Aracaju, 3 de agosto de 2021

Em operação contra golpe com prejuízo de quase R$ 300 mil, Polícia Civil prende três pessoas suspeitas no RS e em SC

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

O Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) deflagrou uma operação que resultou na prisão de três envolvidos no golpe do bilhete premiado em Sergipe. As detenções ocorreram no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As vítimas do golpe, geralmente, são idosos. Os suspeitos foram identificados como Daniel Menezes Dornelles, Daniel Baldo da Silva e Lucas Flores. A ação policial contou com o apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e da Paraíba e da Polícia Militar de Santa Catarina. A última prisão ocorreu numa praia catarinense, no domingo, 14.

De acordo com a delegada Lauana Guedes, o golpe é antigo, mas continua fazendo vítimas em todo o país. “É um golpe antigo, que remonta ao século XIX, mas que ainda gera muitas vítimas. Em Aracaju, quatro pessoas foram vítimas desse golpe. Eles tiveram prejuízos entre R$ 100 mil a R$ 300 mil. Fizemos um trabalho de campo, captamos imagens e, posteriormente, foi feito o reconhecimento fotográfico desses suspeitos. Representamos pela prisão preventiva e as decisões judiciais foram expedidas”, detalhou.

Lauana Guedes destacou que um dos suspeitos, o Lucas Flores, possuía mandados de prisão expedidos em cinco estados – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Sergipe e Paraíba. As investigações continuam para prender outros envolvidos na prática desse crime. Um quarto integrante do grupo criminoso foi identificado como Wagner Parnoff. Informações e denúncias sobre a localização dele podem ser repassadas por meio do Disque-Denúncia (181).

Golpe do bilhete premiado

A delegada explicou que os golpistas abordam as vítimas, na maioria das vezes idosos, em bairros nobres, e as convencem de que estão com um bilhete premiado, mas que não podem ou não possuem condições de resgatar o dinheiro. “Um suspeito aborda a vítima e se passa por uma pessoa humilde. De posse de um papel, que o golpista diz ser um bilhete premiado, pega algumas informações. Nesta cena, aparece um segundo golpista, que diz ter ouvido a conversa, e simula querer ajudar”, revelou.

Em seguida, outro suspeito entra em cena para a continuidade do golpe, conforme realçou Lauana Guedes. “Ele chega a ligar para uma terceira pessoa, que seria outro golpista, coloca no viva voz e pergunta se o bilhete é realmente premiado. Com a resposta, eles conseguem convencer a vítima a se deslocar a uma agência bancária, sacar uma quantia em dinheiro e transferir, com a promessa de que vai ficar com o bilhete, já que o primeiro golpista não poderia ficar”, pontuou.

Fonte e foto SSP

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Leia também

UFS registra média anual de quase 19 pedidos de patentes desde 2011
PL inclui surdo unilateral nas cotas para deficientes em concursos públicos
Eduardo participa de solenidade para cidade mais sustentável
“O PSB se organiza para ser mais uma vez protagonista”, afirma Valadares Filho