Aracaju, 21 de outubro de 2021

Um conjunto de narrativas irresponsáveis, mortais, cruéis”, diz senador Rogério sobre a atuação de Bolsonaro na pandemia

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) fez um duro discurso contra a condução do governo Bolsonaro na pandemia. O senador sergipano voltou a afirmar que Bolsonaro é o principal responsável pelas mais 505 mil mortes por Covid-19 no Brasil. A fala foi feita durante a CPI do Genocídio, nesta quinta-feira (24).

De acordo com o senador Rogério, Bolsonaro agiu  de forma dolosa, porque mesmo depois do avanço da pandemia e de toda comunidade científica apontar para o alto grau de contágio e o perigo que poderia a levar milhões de pessoas à morte, o ex-capitão insistiu em boicotar as medidas de expansão do vírus.

“Foi ele (Bolsonaro) quem aglomerou, foi ele quem reproduziu a gripezinha, foi ele quem interferiu na ação de governadores e prefeitos para evitar o isolamento e as medidas restritivas de circulação para garantir a contenção da expansão da pandemia e foi ele quem negligenciou a vacina”, disse o senador Rogério.

O senador petista recordou ainda que o próprio Bolsonaro disse que vacina só depois de autorização da Anvisa e agiu de forma diferente em relação a um imunizante. “E ele (Bolsonaro) mesmo autorizou e negociou a compra de determinadas vacinas sem aprovação da Anvisa, como é o que está em investigação, o caso da Baratch Biontech”, declarou.

“Portanto, é um conjunto de narrativas irresponsáveis, mortais, cruéis, que nos leva à uma indicação que se praticou crime contra a saúde pública indiscutivelmente com uma ação de governo e com a ação de uma pessoa chamada presidente da república, que teve 57 milhões de votos, que deveria ter responsabilidade com seu povo e com a vida de seu povo”, prosseguiu.

Para senador petista, também houve um crime de genocídio contra a vida. “Em Manaus, enquanto as pessoas estavam morrendo sufocadas por falta de oxigênio, teste de cloroquina em massa, para saber qual era o comportamento, se ia controlar ou não a pandemia”, explicou para justificar o argumento do crime.

O senador argumentou ainda que não é mais possível a CPI ficar desacreditando a ciência. “Não dá pra gente ficar nesse bate-boca de versões sobre o que é a ciência, o quem tá certo e quem tá errado, quem tá certo é quem faz o melhor estudo acadêmico assentado sobre as melhores técnicas de práticas científicas”, esclareceu.

Por fim, questionou os dois participantes da CPI, a diretora-executiva da Anistia Internacional e coordenadora do Movimento Alerta, Jurema Werneck, e o epidemiologista, pesquisador e professor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Pedro Hallal, se eles acreditavam se houve crime sanitária na condução da pandemia no Brasil. “Se tem morte evitável, tem crime contra a vida”, indagou o senador Rogério.

Hallal respondeu que não era papel dele dizer se estava ou não caracterizado o crime sanitário, mas ponderou que era possível apontar que Bolsonaro era o responsável pelas 400 mil mortes a mais do que seria esperado. “Eu não tenho dúvidas que a responsabilidade maior pelos equívocos na condução da pandemia não é dos senadores que defendem as ações do governo, não é dos deputados que defendem as ações do governo, é especificamente do Palácio do Planalto”,  disse o epidemiologista.

A diretora-executiva da Anistia Internacional foi no mesmo sentido. “Lideranças tem que dar o exemplo, não podem propagar desinformação, lideranças não podem propagar curas milagrosas, lideranças não podem dividir ao invés de agregar,  nunca, mas especialmente nesse momento de pandemia”, concluiu Jurema Werneck.

Da assessoria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Leia também

Governo de Sergipe paga o auxílio tecnológico a mais de 5.700 professores
Simula Enem aplicado presencialmente em todos polos Preuni
Belivaldo mostra o “dever de casa” que fez nas contas do Estado para “Sergipe avançar”
18 anos do Bolsa Família são destacados pelo deputado João Daniel em sessão da Câmara