Aracaju, 28 de julho de 2021

Romulo Arantes Neto fala da carreira e da semelhança com o pai, que morreu em 2000

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No ar como Robertão na reprise de “Império”Romulo Arantes Neto acredita que o papel foi uma oportunidade importante de mostrar um lado diferente ao público:

– Acho que o Robertão me abriu uma porta. É aquele galã desconstruído da comédia. O Vladimir Brichta foi uma das referências para mim. Ele faz isso muito bem. Não fica como o galã garanhão e bonitão da novela. Isso também aconteceu quando fiz vilão (em “Malhação”, em 2019). O filme sobre o José Aldo foi outro trabalho maravilhoso para mim (ele viveu um lutador). É um esforço do artista correr atrás de coisas diferentes, para fazer com que as pessoas enxerguem de uma outra forma, além da aparência. Porque é mais fácil para elas enxergarem do jeito que você é representado esteticamente. É o mais óbvio. Isso para mim é uma questão constante. Acho que estou no início desse processo. O céu é o limite. Falta muito ainda para eu poder mostrar minha capacidade como ator. Tenho tentado mostrar ao mercado, a quem consome, a diretores e produtores. É algo que não para. Sempre vou tentar abrir portas artísticas.

Hoje com 34 anos, Romulo estreou na TV aos 20, em “Malhação”. Ele diz que, apesar de ter começado muito novo, sempre soube lidar bem com toda a exposição inerente ao ofício:

– Quando comecei, caí de paraquedas. Era modelo na época, não tinha estudo. Era muito imaturo, não tinha feito terapia ainda. Muito cru, muito verde. Eu fui realmente me considerar ator depois de uns cinco ou seis anos. Acho que nunca tive problema com a fama porque cresci no meio artístico. Meu pai vivia nesse ambiente e meu padrasto, Otávio (Muller), também. As pessoas do meio estavam nas nossas rodas. E sempre fui conectado com a natureza, o que me traz um pé no chão grande. Quem pode ter esse tipo de problema é mais a galera que vem de fora, que não está acostumada ao show business. E hoje também já sou uma pessoa mais madura, me preservo mais. Então, nem sai muita coisa sobre minha vida. Sempre me dei bem com isso.

Além da segurança profissional, a maturidade vem deixando cada vez mais evidente a semelhança do ator com o pai, Romulo Arantes, que morreu num acidente de ultraleve em 2000:

– A gente é parecido pra cacete. É muito louco. Já cheguei a me confundir com ele passando rápido por um espelho. Eu gosto, porque é uma forma de senti-lo mais perto de mim. Me sinto junto dele. Às vezes, quando alguém tira uma foto minha e me mostra, até sinto a energia dele em mim.

Ele diz que nunca se sentiu pressionado a cumprir alguma expectativa do público, acostumado a ver o pai fazendo sucesso em várias áreas:

– Nunca foi um problema. Admirei muito meu pai, admiro até hoje. Ele me ensinou muita coisa. Nunca tive medo de ser maior, menor ou igual. Ele era ótimo como atleta, como empreendedor, como ator… Sempre recebo mensagens, várias pessoas me param na rua e no ambiente de trabalho. Sei que trilhei meu próprio caminho. Acho que sobrenome e beleza podem abrir portas, mas não as mantêm abertas. Talento e profissionalismo é que mantêm. Então, isso nunca foi um peso.

Fonte/Foto: globo.com

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