Aracaju, 3 de agosto de 2021

Seduc passa a identificar alunos com Altas Habilidades e Superdotação na rede estadual

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Formação dedicou um módulo ao tema e 285 professores participaram com o intuito de intensificar e encaminhar os alunos ao atendimento adequado

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por meio do Serviço de Educação Inclusiva, vinculado à Divisão de Educação Especial (Dieesp), do Departamento de Educação (DED), passou a identificar, dentre os estudantes matriculados na rede pública, aqueles que se encaixam na especialidade de Alta Habilidades/ Superdotação, a fim de que sejam atendidos pelo serviço da forma adequada. Quando um professor identifica no aluno uma alta habilidade, ele indica o estudante ao Núcleo da Seduc para que este realize todo um trabalho de potencialização do desenvolvimento do aluno.

De acordo com Rita de Cássia Fontes de Oliveira, pedagoga especialista e coordenadora do Núcleo de Atendimento a Altas Habilidades/Superdotação (NAAHS), para a pessoa ser considerada com altas habilidades/superdotação, é necessário que ela tenha capacidade acima da média e envolvimento com a tarefa e criatividade. A pedagoga explica que são diversos os tipos de inteligência: Lógico-matemática, linguística, espacial, físico-cinestésica, intrapessoal, interpessoal, musical, naturalista, entre outras.

Após observação desses tipos de inteligência e preenchimento de um questionário específico enviado pelo NAAH/S para identificar se o aluno tem características de altas habilidades ou superdotação, o professor ou a unidade escolar envia, por meio da diretoria regional de educação à qual a unidade escolar é circunscrita, um relatório para o NAAH/S. Depois da autorização do responsável pelo aluno, conforme sua área de habilidade, o NAAH/S encaminha-o para a Rede de Apoio, composta de professores da Educação Estadual e instituições parceiras, com a finalidade de que ele possa receber atendimento de forma suplementar e complementar e, assim, desenvolva habilidades, além de outras que sejam descobertas.

Formação específica

Em maio deste ano, a formação continuada intitulada Educação Especial na Perspectiva Inclusiva teve o módulo III dedicado ao tema Altas Habilidades/Superdotação, intensificando os conhecimentos dos 285 professores participantes em busca de alunos com altas habilidades/superdotação. O curso foi direcionado para os professores das salas de inclusão (salas de ensino regular), dos anos iniciais do ensino fundamental, no qual cem professores foram formados. Novas turmas serão abertas com o propósito de que todos os professores da Rede Pública Estadual de Ensino possam ter acesso.

Ainda segundo Rita de Cássia Fontes de Oliveira, os professores participantes lidam diretamente com crianças com deficiência e o curso potencializa os conhecimentos na identificação dos alunos com indicativos de altas habilidades/superdotação.

Diante das formações que vêm sendo executadas pela secretaria, Rita de Cássia enfatiza que “essa ação da Seduc é de extrema relevância para que todos os nossos alunos talentosos sejam descobertos e valorizados, considerando que irá fortalecer e ampliar seus conhecimentos, além de viabilizar a inserção deles nas áreas em que têm habilidade”, disse.

A professora Vânia de Oliveira Silva, que atende na Sala de Recursos Multifuncionais do Colégio Estadual Abelardo Barreto do Rosário, localizado no município de Tobias Barreto, território Centro-Sul sergipano, participou do Ciclo Formativo – Inclusão Escolar: da Sala de Recursos Multifuncionais à Gestão Escolar. Para ela, a formação oportunizou uma série de esclarecimentos e aprendizagens sobre as semelhanças e diferenças no olhar direcionado ao aluno com altas habilidades e superdotação. “Portanto, o curso trouxe conhecimentos necessários para reacender a sensibilidade adormecida em mim de buscar talentos”, disse.

Já a professora Joilda Martins da Costa Oliveira é muito frequente nos cursos de formação docente oferecidos pela Seduc. Ela atende na Sala de Recursos Multifuncionais do Colégio Estadual Professor Artur Fortes, situado no município de Carira, território Agreste de Sergipe. Segundo ela, que também participou do Ciclo Formativo – Inclusão Escolar: da Sala de Recursos Multifuncionais à Gestão Escolar, a identificação de um estudante com altas habilidades ou superdotação parte de uma visão mais apurada do professor. “Quando olhamos, por exemplo, um texto ou quando visualizamos uma foto, um desenho, algo que o estudante fez e pensamos no potencial que ele tem, esse olhar é diferenciado. É necessário que o professor tenha esse olhar, que seja um professor curioso também, que valorize o que o outro tem”, concluiu.

Foto Maria Odilia

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