Aracaju, 2 de agosto de 2021

VEREADORES DE SÃO CRISTÓVÃO PEDEM CASSAÇÃO DO PREFEITO POR IMPROBIDADE

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No dia que a prefeitura de São Cristóvão anunciou de novo a suspensão da vacina contra covid-19 por falta de doses, o Ministério Público recebeu uma grave denúncia de improbidade administrativa contra o prefeito Marcos Santana. A representação foi feita pelos vereadores Neto Batalha (PP) e Leandro da Renovação, ambos pedem a cassação do gestor municipal.

A denúncia acontece depois de uma série de fiscalização em postos de saúde de São Cristóvão. Vereadores da oposição identificaram atos de improbidade administrativa praticados pelo prefeito após divulgação do calendário de vacinação no município.

Segundo os vereadores, o prefeito Marcos Santana elaborou um cronograma  impossível de ser cumprido tendo em vista a quantidade de doses previstas que seriam enviadas pelo Ministério da Saúde. “Na verdade, a intenção dele foi empreender uma maciça campanha de marketing, publicidade e propaganda, apresentando uma tabela fictícia que gerou enorme expectativa na população”, esclareceu Neto Batalha.

Além de precipitado, Neto afirma que o calendário de vacinação foi formulado com a proposta de aparecer na mídia como a primeira cidade a imunizar pessoas mais jovens em Sergipe. O vereador relembra que no dia 10 de junho as rede sociais da prefeitura e do próprio prefeito anunciaram que pessoas com mais de 18 anos seriam vacinadas até 5 de julho. “Hoje é dia 7 e faltou vacina mais uma vez, um absurdo!”, lamentou.

Também de acordo com Leandro da Renovação, houve um planejamento equivocado em nome da ambição política do prefeito. “Isso para mim se chama improbidade administrativa, pois violou princípios básicos da administração pública”, enfatizou.

Após a denúncia no Ministério Público, os vereadores aguardam que o órgão fiscalizador adote providências e medidas cabíveis em razão dos explícitos atos de improbidade cometidos pelo prefeito de São Cristóvão. Por fim, pedem a cassação de Marcos Santana alegando dano ao erário público quando provocado pela propagação de campanha de publicidade fraudulenta.

Foto assessoria

Por Guilherme Fraga

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