatos que acontecem entre uma bancada dividida, frágil e sem influência para beneficiar Sergipe, caso deixe aflorar sempre o rancor incrustado por causas tão pequenas… e fúteis.

ALESSANDRO E A PEC

Políticos de Sergipe começam a querer detonar o senador Alessandro Vieira (PPS), em razão da CPI da Toga, que conseguiu 27 assinaturas e foi suspensa pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

EVALDO DEFENDE

O advogado Evaldo Campos discorda dos comentários sobre Alessandro Vieira, de que “ele quer os holofotes e não conhece o regimento interno do Senado”. Segundo Evaldo, ele não conhece mesmo e deve estar conhecendo agora, “mas isso não o impede de combater a corrupção”.

MODESTA OPINIÃO

Segundo Evaldo, o artigo citado por um ex-senador, diz que não se fará a CPI que vise investigar determinadas atribuições dos juizes, “mas entre essas atribuições não está o cometimento de crimes, não está a venda de sentenças”.

INTERESSES RECÍPROCOS

Para Evaldo a CPI considera que “o arquivamento é por conta de interesses recíprocos. Afinal de contas, no Senado, tem pedido de CPI contra ministros, mas não anda”. Evaldo parabeniza Alessandro e diz: “deixa quem gosta de corrupção dá seus gritos”.

MALES DA PROVÍNCIA

Pelos comentários nas redes e grupo, a iniciativa de Alessandro em pedir a CPI da Toga deixou muita gente que bajula e apoia a corrupção, putíssima da vida. Deixa claro que “quem é novo não pode ousar quando chega”. Males da província.

VISITA A HOSPITAIS

O presidente do Hospital de Câncer de Barretos, Henrique Prata, mais dois médicos vêm a Sergipe dias 12 e 13 de março para visitas a hospitais de Sergipe e, em especial, ao Cirurgia, inclusive com possibilidade de que seja feito um convênio.

CARRETA E PREÇO

O Governo está fazendo uma inspeção da carreta sobre prevenção do câncer, que custa R$ 2,7 milhões para o Estado. Belivaldo Chagas já disse que se houver problemas para reposições de peças, principalmente o mamógrafo, ele não paga.

UM DETALHE…

O mamógrafo da carreta que está para pagar é de marca não conhecida no Brasil e não tem assistência técnicas nem nos EUA: “Sergipe não pode ficar com essa carreta, porque se der problemas de troca de peças ficará sem funcionar e as críticas virão para o Estado”.

FAZENDO CONTAS

O preço de uma nova carreta é de R$ 1,7 milhão, com um mamógrafo que custa 240 mil dólares. A carreta que foi comprada, apesar de custar R$ 2,7 milhões, o preço do mamógrafo sem assistência técnica é de 40 mil dólares. Vale a pergunta: “por que a diferença no preço total?” É isso que será avaliado.

SILVIO DÁ NOTA

Silvio Santos (PT) dá nota 05 à administração de Edvaldo Nogueira em Aracaju, mesmo que já tenha sido seu vice. Faz critica sutil à atual gestão e deixa a ver que o PT prepara chumbo grosso para fazer retornar a Prefeitura da Capital para o partido.

ZEZINHO ESTÁ CALMO

O deputado estadual Zezinho Guimarães (MDB) teve conversa com setores do Governo e está tranquilo e de bem com a base aliada. É a favor até no oposto. Zezinho mantém agora o desejo de mudar de partido com urgência.

PURA FAKE NEWS

O deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) disse ontem que “Zezinho Guimarães é pura fake news”. E continuou: “amigo, aliado, mas não tem nenhuma relação com o PSD”.

SOBRE A CÂMARA

Para Fábio Mitidieri, a Câmara Federal está começando seus trabalhos na prática. Admite que a “tendência é ampliarmos as discussões e começarmos a votar o que é importante para o país”.

PSC E CANDIDATURAS

O deputado Capitão Samuel esteve no mesmo voo ao lado de André Moura (PSC) e dialogaram por toda viagem a Brasília sobre candidaturas a prefeito dos quatro municípios da grande Aracaju.

DISPUTAR MANDATOS

Segundo Samuel, o PSC quer lançar nomes em Socorro, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros e em Aracaju. Inclusive uma equipe de marketing já está sendo contatada para iniciar ações junto aos futuros candidatos do Partido.

DISPUTA DA BANCADA

A escolha do coordenador da bancada federal de Sergipe foi como uma disputa para algum mandato na cidade de Lagarto, entre Gustinho Ribeiro e Fábio Reis. Muitas transações e mudanças repentinas durante a votação.

BELIVALDO PARTICIPA

Teve um momento que foi necessário a interferência do governador Belivaldo Chagas, que entrou em contato telefônico com o deputado João Daniel e os senadores Rogério Carvalho e Maria do Carmo, para que votassem em Fábio.

CONVITE A ROGÉRIO

Gustinho Ribeiro conversou com Rogério Carvalho para ser o coordenador. Ele recusou alegando que era do PT, contra o Governo Bolsonaro e não teria acesso ao Planalto para defender interesses de Sergipe. Muito elogiado por isso.

VALDEVAN É O VICE

Valdevan Noventa iria votar em Fábio, mas ficou com Bosco Costa porque lhe deram a vice-coordenadoria. Fábio Henrique almoçou em Aracaju com Fábio Reis e iria votar nele. Também tomou café da manhã com o parlamentar em Brasília, mas na hora da escolha ficou com Bosco Costa.

BOSCO SEM INFLUÊNCIA

O deputado federal Bosco Costa diz, via telefone, que não teve interferência de ninguém e que os quatro votos que recebeu foram todos dele. Disse que Belivaldo atuou em favor de Fábio Reis, “mas isso não importa porque não faço política com o fígado”.

Nos grupos sociais

///Consulta para grupo – Segundo informa o portal UOL, o aplicativo WhatsAap vai implementar função e passará a testar um recurso que impede que qualquer cidadão seja adicionado em grupos sem a sua permissão. Essa era uma função mais pedida por usuários do aplicativo há muitos anos.

///Quanto sofrimento – O deputado e radialista Gilmar Carvalho (PSC) retoma sua pré-campanha à Prefeitura de Aracaju. Publica que prefeito tem que estar “sempre” no meio do povo, mesmo que seja criticado. Ontem, Gilmar Carvalho esteve no Loteamento Mangabeiras, em Socorro. “Meu Deus, quanto sofrimento”!

///Repasse da Kandir – A área técnica do TCU entende que não há mais obrigação dos repasses da lei Kandir. O entendimento é bomba para os governadores, que vêem nessa compensação uma fonte de dinheiro novo e negociam com Rodrigo Maia aumento dos atuais R$ 3 bi para R$ 8 bi em troca de apoio à reforma.

///Movimentos sociais – Rogério Carvalho (PT) assina documento para criação da Frente Parlamentar em Defesa da Democracia e Direitos Humanos. “Esta sempre foi nossa bandeira! Ainda mais no momento em que vimos ameaças de retrocesso da democracia. Vamos lutar e impedir qualquer criminalização de movimentos sociais”!

///Corte de patrocínio – Segundo o site “247”, a Petrobras vai cortar todos os patrocínios para cinema e teatro. É a principal fomentadora de incentivo à cultura do país. Sem informar o montante a ser cortado, o presidente da estatal, Roberto Castelo Branco disse que vai focar os patrocínios nos projetos de “educação infantil”

///Diz o Estadão – “Ministros do STF atuaram nos bastidores para que o Senado recuasse da abertura de uma CPI para investigar o “ativismo judicial” em tribunais superiores. Apelidada de “Lava Toga”, a CPI era um pedido do senador Alessandro Vieira, de Sergipe, mas foi enterrada após três senadores retirarem o apoio.

Conversa

Em debate – A ex-deputada Ana Lúcia participou dos debates sobre as realizações do PT durante suas gestões no município de Aracaju e estado de Sergipe.

Subtenente Edgard – impressiona-me a agilidade de todos os órgãos de fiscalização do país, depois que acontece às catástrofes, eles fiscalizam na velocidade de um raio.

Por que medo? – Quem explica tanto receio por uma CPI se há certeza de que não existe nada de errado nas instituições?

Mais um fórum – Belivaldo Chagas viaja na segunda-feira para reunião preparatória em Brasília, de mais um Fórum dos governadores, que se realiza na terça-feira.

Para prefeito – Em enquête realizada num dos grupos do WhatsApp, o advogado João Fontes tem votos declarados a prefeito de Aracaju. Será?

Não falou – O deputado federal Bosco Costa (PR) diz que conversou com o ex-senador Eduardo Amorim, mas em nenhum momento falou sobre a coordenação da bancada.

Ordem de Serviço – “A tática de assinar Ordem de Serviço em ano que antecede a eleição é uma estratégia velha”, lembra a vereadora Emília Correa.

Boechat e Veruska – Ayres Britto: “O amor dos dois foi tão intensamente à primeira vista quanto de tamanho a perder de vista”.

Militares decidem – Não é bem o Bolsonaro que decide sobre os militares. São os militares que decidem sobre o Bolsonaro