Aracaju, 1 de agosto de 2021

A pandemia e o alerta para os cuidados com a saúde mental

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Para a psicóloga  Tatiana Vasconcelos, desenvolver a empatia é algo fundamental para a saúde mental.

A pandemia do novo coronavírus mudou as relações sociais em todo o mundo. O isolamento social transformou as formas com que as pessoas se relacionam e o dia a dia de toda a população. Com isso, a preocupação e o alerta para os cuidados com a saúde mental se tornou uma constante.

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os casos de depressão aumentaram 90%, e o número de pessoas que relataram sintomas, como crise de ansiedade e estresse agudo, mais que dobrou entre os meses de março e abril do ano passado.

“O estresse é uma doença que tem consequências para nossa saúde de modo global, podendo gerar outros tipos de adoecimentos decorrentes do estresse. A partir dos dados, percebemos a importância dos cuidados com a saúde mental em uma perspectiva da população geral. Isso também sinaliza a necessidade de políticas públicas voltadas para a questão da saúde mental” declara a professora do curso de Psicologia da Universidade Tiradentes, Tatiana Vasconcelos.

“De fato, foi um ano muito difícil e que sinaliza para gente que não é possível ter saúde, vivendo sozinho e em situações de relações e relacionamentos precários. Cultivar bons relacionamentos e o respeito nas relações e o cuidado uns com os outros é fundamental para nossa saúde psíquica”, acrescenta.

“Quando nós não vivemos relações satisfatórias, possuímos muitos conflitos e não conseguimos expressar para o outro, por meio de uma comunicação positiva, saudável, satisfatória, aquilo que sentimos e necessitamos e também quando não conseguimos ouvir, isso prejudica a nossa saúde de um modo geral”, enfatiza.

Para a professora, desenvolver a empatia é algo fundamental para a saúde mental. “O processo de se autoconhecer, identificar aquilo que sente e o que espera do outro, além de desenvolver a empatia é muito relevante. É importante colocar-se no lugar do outro, tentar ver o mundo como aquela outra pessoa está vendo, no contexto da situação de vida da outra pessoa é algo fundamental para a saúde mental e para a saúde nas relações também”, finaliza.

Assessoria de Imprensa

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