Aracaju, 20 de abril de 2024
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Fecomse alerta sobre prejuízos financeiros e sociais acumulados pelos trabalhadores

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A Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe (Fecomse) alerta sobre as perdas salariais e sociais acumuladas nos últimos anos pelos trabalhadores e trabalhadoras do setor e lamenta a falta de interesse do patronato em avançar nas negociações das Convenções Coletivas de Trabalho.

Segundo o presidente da Fecomse, Ronildo Almeida, com essa atitude a classe empresarial demonstra total descaso pelos comerciários e comerciárias e pelo importante papel da categoria para o crescimento da economia. “A situação dos trabalhadores é bastante crítica, com acúmulo de prejuízos financeiros e sociais que vêm desde antes da pandemia e que foi agravado agora com a crise sanitária”, explica.

“Desde o começo da pandemia do coronavírus, estamos na linha de frente, com companheiros que se arriscam para manter os serviços funcionando. Muitos trabalhadores e trabalhadoras foram contaminados, convivem diariamente com o medo de pegar o vírus, não podem fazer o isolamento social porque precisam trabalhar, e, na hora em que buscam garantir os seus direitos, não são valorizados e respeitados”, ressalta Ronildo Almeida.

Segundo o presidente da Fecomse, além das perdas financeiras, há um processo de pressão muito grande com os novos tipos de contrato, metas a cumprir, acúmulo de função e aumento de jornada de trabalho. “Nos dias de hoje, quando se fala tanto em entendimento, em respeito, é uma vergonha esse tipo de exploração. Exigem tanto sacrifício da classe trabalhadora e tão pouco oferecem”, avalia Almeida.

“Temos data-base em janeiro e maio, e alguns ramos patronais, liderados pelo deputado federal Laércio Oliveira, já há algum tempo têm negado direitos dos trabalhadores. É um péssimo exemplo para um relacionamento, no mínimo respeitoso, entre o capital e o trabalho. É triste e preocupante esse tipo de atitude do patronato”, lamenta Ronildo Almeida.

O dirigente da Fecomse analisa que a situação só não é pior devido à firme atuação dos trabalhadores e das suas entidades representativas, que lutam pela manutenção dos direitos existentes e novas conquistas.

“Esperamos mais respeito pela mão-de-obra comerciária, que gera impostos e riquezas para o Estado.  Esperamos que nossos pleitos e necessidades sejam respeitados, não como um favor, mas como pagamento pelo trabalho efetivo que realizamos. É preciso urgentemente que negociemos nossa pauta, com reajuste salarial e melhores condições de trabalho”, defende Ronildo Almeida.

Por Tereza Andrade

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