27/05/21 - 16:36:08

Segundo psicóloga, abuso sexual infantil deve ser abordado com as crianças

Em 2019, o Brasil registrou 17 mil ocorrências de violência sexual contra crianças e adolescentes, de acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Destes casos, 73% dos abusos são realizados por pessoas de confiança da família ou cuidadores. Sem instrução e sem saber direito o que acontece, muitas vezes a criança ou adolescente se cala e não pede ajuda.

“Crianças que passam por uma situação de abuso vivem um grande trauma que levam para toda sua vida. Muitas se sentem culpadas pela situação. Esse é um assunto urgente para ser debatido não só entre os adultos, enquanto sociedade, mas também com nossas crianças. A conscientização é um dos principais caminhos para o combate e prevenção ao abuso sexual infantil”, declara a Psicóloga e Coordenadora do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicopedagógico (NAAP) da Estácio, Greice Carvalho.

O diálogo pode ser abordado com crianças de qualquer idade, utilizando a linguagem adequada para cada fase, como explica a profissional: “O abuso sexual infantil é um tema delicado e muito importante de se falar, discutir e difundir em todas as faixas etárias. A prevenção, o diálogo sincero e lúdico são as melhores formas de lidar com as crianças, independentemente da idade, numa fala que ela compreenda. Precisamos mostrar e conversar sobre a diferença de um toque que simboliza afeto e aquele que é abusivo”.

Como auxiliar uma criança

A atenção às crianças é o primeiro passo para a proteção. Principalmente as crianças menores, que ainda não desenvolveram plenamente suas habilidades de comunicação verbal, se comunicam através do corpo, de desenhos, de brincadeiras, do comportamento. “Precisamos estar atentos aos sinais. Quando uma criança demonstra sinais de frequente tristeza ou tristeza aguda, medo, vergonha excessiva, agressividade, interesse por temas sexuais além do esperado para sua faixa etária, são indícios que podem apontar algo de abuso”, explica Greice.

Além de observar de forma atenta, precisamos ouvir essas crianças quando elas verbalizam uma agressão, abuso ou situação suspeita. “As crianças de alguma forma demonstram que está acontecendo algo e nosso papel de adulto é proteger e acreditar nessa criança. O excesso de cuidado neste sentido não é exagero. Se há uma desconfiança, precisamos buscar um atendimento e poder lidar com o abuso.

Fonte e foto assessoria