Aracaju, 3 de agosto de 2021

Primeira maternidade municipal de Aracaju poderá realizar até 500 partos por mês

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A Prefeitura de Aracaju está construindo, no bairro 17 de Março, a primeira maternidade pública municipal, equipamento que integrará a rede de saúde do Município e terá capacidade para realizar até 500 partos por mês. A obra, cujo projeto está 70% executado, é resultado de um investimento superior a R$17 milhões.

A estrutura contará com dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva neonatal  (UTIn); dez leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo); cinco leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa); 50 alojamentos conjuntos (mãe e bebê agrupados); duas salas cirúrgicas com três leitos de recuperação pós anestésica; três leitos de cuidados intermediários; dois leitos de estabilização; nove leitos de aplicação de medicação e observação; e oito quartos PPP (pré-parto, o parto e o pós-parto).

A proposta da primeira maternidade municipal é garantir atendimento humanizado e qualificado aos aracajuanos que vivem em bairros como o próprio 17 de Março, mas também Santa Maria, São Conrado, Atalaia, Coroa do Meio, Aeroporto, Farolândia e toda a Zona de Expansão.

A própria escolha do local onde a unidade histórica está sendo construída leva em consideração uma demanda social da localidade, de forma a garantir àqueles que mais necessitam do poder público acesso a um tratamento digno, sobretudo às gestantes e seus filhos.

“É uma maternidade muito importante. Além de ser a primeira maternidade municipal, vai trazer um conceito materno-infantil diferente, mais humanizado, em que as mulheres vão poder escolher o seu parto humanizado, de forma mais próxima do natural, com menos partos cesáreos, mais partos normais, com a possibilidade de termos os pais alojados, esperando a alta dos filhos. Nosso objetivo é que ela venha a atender a necessidade e também respeite o desejo da família, olhando por ela inteiramente, não só o físico, mas o emocional e psicológico, tão essenciais para um processo de parto e atendimento tranquilos”, explica a secretária da Saúde, Waneska Barboza.

A maternidade começou a ser erguida em abril de 2019, após a reformulação do projeto inicial, de 2012. “De lá para cá, houve mudança de legislação e, como esse recurso seria perdido, já que o projeto ficou parado nos anos seguintes, a nossa equipe precisou entrar em contato com o Ministério da Saúde, refazer todo o projeto, passar novamente pelo Governo Federal, ser aprovado e, somente depois disto, começamos a executar. Essa é uma obra que jamais poderia deixar de ser feita”, ressalta Waneska.

Conforme o cronograma da Prefeitura, a obra será finalizada em meados deste ano, com previsão de entrega até o mês de julho. “Por conta da pandemia, o cronograma teve que ser revisto e houve um pequeno atraso na obra. No entanto, os trabalhos estão sendo agilizados para cumprir, o quanto antes, o compromisso de entrega da maternidade. Após a obra em si, teremos um período de transferência de equipamentos, de mobiliário e, em seguida, faremos a entrega à população com toda a estrutura necessária para funcionamento pleno”, destaca a secretária.

A região onde a maternidade está inserida é uma das mais populosas da cidade. Somente no ano em que a maternidade começou a ser construída, de acordo com dados da SMS, nos bairros 17 de Março, Santa Maria, São Conrado, Atalaia, Coroa do Meio, Aeroporto e Farolândia, nasceram mais de dois mil bebês, sem contar as demais localidades da Zona de Expansão, sendo que, apenas no bairro onde a maternidade está sendo erguida e no Santa Maria, foram 838 nascidos.

Assim, o projeto proporcionará o desafogamento de outras maternidades da capital. Aliado a isso, algumas das possibilidades que vêm sendo estudadas é de realizar os partos com doulas, de haver a participação do parceiro da gestante, quartos com banheiras para facilitar o movimento do parto buscando uma operação mais saudável e tranquila possível. Desta forma,  o parto cesáreo será feito somente se, de fato, houver uma indicação médica.

Foto André Moreira

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