Aracaju, 4 de agosto de 2021

Jornalista e artista plástico Luiz Adelmo deixa legado

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A irreverência, o sarcasmo e a contundência eram as marcas mais emblemáticas de Luiz Adelmo Soares de Souza, falecido nesta terça-feira, 20. O estanciano era dono de um conhecimento cultural e social incomparável, e distribuiu sabedoria, críticas e análises durante anos através das suas colunas sociais, quadros televisivos e radiofônicos na imprensa sergipana. Aos 79 anos, Luiz Adelmo se despede deixando o seu nome marcado na história cultural de Sergipe.

Jornalista, artista plástico, curador e cerimonialista, Luiz Adelmo, além de personagem importante da imprensa sergipana, também marcou o seu nome na gestão pública. Ele ocupou cargos de destaque pela competência e contribuição no desenvolvimento de políticas públicas, sobretudo, daquelas voltadas para o segmento cultural.

“A morte de Luiz Adelmo representa uma perda muito grande para a cultura e comunicação sergipana. Ele era um personagem da nossa contemporaneidade com muitos talentos e em todas as áreas que pôs o pé, fez sucesso. Na comunicação foi colunista social que revigorou essa linguagem do jornalismo sergipano, e desde os anos 60 foi um dos principais colunistas da cidade. Tinha uma verve literária muito forte, com público cativo, capaz de despertar ao mesmo tempo ódio e paixões”, lembra Luciano Correia, presidente da Funcaju.

Luiz Adelmo dirigia a Galeria de Artes Álvaro Santos, unidade da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), um momento emblemático para a vida do artista e jornalista. “Meu irmão até criou a sua própria galeria, mas o sonho dele sempre foi dirigir a Galeria Álvaro Santos. Era o sonho dele que se tornou uma realidade com Edvaldo, que gostava demais do meu irmão e sabia da capacidade dele”, conta a irmã de Luiz Adelmo, Tânia Soares.

À frente da Galeria Álvaro Santos, Luiz Adelmo realizou inúmeras exposições, democratizando o espaço e permitindo que tanto artistas de nomes carimbados, quanto aqueles novos no segmento cultural, tivessem espaço dentro da unidade municipal. “Ele tinha muita sensibilidade para encontrar artistas novos, de descobrir esses talentos. E na Álvaro Santos, uma das coisas que ele mais amava era o Salão dos Novos”, comenta a irmã.

A trajetória profissional de Adelmo abriu caminhos também em outros nichos culturais do Brasil. O sergipano tinha portas abertas em diversas casas culturais, ao lado de grandes nomes da cultura brasileira, participando de eventos como a Bienal de São Paulo.

“Como artista plástico, ele foi importantíssimo porque sempre atuou no sentido de organizar o segmento das artes visuais em Sergipe. Foi dono de galerias e era um artista com linguagem refinada. Teve passagens pelo Sul do país, no teatro, na comunicação, na cultura. Trabalhou com gente de renome no cenário nacional, carregando influências das mais altas esferas que ele frequentou em Sergipe e fora daqui. Deixa um legado de uma trajetória muito rica e de muitas realizações”, destaca Luciano.

O corpo de Luiz Adelmo está sendo velado nesta terça-feira na OSAF, em Aracaju, e logo em seguida será cremado.

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