Aracaju, 2 de agosto de 2021

Saúde  reforça a necessidade de imunização dos bebês contra a tuberculose

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Hoje, 01 de julho, é o dia da vacina BCG. Criada em 1921, por Léon Calmette e Alphonse Guérin, dando origem ao nome BCG, a vacina protege contra a tuberculose – doença contagiosa, provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. A doença não afeta apenas os pulmões, mas também os ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

A vacina BCG não oferece eficácia de 100% na prevenção da tuberculose pulmonar, mas sua aplicação em massa permite a prevenção de formas graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (forma disseminada).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nos países onde a tuberculose é frequente e a vacina integra o programa de vacinação infantil, previna-se mais de 40 mil casos anuais de meningite tuberculosa. Impacto como este depende de alta cobertura vacinal, razão pela qual é tão importante que toda criança receba a vacina BCG.

Segundo a gerente do programa de imunização da SES, Ana Beatriz Lira, a BCG é uma das vacinas mais antigas do Programa Nacional de Imunização (PNI). “É uma vacina aplicada no bebê ainda na maternidade. Aqui em Sergipe a gente ainda tem esse projeto de imunizar as crianças antes delas saírem da maternidade. Se as crianças saem da maternidade sem tomar a vacina, as equipes de saúde fazem a buscativa para essa vacina ser feita em até 7 dias. Muitas crianças foram salvas pela BCG”, celebrou.

O diretor de Vigilância e Saúde da SES, Marco Aurélio Góis, destaca a importância da BCG. “Apesar de ser uma vacina muito antiga, ela continua sendo muito importante, principalmente, nos países onde a tuberculose é endêmica, como é o caso do Brasil. É fundamental que a BCG seja aplicada nos primeiros dias de vida. Uma característica da vacina é que ela é aplicada no braço direito e deixa uma cicatriz. A BCG também é utilizada em pessoas que têm contato íntimo com pessoas que têm Hanseníase, porque a utilização da vacina em dose suplementar faz com que o risco de adoecimento pela hanseníase seja menor”, concluiu.

MNSL

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes vem incentivando a imunização pela vacina BCG. A vacinação deve ser ministrada, preferencialmente, no nascimento do bebê, no máximo nas primeiras 24h. “A MNSL garante que todos os bebês nascidos vivos saiam das instituições com as vacinas BCG e Hepatite B aplicadas. Alguns recém-nascidos, só tomam a vacina quando atingem o peso ideal”, explica a enfermeira e coordenadora do Complexo Neonatal da MNSL, Thereza Azevedo.

Ela informa que a BCG deve ser aplicada, em bebês que nascem com mais de 2kg. Os nascidos abaixo de 2 kg devem aguardar até atingir o peso necessário para receber a vacina. Thereza explica que na MNSL são vacinados cerca de 20 bebês com escalas pela manhã e tarde, passando por todas as alas e no centro obstétrico da unidade. “Alguns recém-nascidos só tomam a vacina quando atingem o peso ideal”, ressalta a profissional de saúde.

Fonte e foto assessoria

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