Aracaju, 18 de outubro de 2021

Município de Aracaju soma 40% da população vacinada contra covid-19

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A máxima “vacina boa é vacina no braço”, a cada dia, toma mais pessoas na capital sergipana. São sorrisos e até lágrimas de satisfação e, mais que isto, são vidas protegidas, histórias que poderão continuar a ser contadas.

E é com esse empenho que a Prefeitura de Aracaju tem tocado a campanha de vacinação contra a covid-19, coordenada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Com um trabalho meticulosamente organizado, Aracaju segue avançando e, nesta segunda-feira, 28, chegou a 39,93% da população geral vacinada contra a doença causada pelo coronavírus.

Com o aumento dos números, o que se vê é a multiplicação de esperança. Hoje, mais 2.333 aracajuanos foram vacinados, totalizando 265.518 pessoas imunizadas, na capital sergipana.

Nesta segunda, o cronograma continuou a vacinação de pessoas acima de 39 anos, e gestantes e puérperas sem comorbidades a partir de 18 anos, como também, assegurou a aplicação antecipada da segunda dose de AstraZeneca nos aracajuanos que estão a dose agendada até o dia 3 de julho. A estratégia auxilia a população a concluir seu esquema vacinal de maneira tranquila, evitando aglomerações e o risco de atrasos por não comparecimento.

Para essa logística, foram ofertados o drive-thru montado no Parque da Sementeira (1ª e 2ª doses); auditório da escola Presidente Vargas (gestantes e puérperas 18+); além das UBSs Joaldo Barbosa (bairro América), Celso Daniel (Santa Maria), Oswaldo de Souza (Getúlio Vargas), Manoel de Souza Pereira (Jabotiana), Augusto Franco (Farolândia) e Anália Pina (conjunto Almirante Tamandaré) para a segunda dose.

Vacinados

Mesmo sendo mostrada através de números, a vacinação trata de pessoas, histórias de vida, e o momento da aplicação causa, em muitos dos vacinados, uma volta no tempo, como foi o caso da jornalista Andréa Oliveira. No mesmo braço em que recebeu a vacina, ela carrega a tatuagem com a data de nascimento da mãe “27/06/1956”. No ano passado, ela se despediu da mãe que vinha se tratando de um câncer e não resistiu à covid-19.

“É uma junção de coisas que passam pela cabeça. É uma dose de esperança e alegria, depois de um ano tão difícil. Perdi minha mãe, perdi amigas e pessoas muito próximas pra covid-19. Ontem, minha mãe completaria 65 anos, então, hoje, meu pedido é que as pessoas se vacinem e, mesmo depois de vacinadas, mantenham os cuidados até que todos estejam imunizados. Não deixem que alguém da família seja a próxima vítima, salve a vida das pessoas”, frisa Andréa, entre lágrimas.

Trajados com uma camisa com os dizeres “Vacina Sim”, o casal Jocineide Cunha, artesã, e José Adailton Cunha, agente comunitário, eram só alegria e motivação. Ela foi quem recebeu. Ele foi vacinado no início da campanha e, antes de ser imunizado, chegou a ter complicações por causa da covid-19.

“É uma alegria muito grande. Durante esse período de pandemia, nossa vida era trancado em casa, tomando todos os cuidados, zelando por nós e pelos outros. Agora, vacinada, é mais um, em casa, imunizado e com a esperança renovada”, afirma Jocineide.

“Quase morri por causa da covid-19, com complicações sérias e, hoje, pude acompanhar minha esposa para ser vacinada. É uma emoção muito grande e que não cabe em palavras. No meu trabalho, vi muitas pessoas que eu acompanhava morrendo por covid-19, um sofrimento enorme para muitas famílias. Por isso, as pessoas precisam continuar se cuidando, precisam pensar no próximo. Que sigamos utilizando a máscara, higienizando as mãos com frequência e mantendo o distanciamento social até todo mundo estar com a vacina no braço”, destaca José Adailton.

Apesar de não ter tido casos graves em sua família, a administradora Jaqueline Aragão nunca precisou que algo ruim acontecesse dentro de casa para entender a gravidade do momento. Vestindo uma camisa a favor da vacina, seja ela qual for, ela reforçou a importância do momento.

“Estava numa expectativa muito grande pela vacinação porque somente ela é capaz de nos proteger contra esse vírus que já causou tanta tristeza. Por isso, defendo a vacina, defendo o SUS, defendo a ciência. Precisamos ter consciência do que é certo e defender a saúde das pessoas é o caminho”, reforça Jaqueline.

Foto André Moreira

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