Aracaju, 1 de agosto de 2021

Prefeitura de Aracaju já aplicou mais de 100 mil doses de vacina contra covid-19

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A logística empregada pela Prefeitura de Aracaju durante a campanha de vacinação contra covid-19, coordenada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), fez com que a capital sergipana chegasse a 104.305 doses aplicadas e um total de 84.643 pessoas já imunizadas, conforme os dados atualizados na noite de quarta-feira (7).

Atualmente, Aracaju trabalha com dois imunizantes: CoronaVac e AstraZeneca. Do início da campanha até o momento, a Prefeitura recebeu 91.310 doses referentes à primeira dose e 35.240 destinadas à segunda dose. Assim, já foram aplicadas 92,69% (84.643 pessoas) das doses para a primeira e 55,79% (19.662 pessoas) para a segunda dose.

“Com esses números, Aracaju já conseguiu vacinar 12,73% da população. Esse dado é superior, inclusive, à média nacional, que é de 10,13% da população. Conseguimos chegar a esse número ainda com que as dificuldades, por exemplo, de chegada de novas doses. Dependemos do encaminhamento de vacinas por parte do Governo Federal e, quando chega, agilizamos o processo, ampliando o público que pode receber a vacina. Para que a vacinação seja otimizada, adotamos uma logística que conta com diversos pontos de vacinação, como o drive-thru, 32 Unidades Básicas de Saúde e os pontos fixos. Além dos locais de vacinação, ainda ofertamos a vacinação durante os finais de semana, ou seja, de domingo a domingo”, destaca a secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza.

De acordo com o atual número de doses recebidas, a SMS pode atender uma soma significativa de pessoas e, hoje, a campanha já vacina idosos de 63 anos ou mais, idosos institucionalizados, pessoas em situação de rua, quilombolas, trabalhadores de forças de segurança e deficientes permanentes.

“Temos visto, em todo o Brasil, o aumento do número de casos de covid-19 e a única forma de barramos efetivamente o alastramento da pandemia é justamente com a vacina. Não existe outro caminho. Por isso, nosso esforço em garantir uma logística otimizada, a disponibilização imediata de vacinas, assim que temos acesso a elas. Infelizmente, ainda não chega a Aracaju um grande quantitativo de vacinas, mas nosso foco é trabalhar para ofertar à população o que temos à disposição e de maneira rápida”, salienta Waneska.

Período de intervalo

Os números referentes, sobretudo, à aplicação da segunda dose, dizem respeito também, ao período de intervalo de uma dose para a outra, o que depende de cada imunizante.

Na imunização feita com a vacina CoronaVac, o intervalo entre as duas aplicações deve ser entre 21 e 28 dias. Já a vacina AstraZeneca tem um intervalo de 90 dias, entre a primeira e segunda dose. Na capital, ficou pactuado junto ao Ministério da Saúde, o intervalo de 21 dias para a administração das duas doses da CoronaVac e mantido o intervalo da outra fabricante.

Aproveitamento de doses

De acordo com a secretária, o Ministério da Saúde preconiza que 20% de perda é aceitável, “mas nós entendemos que, diante do cenário que estamos vivendo, qualquer perda é dolorosa, é uma pessoa a menos que deixa de tomar a vacina”, ressalta.

Cada frasco possui dez doses do imunizante, o qual, após aberto, tem um período máximo de utilização. A vacina da AstraZeneca deve ser utilizada em até seis horas. Já a da CoronaVac tem período de utilização de até oito horas.

Assim que o frasco é aberto, é anotado o horário e é iniciado o processo de controle, que consiste em acompanhar a utilização das doses. Caso fique verificado que não há demanda para aplicação de todas as doses, o frasco é prontamente remanejado para outra unidade, que pode ser o drive, ou outra Unidade Básica de Saúde (UBS) de maior movimento.

O trabalho é minucioso, exige todo um planejamento das equipes que têm como objetivo afzer que todas as doses sejam aplicadas.

“Outra coisa que fazemos quando vamos distribuir as vacinas é observar nas unidades básicas o número de pessoas naquela faixa etária ou público que tem naquela unidade, às vezes tem só dois idosos, por exemplo. Então, pra evitar abrir uma ampola que tem dez doses, e só vacinar duas pessoas, depois perder oito, a gente pede que os gerentes possam agendar a vacina desses idosos”, pontua Waneska Barboza.

Foto: Marcelle Cristinne

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