Aracaju, 7 de dezembro de 2021

Em prol do coletivo, é necessário cumprir a proibição de fogos e fogueiras no período junino no estado de Sergipe

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Durante o mês de junho, os aracajuanos se preparam para celebrar os festejos juninos com as tradições típicas desse período. Desde o ano passado, porém, as tradições do período precisaram ser adaptados em virtude da pandemia da covid-19 e a consciência da população é fundamental nesse processo.

Um dos sintomas mais preocupantes dessa doença é o agravamento de problemas respiratórios, já que o pulmão é um dos órgãos mais afetados pelo coronavírus. Por isso, a Prefeitura de Aracaju determinou a proibição da comercialização de fogueiras e fogos de artifício até o dia 30 deste mês.

A proibição se faz necessária já que a fumaça provocada por esses itens tende a agravar o quadro clínico de quem está acometido pela covid-19 e por outras doenças respiratórias típicas do período, como explica a infectologista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Fabrízia Tavares.

“A gente está passando por um período de inverno, de sazonalidade de outras doenças respiratórias e estamos passando por uma pandemia, onde o órgão mais acometido é o pulmão. Então, a gente tem que minimizar as possibilidades de afecções, de comprometimentos pulmonares que possam confundir com covid e as demais doenças respiratórias infecciosas”, afirma.

Além disso, mesmo quem está saudável pode sofrer alguma crise respiratória em virtude da fumaça e precisar de atendimento médico, o que aumenta a demanda nas unidades de saúde e traz riscos aos pacientes.

“A gente precisa diminuir também as demandas da população às urgências. Imagine a seguinte situação: um paciente asmático sofre uma crise de broncoespasmo, porque o vizinho está acendendo a fogueira. Então, ele vai procurar um serviço de emergência. Nesse local, como ele está com um quadro respiratório, ele pode entrar como um suspeito de covid, mesmo não sendo, e vai se expor a outros pacientes que possam estar com covid. Então aumenta o risco de contaminação”, exemplifica Fabrízia.

Diante disso, os aracajuanos precisam ter consciência e respeitar a proibição do decreto municipal, pensando em si e na coletividade. Segundo a infectologista Fabrízia, a principal tradição que precisa ser aquecida nesse momento é a empatia.

“A gente precisa ter essa consciência. Eu acho que a maior lição que a gente vai tirar dessa pandemia é a empatia, é se colocar no lugar do outro. Porque quando você está em casa e acata as determinações das políticas públicas e da ciência, você não está só se protegendo, mas também protegendo o outro”, ressalta a infectologista.

Fiscalização

Para fazer cumprir o decreto de proibição da comercialização de fogueiras e fogos de artifício, a Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), intensifica as atividades de fiscalização nos dias que antecedem as comemorações pelas festividades juninas.

Nesta segunda-feira (21), fiscais da Diretoria de Espaços Públicos e Abastecimento (Direpa/Emsurb) percorreram localidades dos bairros Industrial, Lamarão, Porto Dantas e do conjunto Augusto Franco, na zona Sul, onde anteriormente era comum a venda destes produtos.

Além das fiscalizações de rotina dos agentes públicos, a população pode denunciar este tipo de ato ilegal através dos canais de comunicação da Prefeitura, no 153 da Guarda Municipal ou no setor de Ouvidoria da Emsurb (3021-9908), de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

Foto: Felipe Goettenauer/Ascom Emsurb

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