Aracaju, 31 de julho de 2021

Rogério Carvalho fala sobre sucessão, quer disputar Governo, mas com apoio de Belivaldo

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Por Diógenes Brayner

Pré-candidatos a governador de Sergipe em 2022 deram uma pausa absoluta em conversas públicas sobre eleições. O assunto em pauta é o aumento de casos e de mortes provocadas pelo coronavirus e a forma de conter a pandemia. Os hospitais estão à beira de um colapso, os médicos exaustos e a desobediência popular deixou o Estado tenso e que agora atua com firmeza possível em novas medidas mais duras, e na vacinação da população.

Algumas medidas mais fortes serã adotadas nesta segunda-feira (15), embora um grande número de pessoas defenda o lockdown. Variantes do coronavirus começam a atingir a pessoas de 25 a 40 anos, enquanto parte dos idosos está amparada em razão do uso da vacina. Todas as conversas giram em torno de proteger a população da contaminação rápida, seguida de óbito, apesar de ter de enfrentar uma maioria que não acredita na pandemia e se aglomera em festas clandestinas. A situação é difícil.

Esses pré-candidatos, entretanto, não cessaram de fazer reuniões com lideranças políticas da Capital e Interior, inclusive inter-partidárias, para fortalecer legendas e buscar a formação de blocos políticos para a disputa das eleições do próximo ano. Esses encontros são em residências e tratam exatamente de um pleito que será muito difícil, principalmente para deputados estadual e federal, em razão da legislação que acaba com a proporcionalidade.

Decisão provoca mudança – A surpreendente decisão do ministro Edson Fachin, tomada na terça-feira passada, de anular as condenações de Lula relacionadas à Operação Lava Jato, mudou o cenário político nacional, porque devolveu a Lula da Silva os direitos políticos e o habilitou a disputar o mandato de presidente da República em 2022, mesmo que a decisão final ainda tenha que ser revista pelo plenário do STF e precisa do desempate da reunião que favoreceu o petista.

Imediatamente, apesar do crescimento da pandemia, o movimento político retornou com ênfase para a candidatura Lulista, o ex-presidente fez pronunciamento, e a esquerda, em todo o Brasil, invadiu as redes sociais e praticamente pôs “Lula em um palanque”, já “em segundo turno com Bolsonaro”, que se mostrou acuado. O senador Rogério Carvalho (PT), de Sergipe, esteve à frente desse movimento usando o Twitter e iniciando uma campanha de combate à Pandemia, favorável à vacinação em massa e contra a irresponsabilidade do Governo Bolsonaro em não ter sido eficiente no combate ao coronavirus.

Encontros em Sergipe – Rogério Carvalho veio a Sergipe, onde realizou reunião com lideranças petistas na sexta-feira. Jamais escondeu que seria candidato a governador do Estado, pela base aliada, junto com mais quatro 0utros políticos. Aproveitando a euforia do momento, Rogério Carvalho corretamente conversou com lideranças políticas da Capital e Interior, e falou sobre a sua ainda provável candidatura e a deseja pela base aliada ao Governo Belivaldo Chagas (PSD), que decide pela aliança.

Dos demais prováveis candidatos a governador da base aliada, apenas um já deixou claro que não vai para a disputa: prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), que está animado com o trabalho que realiza em Aracaju, que tem aceitação do povo e o credencia para qualquer outro mandato em 2026. Edvaldo tem projeto ousado de ampliação da Zona de Expansão, revitalização do Centro e ação em todos os bairros, além do trabalho que realiza no combate à pandemia, com a organização na vacinação.

Apesar de já ter confidenciado a aliados, amigos e até familiares da sua decisão de concluir o seu trabalho, uma enquete feita sobre a imagem política de Edvaldo Nogueira revelou que ele “saiu-se bem em Aracaju, mas não no interior”. Independente disso, o prefeito já havia decidido concluir o mandato, mas terá voz na formação da chapa majoritária da base aliada para 2022.

Conversas confirmam – O senador Rogério Carvalho, nas conversas que teve em Aracaju, também neste final de semana, confirma candidatura a governador, mantendo sempre que a sua decisão passará pela vontade do governador Belivaldo Chagas (PSD), com quem vai conversar no momento adequado: “quero ser o indicado de Belivaldo com o apoio de todo o grupo”, foi o que disse inclusive ao ex-deputado Heleno Silva (Republicanos), depois de dois encontros que teve com ele esta.

Aliados de Rogério, inclusive da base e do PT, apostam que ele não será o nome de Belivaldo para sucedê-lo, apesar de sua boa atuação política. A dissidência ocorrida nas eleições de 2020, divergências da base com o PT e uma crise política que envolve a primeira dama, Eliane Aquino (PT), são sinais de que o bloco não apoiará uma candidatura do PT, principalmente o PDT, embora não haja definição.

Mesmo assim, algumas lideranças dizem que Rogério será candidato a governador de qualquer maneira, com o ex-presidente Lula sendo ou não candidato a presidente da República, mas pelo fortalecimento do seu nome em Sergipe, diante da sua atuação no Congresso e pelo seu estilo para a formação de um grupo que o apoie, que possa ser de oposição, mesmo que o senador Alessandro Vieira (Cidadania) também dispute a sucessão estadual, com o mesmo bloco que esteve com Danielle Garcia nas eleições municipais do ano passado.

Todo esse movimento vem ocorrendo durante conversas de bastidores, que não chega “aos salões”, em razão de outros pré-candidatos não se pronunciarem. Em Brasília, por exemplo, houve um encontro rápido do deputado federal Fábio Mitidieri e o ex-deputado André Moura. O assunto sobre eleições em 2022 não deixou de ser ponto à mesa.

Há um detalhe: até o momento apenas o advogado Emanoel Cacho diz que é candidato ao Senado pelo PSDB em uma provável aliança com o DEM e apoio da senadora Maria do Carmo, que nega candidatura ao Senado. Nenhum dos pré-candidatos ao Governo trata sobre a formação de chapa majoritária, mas um nome é unanimidade entre lideranças de todos os blocos e prováveis candidatos a governador: “o ex-deputado federal André Moura (PSC) é o candidato ao Senado que fortalece e pode levar à vitória qualquer chapa”. O trabalho de André como deputado federal, que trouxe emendas a Prefeituras de Sergipe sem radicalizar com posições partidárias dos prefeitos, o colocou nessa posição de preferência para o Senado.

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