Aracaju, 1 de agosto de 2021

Rogério Carvalho faz requerimento para pedir explicações a diretor chefe da PF sobre depoimento forjado na Lava Jato

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O pedido foi encaminhado à CCJ para esclarecer uma possível falsificação de depoimento assinado pela delegada Erika Marena

Na última segunda-feira, 22 de fevereiro, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou que uma delegada da Polícia Federal teria forjado um depoimento de uma testemunha na operação Lava Jato sem que ela tivesse sido ouvida. A descoberta da fraude foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de novos diálogos encaminhados da operação Spoofing.

“Mensagens apontam a existência de termos de depoimentos de delatores que foram forjados, fabricados — de forma contumaz —, no intuito de atender a interesses da Lava Jato”, alegaram os advogados Cristiano Zanin, Valeska Teixeira Martins, Maria de Lourdes Lopes e Eliakin Tatsuo dos Santos na petição.

Diante da gravidade dos fatos, o senador Rogério Carvalho (PT/SE) apresentou hoje (01), um requerimento de informação no Senado Federal onde pede explicações ao diretor-chefe da PF sobre a situação que envolve a delegada Erika Marena.

“A Polícia Federal tem sido protagonista em diversas ações que mexem com a estrutura institucional do Brasil. E sempre teve autonomia para isso! Agora, na possibilidade de perversão da estrutura policial para outros fins, de interesse político e pessoal, a situação precisa de esclarecimento. ”, pontuou o senador petista.

No pedido, também há a necessidade de esclarecimento sobre a estrutura de controle interno da Polícia Federal. Veja o trecho do documento encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça:

“Ao longo de sua história, a Polícia Federal tem sido protagonista de diversas operações de relevo no cenário nacional, cujos desdobramentos chegam a repercutir em alicerces da organização institucional de nosso país.

Dessa maneira, faz-se importante o esclarecimento aos cidadãos, por meio de seus representantes eleitos, sobre os mecanismos que organizam a atuação da instituição – bem como sobre as estruturas de controle interno da Polícia Federal.

Por meio desse conhecimento, o Senado Federal poderá, além de trazer luz sobre o importante funcionamento das operações policiais, atuar para a melhoria do arcabouço legal que rege a atividade da instituição.

Contamos, portanto, com o apoio dos nobres colegas da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania à aprovação do presente requerimento de convite ao Diretor Geral da Polícia Federal para comparecer ao Plenário do Colegiado.”

Erika Marena foi a delegada responsável pela operação Ouvidos Moucos que prendeu o reitor Luiz Carlos Cancellier, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e que se suicidou depois da humilhação pública com acusações de corrupção na universidade.

Dois meses depois da morte do reitor, a delegada foi designada para ocupar a Superintendência Regional de Polícia Federal de Sergipe em dezembro de 2017. Ao final de 2018, foi escolhida por Sérgio Moro para chefiar o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça.

O próprio Ministério da Justiça investigou sua participação na prisão e suicídio do reitor Cancellier e decidiu arquivar a sindicância contra ela, por falta de provas. Com a saída de Sérgio Moro, acabou exonerada em junho de 2020.

SOBRE OS DIÁLOGOS

Nos diálogos, os procuradores da Lava Jato revelam que Erika praticou uma falsificação. Pensando atender a pedidos dos procuradores, Erika criou um falso termo de depoimento, simulando ter ouvido a testemunha com escrivão e tudo, “quando não ouviu nada”.

A constatação consta de diálogo mantido entre os procuradores Deltan Dallagnol e Orlando Martello Júnior em janeiro de 2016. Nele, eles relatam o que contou a delegada da Polícia Federal.

“Como expõe a Erika: ela entendeu que era pedido nosso e lavrou termo de depoimento como se tivesse ouvido o cara, com escrivão e tudo, quando não ouviu nada… Dá no mínimo uma falsidade… DPFs são facilmente expostos a problemas administrativos”, disse Deltan.

Orlando Martello Júnior mostra preocupação com a possibilidade de esses problemas administrativos levarem ao descrédito da força-tarefa de Curitiba. Diz que “se deixarmos barato, vai banalizar”.

Então propõe uma saída: “combinar com ela de ela nos provocar diante das notícias do jornal para reinquiri-lo ou algo parecido. Podemos conversar com ela e ver qual estratégia ela prefere. Talvez até, diante da notícia, reinquiri-lo de tudo. Se não fizermos algo, cairemos em descrédito”.

O diálogo segue na mensagem de Martello Júnior a Deltan Dallagnol: “O mesmo ocorreu com Padilha e outros. Temos q chamar esse pessoal aqui e reinquiri-los. Já disse, a culpa maior é nossa. Fomos displicentes!!! Todos nós, onde me incluo. Era uma coisa óbvia q não vimos. Confiamos nos advs e nos colaboradores. Erramos mesmo!”, diz.

Fonte e foto assessoria

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