Aracaju, 4 de agosto de 2021

NECROPAPILOSCOPIA FORENSE IDENTIFICA CORPOS POR IMPRESSÃO DIGITAL NO IML

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A Necropapiloscopia Forense é uma área pericial que trata da identificação humana em cadáveres por meio de impressões digitais. A Necropapiloscopia faz a identificação de cadáveres de forma científica. O processo tem início assim que um corpo de identidade desconhecida chega ao Instituto Médico Legal (IML). A área atua na busca pela identificação da vítima, por meio de consultas documentais e coleta de impressões digitais, que são confrontadas com os registros obtidos em vida, com o objetivo de chegar aos familiares e fazer a entrega do corpo.

Antes dos corpos serem sepultados, todos foram devidamente registrados no banco de dados com coletas digitais, fotografias e coleta de materiais biológicos para o caso de, no futuro, algum familiar queira confrontar algum parente com suspeita de estar morto. O trabalho dos profissionais do IML é silencioso e invisível, mas de extrema relevância, pois a identificação de cadáveres auxilia as famílias que estão em busca de um ente desaparecido, fornecendo uma resposta aos familiares.

A papiloscopista Elileina Gois explicou que a Necropapiloscopia atua na missão de identificar as vítimas de forma objetiva. “O trabalho do necropapiloscopista consiste em fazer a identificação de cadáveres que estão no IML. Essa identificação ocorre a partir do momento em que o cadáver adentra o instituto e o papiloscopista especialista na área faz a coleta das impressões digitais, buscando saber se a vítima tem parentes e documentos com impressão digital”, detalhou.

Elileina Gois destacou que, nesse processo de busca pela identificação dos corpos, a coleta das impressões digitais é fundamental para a comparação com os registros que foram gerados em vida, possibilitando chegar à identidade da vítima. “Após a coleta das impressões digitais, busca-se esses documentos, faz-se o confronto e, tendo a certeza através de inquérito científico, que aquela vítima é a pessoa que consta na digital, é feita a identificação necropapiloscópica”, esclareceu.

Além de possibilitar a identificação das vítimas, é possível verificar a causa da morte e fornecer subsídios às investigações policiais que, porventura, estejam apurando um crime que tenha ocasionado a morte. Elileina Gois também revelou que, na busca pela identificação do corpo, o IML também faz a procura pelos familiares da vítima.

“Quando um corpo adentra o IML sem nenhum documento e que nenhum familiar reclamou, os papiloscopistas lotados na instituição fazem buscas para tentar identificar essa vítima. Vão ao local, buscam familiares, fazem ligações, além de coleta e inserção em sistema a nível nacional. Fazemos todo o trabalho investigativo a fim de poder dar dignidade à família para poder sepultar seu ente”, salientou.

Segurança

O diretor do IML, Vitor Barros, evidenciou que o processo da necropapiloscopia traz mais segurança na identificação de um corpo do que o reconhecimento facial. “Antes do trabalho dos papiloscopistas do IML, o corpo era entregue à família apenas com o reconhecimento facial. Mas o reconhecimento facial é falho. Os familiares se agarram à esperança e, inconscientemente, atribui ao ente querido, mesmo não sendo. A identificação pelas impressões digitais é totalmente segura. Uma vez que, o confronto das digitais tendo resultado positivo, é praticamente impossível que seja outra pessoa. Cada digital tem uma série de pontos que, quando correlacionados, estatisticamente se torna impossível que duas pessoas tenham a mesma digital”, elucidou.

Atendimentos do IML em 2020

O Instituto Médico Legal (IML) no ano de 2020 realizou 7.732 perícias, sendo 1.942 cadavéricos e 5.790 referentes a lesão corporal, corpo de delito, violência sexual, custodiados e do seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (DPVAT). Em novembro do ano passado, 27 corpos sem identificação foram sepultados, alguns já estavam no IML há mais de três anos.

Fonte e foto SSP

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