Aracaju, 18 de outubro de 2021

Alunos e professor de escola pública em Umbaúba são finalistas em feira de ciências

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A equipe do Colégio Estadual Prefeito Anfilófio Fernandes Viana está entre as melhores da Feira Brasileira de Jovens Cientistas, pelo segundo ano consecutivo.

O projeto Tecnologia Alternativa e Sustentável no Combate à Mosca-negra-dos-citros (Aleurocanthus woglumi Ashby – Aleyrodidae), desenvolvido pelos alunos Alisson Souza da Cruz e Paulo Souza dos Santos, sob a orientação do professor Pedro Ernesto Oliveira da Cruz, é finalista da Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC) na categoria Ciências Agrárias. Em 2020, a mesma equipe foi finalista com o projeto “Das Grandes Navegações à Atualidade: As Especiarias Aguçando os Sentidos”.

A equipe é do Colégio Estadual Prefeito Anfilófio Fernandes Viana, localizado na cidade de Umbaúba, no território Sul sergipano e participará da programação da FBJC no período de 23 a 27 de junho, no ambiente virtual do evento. Considerada uma das maiores feiras de iniciação científica do país, a equipe apresentará o projeto no dia 26 de junho, das 13h30 às 16h30, para que a banca examinadora possa premiar os melhores do país, em cerimônia a ser realizada no dia 27 de junho.

Em maio de 2021, o mesmo projeto foi premiado em três categorias na 19ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) 2021, quando recebeu os prêmios de Defesa Civil do Estado de São Paulo, Destaque Unidades da Federação (Sergipe) e também na categoria Ciências Agrárias, em 4º lugar.

De acordo com o professor Pedro, que leciona a disciplina de Química, o projeto teve como objetivo avaliar uma alternativa barata, eficaz e sustentável para o combate à mosca-negra-dos-citros, praga que tem aterrorizado os citricultores do estado de Sergipe. “Surgiu do questionamento dos estudantes em encontrar uma solução para o problema que os seus pais, amigos e vizinhos enfrentam na comunidade, pois o controle químico da praga é realizado por meio de agrotóxicos que são caros e prejudiciais ao meio ambiente”, ressaltou.

Para o jovem Paulo Souza dos Santos, integrante da equipe, participar de feiras de ciência pela primeira vez de forma virtual foi uma sensação indescritível. “O nosso projeto teve origem quando nós observamos uma problemática na nossa comunidade rural (povoado Colônia Sergipe, Indiaroba-SE): a mosca-negra-dos-citros, um pequeno inseto que prejudica a produção de laranja. A partir daí fizemos pesquisas bibliográficas sobre a Mosca-negra-dos-citros e controles biológicos contra esse inseto”, explicou o aluno.

O intuito da empreitada era produzir uma tecnologia alternativa sustentável que fosse eficiente no combate à mosca-negra-dos-citros, utilizando matérias-primas encontradas em abundância na região, como as cascas de laranja e da mandioca que eram descartadas de forma inadequada no meio ambiente. “Das cascas de laranja nós extraímos o óleo essencial usando um hidrodestilador caseiro que nós mesmos construímos. Da mandioca utilizamos um subproduto chamado manipueira. Esse subproduto é extraído no processo de fabricação da farinha de mandioca “, explicou o aluno Paulo. Para ele, apresentar o projeto na Febrace é uma experiência memorável. “O meu amigo Alisson Souza e o meu orientador Pedro Ernesto são pessoas que irei levar comigo para sempre. Um ajudou o outro para estarmos preparados e focados na nossa apresentação na Febrace”, concluiu.

Incentivo à iniciação científica

Segundo o professore Pedro Ernesto, realizar pesquisa no Ensino médio continua sendo um desafio por diversos fatores. Mas ele ressalta que quando propõe esse desafio aos alunos eles ficam encantados com as possibilidades de resolver problemas e contribuir ativamente com a sociedade. “As feiras são o ápice dos projetos, pois permitem que que os estudantes  mostrem as suas descobertas para a sociedade em meio a tantas pessoas diferentes. Para um aluno de escola pública e da zona rural, que é majoritariamente o público-alvo do Colégio Anfilófio, de Umbaúba, apresentar trabalhos em feiras de nível nacional é, sem dúvida, uma experiência enriquecedora”, destaca.

Ele acrescenta que enquanto professor sempre se propôs a participar de eventos científicos como feiras de ciências, olimpíadas, projetos de iniciação científica desde 2013 quando ingressou na rede estadual. “Penso que a aprendizagem vai além da sala de aula. E todas essas premiações que estamos ganhando mostram que estamos no caminho certo”.

Alisson Souza da Cruz, terceiro integrante da equipe, nem imaginava ser possível participar de feiras de ciências. Segundo ele, a participação significou que para democratizar o acesso à ciência e à pesquisa existem diversos meios. Ele afirmou que o próximo passo é finalizar a pesquisa e continuar democratizando o acesso à ciência, à pesquisa e à tecnologia, mostrando para os jovens da rede pública de ensino que para fazer ciência não precisa ter o melhor laboratório, estudar na melhor escola, mas tentar

Assessoria de Comunicação da SEDUC

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